sábado, 5 de novembro de 2011

A Ética e a Profissão de Arquiteto e Urbanista, por Daniela José da Silva.

Uma das nossas atividades na disciplina de LEPP é a produção de um texto cujo tema é a Ética.

Falar sobre ética não é simples, mas a Daniela, formanda do curso de Arquitetura e Urbanismo da UEG produziu um texto muito interessante. Pedi sua autorização para compartilhar com todos aqui no blog.

Obrigado Daniela !

Vale a leitura.

Opinião – Ética e Arquitetura 

A vida social implica em comportamentos pré-estabelecidos gerais, este comportamento social é fundamental para a coletividade. Mas até que ponto coletivo e individualidade interferem em nossas ações? O misto destes dois pontos são para mim – por isso estas linhas são um texto de opinião – o que determina o comportamento social humano. São tanto nossa ética pessoal quanto nosso comportamento social que guiam nossas reações frente as ações existentes no dia a dia.

Na vida profissional não é diferente, o problema hoje é, ao que me parece, que o comportamento social, baseado na coletividade e nos exemplos majoritários, tem mais peso sobre a ética pessoal. É a famosa história, “tal coisa eu não faria, mas como a maioria faz e se não agir assim o mercado me engole eu farei também”. Colocada assim, a situação torna-se quase uma questão de sobrevivência, e como sobreviver é o mais importante em qualquer raça ou espécie, acabamos nos deixando levar por este argumento.

O principal ponto nesta história é que agindo assim não percebemos o mal que causamos a nós mesmos, a sociedade e a nossa profissão. Um mal que se antes produzia efeitos positivos, hoje parece produzir um ônus maior que o bônus, mesmo ambos caminhando lado a lado.

Produzir arquitetura e consequentemente a cidade não é uma tarefa fácil, implica em obrigações gigantescas já que vai ressoar sobre muitas pessoas e por muito tempo. O problema geral, a meu ver, é que não nos vemos refletido nos outros e para mim este é um ponto importante na ética profissional. Se formos sinceros conosco seremos éticos na vida social e também como arquitetos. A questão é de certa forma simples. “Eu seria capaz de viver de tal modo? Eu faria para mim uma casa assim? Eu aceitaria isso?”

São, assim, as respostas a estas perguntas que norteiam nosso comportamento no rumo da ética, se eu não faria para mim, não faço para o meu cliente e assim seguiríamos num caminho mais próximo da ética social e profissional.

Daniela José da Silva
Goiana. Designer gráfico e quase uma arquiteta.

Goiânia – 18-08-2011

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