sábado, 7 de julho de 2012

Delírios de Guerra - Gabriela Silveira





Delírios de guerra

Meus delírios apontam – me uma saída,
eles me sacodem, me reviram,
me impelem a ter mais coragem ainda.

Vejo o que é incomum, o que parece raro,
ouço pensamentos me gritando ao longe
e quanto mais encaro os delírios,
mais creio que são exatos.



Insanos são os olhos que a mim lançam seus disparos,
com chifarotes afiados e bacamartes atirando atrozes,
inúteis armas que não me abalam.

Ergo-me como quem tem em punhos bem mais que durindanas,
minha espada não a desembainho,
luto com a inteligência contra a violência insana.
E como os inimigos se irritam,
quanto mais calma fico mais eles crepitam.
Insistem em me convencer de que sou invisível,
mas, justo eles, são os que mais me veem,
os que mais me impelem a ser invencível.

O tempo mostra verdades para quem tem olhos dispostos a enxergar,
mas para quem não convier, melhor fugir, fingir e insistir em errar.

Esta guerra não me destrói, nem ao menos me tortura,
ela me obriga a seguir sempre firme, sã e segura.

Um comentário:

  1. Gabriela Silveirasábado, 07 julho, 2012

    Adorei o desenho Bráulio, rsrs. Abraços!!

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