sábado, 8 de setembro de 2012

EXPODERIVA 2012 - Bárbara Fleury



Um dia Alguém me perguntou:

- Fotografia é arte?

Esse mesmo Alguém muitos dias depois, ao me ouvir elogiar umas fotos, disse:

- Mas é lógico que você gostou dessas fotos, é fotografia artística.

Então me perguntei o que seria uma foto artística? Quando é que a fotografia transcende sua função de mera captura de imagens e passa a um outro plano? Plano da memória, da inversão, da (des)construção e, porque não, da denuncia da realidade?

Eu diria que o que transforma uma foto em arte não é técnica, enquadramento, luz e muito menos Nikon/Canon. O que faz uma foto artística é só e somente o belo.

O belo de um cachorro chamado mixaria, da vida refletida na poça d’água de esgoto, das pichações reconstruindo a cidade pelos olhos de quem a habita, da verdade rasgando a alma. Citando Nietzsche, a beleza é “une promesse de bonheur”, ela é desavergonhada, é ela que nos permite em um breve intervalo relaxar e nos perder. E é nesse momento efêmero que a Arte se faz.

“Uma vez que cada instante porta em si a morte, o instante belo precisa ser perpetuado como tal, para tornar possível algo como a felicidade. (...)E uma vez configurado na obra, o instante belo pode ser sempre repetido; encontra-se eternizado na obra de arte” (MARCUSE, Cultura e Psicanálise).




Eu diria que a arte pode nascer de um olhar sem pressa, à Deriva, pelo Centro de Goiânia.

1. Av.Goiás
2. Av.Goiás
3. Av. Anhanguera
4. Av. Anhanguera
5. Rua do Lazer

Máquina: D5000










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