sábado, 15 de dezembro de 2012

Poema do Arquiteto. Por Valeriano Ribeiro Ferreira.


O ARQUITETO

Ali está ele contemplando o papel vazio.
Depois vem o rascunho,
Muitas vezes sem forma
Fruto do seu próprio punho.

Os traços se juntando diante 
de olhos que criam.
Continue, é isto, insista.

O que era um simples sonho,
Um começo, um vazio,
Já tem volume, já tem forma
Conquista o espaço.

O sonho enfim se realiza
o arquiteto também é um artista.

Valeriano Ribeiro Ferreira. 
Goiânia, 31 de agosto de 2012.


* O Poema do Arquiteto foi escrito após a leitura da obra de João Cabral de Melo Neto, em especial o Poema do Engenheiro.  O arquiteto Valeriano pensou: "se João Cabral escreveu um poema do Engenheiro, por que eu não posso criar um do arquiteto?  Clique aqui e veja mais um poema do Arquiteto na seção - ARQUITETURA E POESIA

2 comentários:

  1. o destino da palavra é dialogar, o papel em branco é a inspiração da transpiração que obstruida por um encanto ele vai por um caminho que é do outro esta no campo do desejo de ser desejante e desejado ... é um regarder cette annonce... neste momento se cria a feroz maquina do pensamento.

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  2. O nosso amigo arquitecto a quem lemos este poema é de outra escola, não acredita na arquitectura como arte.

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