sábado, 5 de outubro de 2013

EXPODERIVA 2013 - Juliana Mendes de Morais.







"O que leva uma pessoa acordar sábado cedo e sair divagando pelas ruas da cidade, sem rumo, sem roteiro, só pela simples vontade de andar, de conhecer e de fotografar? No meu caso foi curiosidade e necessidade mesmo de fotografar, não ficar parada, mesmo que o sono e a preguiça fossem enormes e me fizesse pensar na cama quentinha que havia deixado em casa. Andar sem rumo, sem destino é algo que não estamos acostumados, afinal procuramos controlar tudo, sem espaço para desvios no nosso cotidiano. E essa experiência com certeza foi enriquecedora pra mim e pra muitos outros.


O caminhar pelas ruas do centro revelou um dado alarmante: nós não temos o hábito de cuidar da nossa cidade, não importa se é periferia ou bairro nobre. Falta de educação? Pode ser. Mas talvez o que mais conte é o distanciamento das pessoas que vivem na cidade com este espaço, que é cada vez mais impessoal e distante de suas vidas. A vivência ou a falta dela impede que a população tenha zelo com o espaço público, e que não cuide da nossa cidade, e que o descuido acaba se tornando regra. Regra que não é exclusiva de Goiânia, como de outras cidades também.

Vale a pena, então, reapresentar a cidade de Goiânia aos seus moradores: explorar cada canto, cada rua, cada história. Assim, talvez os espaços públicos da cidade sejam realmente locais de contato, de vivências e de experiências múltiplas, para que o Centro de Goiânia não morra".












 




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