quarta-feira, 1 de outubro de 2014

EXPODERIVA 2014 - Fernanda Carolina


 
Bom, o pedido era escrever uma frase ou um parágrafo sobre o “Deriva”  já começo falando que é impossível eu resumir tanto essa experiência tão magnifica que eu vivi nesse sábado. Esse projeto me fez reparar e analisar tudo do centro com um olhar curioso, um olhar de criança que fazia tudo parecer algo novo, belo e revelador. Até mesmo aquilo que já tinha visto parecia novo, pois era uma situação diferente estávamos em grupo e a maioria com uma máquina fotográfica na mão, prontos para fotografar tudo que olhos atentos já haviam registrado.

E aquelas coisas que nunca tinha visto, agradeço por ter visto nessa situação, porque me fez observar cada detalhe e viver cada paisagem como se fosse única. Eu não tenho nenhuma experiência com fotos, sou totalmente amadora, mas tirar fotos me ajudou ainda mais a ver detalhes, pois antes de parar o momento na foto eu olhava e procurava o melhor ângulo, antes mesmo de posicionar a câmera. Assim, é como se eu visse duas vezes e cada uma delas desvela um aspecto diferente e um mais belo que outro.

Tirei muitas fotos de coisas que eu chamei de óbvias, as construções grandes e antigas, os grafites, por exemplo, mas também procurei registrar algo mais singelo, como a flor amarela na Avenida Goiás mesmo em meio a um protesto que lá ocorria, ou o pai e a filha de mãos dadas passeando pela mesma avenida. E sobre o óbvio o que dizer sobre as construções do centro, são realmente belas e, infelizmente, passam despercebidas em meio a tantos outdoors, carros e pessoas sempre apressadas.

E os grafites um mais lindo que o outro e estes por mais que caracterizam como o que eu estava chamando de óbvio, estavam em lugares que para mim, não eram nada óbvios, estavam em becos que jamais eu entraria senão fosse o deriva, Nesses momentos, mais do que em qualquer outro me senti descobrindo Goiânia, como por exemplo, o Teatro Carlos Moreira, com detalhes tão fortes e impactantes, mas infelizmente tão sucateado. E a praça José Ximenes que fica no final de um beco, essa realmente me surpreendeu, nunca imaginei que isso poderia existir, uma praça pequena com alguns botecos e muros que denunciam a violência policial existente.

Algo que me marcou bastante nessa experiência além da oportunidade de explorar a própria cidade é ver como as pessoas estranham isso. Várias me perguntaram se era curso de fotografia, jornalismo e para mim não era nada disso, faço psicologia e não tenho nenhuma experiência com fotografia, estava ali só para andar e registrar o que se destacava aos meus olhos. E como foi interessante o fato de que quando parávamos para registrar algo as pessoas que passavam em volta olhavam o que estávamos fotografando, dessa maneira o projeto de uma forma simples faz o outro que está de fora olhar atento ao que de alguma maneira estamos mostrando para eles que existe. Por fim, queria só agradecer ao projeto. Foi uma experiência mágica e que ano que vem, com certeza, vou repetir.

Só mais uma coisa, fui conversar com um amigo sobre aquele desenho que tem Jesus e uma melancia e ele disse que talvez a interpretação seja “uma brincadeira entre clubes de futebol, goiás e vila nova. O goiás tem a cor verde e o vila a cor vermelha. Uma vez o Túlio Maravilha, logo quando saiu do goiás para jogar no vila disse que ele tinha jogado no goiás, mas que o coração dele era vermelho, ou seja, que ele era vilanovense. Brincou ainda, na mesmo época que todo torcedor do goiás é igual melancia, verde por fora, mas vermelhor por dentro. Jesus na imagem está segurando um periquito na mão esquerda, mas não na mão direita que é a mão sagrada, pintada de vermelho, bem como o coração. Ademais, a mão com o periquito aponta claramente para a direção da outra mão, a pintada de vermelho. Basicamente, Deus é vilanovense!” 

Fernanda Carolina Alves Cardoso


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