quarta-feira, 29 de junho de 2016

Sol e vento do deserto fornecerão 60% da energia do metrô de Santiago






O Atacama é o lugar mais seco do mundo. O índice pluviométrico médio é de 15 mm por ano, mas em alguns pontos, como a cidade de Arica, chega a 1 mm. Somando a altitude, a falta de grandes centros urbanos e a falta de nuvem, o deserto do norte do Chile é um dos melhores locais do planeta para observação astronômica. Mas essas condições também são ideais para algo bem mais terreno: a produção de energia solar. E o governo chileno está apostando nisso para o transporte público em Santiago.

Até o fim de 2017, a eletricidade produzida no sul do Atacama viajará mais de 600 quilômetros até a capital chilena para suprir 42% da energia necessária para o funcionamento do metrô. Outra parte da energia elétrica que moverá os trens do metrô virá do Parque Eólico San Juan, também na região do Atacama. O parque foi desenvolvido pela empresa espanhola Elecnor e pertence à Latin America Power, uma geradora brasileira. Ele será responsável por produzir 18% da energia para colocar os trens em movimento. Com isso, 60% da energia consumida pelo metrô de Santiago viria de matrizes renováveis.

O metrô de Santiago tem mais de 100 estações e transporta 2,5 milhões de pessoas todos os dias. O sistema metroviário da capital chilena é o segundo maior da América Latina – atrás apenas da Cidade do México – e a presidente, Michelle Bachelet, anunciou em uma visita às obras da estação Estádio Nacional que ele será o primeiro do mundo a rodar usando majoritariamente fontes renováveis de energia.

A construção da central de energia solar teve início esse ano ao sul do deserto do Atacama e deve ser concluída até o fim de 2017. A produção será transmitida diretamente para o metrô de Santiago, por meio de conexão direta.  Isso significa que todo o sistema será montado sem esbarrar na questão de padrões de grade.

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Via Outra Cidade

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