quinta-feira, 1 de junho de 2017

Dubai terá grande moldura na paisagem






Diante de um crescimento vertiginoso e efervescente, a cidade de Dubai, nos Emirados Árabes, promoveu em 2009 mais um de seus sedutores concursos internacionais de arquitetura, na intenção de selecionar e construir um edifício emblemático para uma cidade extravagante.

Criado e dirigido pela décima primeira edição da International ThyssenKrupt Elevator, foi lançado um desafio para a elaboração de um edifício de caráter icônico, tal como a grande maioria dos edifícios do mais popular dos emirados árabes.

O desafio consistia em criar uma estrutura alta e emblemática na cidade, mais especificamente no Parque Za’abeel, região Oeste da cidade. O objetivo era criar um novo cartão-postal na costa do Golfo Pérsico.

Iniciado o concurso, 926 propostas arquitetônicas foram enviadas, sendo avaliadas por um importante e seleto júri internacional, que premiaria o vencedor com um generoso valor de cem mil dólares. Dentre inúmeras propostas de imponentes edifícios, uma chamou a atenção.

Era a proposta de Fernando Donis, arquiteto mexicano, residente na Holanda, e que conhecia muito bem a cidade. Apesar disso, ele tinha um desafio: criar um monumento em uma cidade reconhecida internacionalmente por sua quantidade de obras icônicas.

A partir disto, Donis tomou uma decisão. Não fazer um edifício maciço, e sim criar um vazio urbano. Um retângulo, de 150 metros de altura por 105 metros de largura, vazio, sem absolutamente nenhum conteúdo, uma moldura, enorme, no meio da cidade. Representaria o olhar para o passado, presente e futuro de uma grande ascensão. Emoldurar o desenvolvimento, o progresso.  A ideia estava pronta. Donis iria emoldurar, literalmente, a cidade espetáculo.

Porém, como todo concurso, havia um regulamento. Inicialmente, a cláusula do concurso, protegida pela UNESCO e pela União Internacional dos Arqutietos, dizia que os créditos sobre a proposta vencedora seriam de total posse do arquiteto, e o projeto somente poderia ser construído após a assinatura de um contrato junto à municipalidade. No entanto, a proposta mudou radicalmente.

Após a finalização do concurso, a prefeitura de Dubai apresentou ao arquiteto vencedor um contrato que incluia uma cláusula completamente diferente da inicialmente proposta pelo concurso, que proibia o arquiteto de publicar seu projeto utilizando-se de seus créditos. Além disso, o contrato poderia ser rescindido a qualquer momento, de acordo com os novos parâmetros contratuais com a prefeitura da cidade de Dubai. Mais detalhes, Vale o Clique!

Via Casa Vogue

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