terça-feira, 8 de agosto de 2017

Triptyque integra a coleção permanente do Centro Pompidou

Agência Triptyque integra a coleção permanente do Centro Pompidou com dois projetos no Brasil.

Um dos papéis de uma instituição como o Centro Pompidou de Paris é de escrever a História do mundo da arte de ontem e de amanha além das fronteiras francesas. É com esta ambição que o Centro Pompidou celebra as criações arquitetônicas contemporâneas brasileiras, adquirindo dois projetos da Triptyque. Esses projetos valorizam: as tradições artesanais brasileiras associadas à inovação e o equilíbrio nas relações construção/natureza.

O primeiro: “Colômbia 325” é um edifício situado na cidade de São Paulo, no Brasil, que ficou pronto em 2007. A grande originalidade da construção está na sua fachada que se desmaterializa em uma superfície às vezes envidraçada às vezes coberta por uma camada de brise-soleil de madeira. Esta forma sinuosa é também a interpretação contemporânea do tradicional brise- soleil tão querido à história da arquitetura brasileira. Esta realização é um modelo de conciliação entre inovação e tradição. Na concepção do brise-soleil em madeira de cedro, os arquitetos da Triptyque utilizaram ao mesmo tempo processos de fabricação ancestrais por sua precisão, mas também uma ferramenta contemporânea de modulação digital (3D) para modelar as lâminas de madeira. Sua fabricação foi em seguida confiada a artesãos do Sul do Brasil, local onde a madeira ainda é cortada, polida, tratada e depois curvada, privilégio de um país que preserva seus costumes. Esse projeto será então representado no seio da coleção de arquitetura do Centro Pompidou por desenhos e duas maquetes, uma feita em madeira entalhado pela alaudista tradicional e outra em papel cartão.


O segundo: “Inhotim” é o projeto de construção do futuro pavilhão do Centro de visitantes do Instituto Cultural de Inhotim, situado no coração da Mata Atlântica das Minas Gerais no Brasil. Ele é um dos novos lugares famosos dedicados à arte contemporânea. Desenhado por Burle Marx, o jardim botânico d’Inhotim conta com cerca de cem hectares e nele estão localizados aproximadamente vinte pavilhões e uma coleção de mais de 700 obras e instalações. A natureza e a arte estão em simbiose e fazem deste local de arte o mais importante da América latina. A simplicidade deste projeto arquitetônico vem do equilíbrio justo entre o abrigo natural e o espaço edificado contemporâneo, sugerindo uma reflexão sobre a relação entre o homem e o meio ambiente, a construção e a arquitetura. O prédio sem fundação, sem porta nem ar-condicionado foi projetado em uma busca permanente da redução do seu impacto no meio ambiente. O edifício criado um diálogo na sua composição entre o material extraído em seu estado natural (ferro) e do material processado (aço). Ele é autossuficiente em água, eletricidade. A maquete do projeto “Inhotim” é feita em madeira, pedras e papel cartão, ela está acompanhada de seus desenhos.

Via Zupi  







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