domingo, 13 de maio de 2018

Garoto com autismo constrói Titanic de Lego com 56 mil peças

Quem embarcou na viagem inaugural de um navio famoso em 1912 nunca mais pisou em terra firme. Mais de um século depois, uma réplica da famosa embarcação é o veículo que um adolescente usou para dar um novo norte à sua vida. Essa é a jornada de um garoto com autismo que construiu um Titanic de Lego.

O original afundou depois de bater em um iceberg. Esse tipo de formação de gelo, por sinal, é comum na Islândia, país de origem de Brynjar Karl Birgisson, de 15 anos, o fabricante da maior cópia do Titanic de que se tem notícia.

Se o verdadeiro colidiu com um grande bloco gelado por volta de 11 e 40 da noite de 14 de abril de 1912, quatro dias depois de haver zarpado, Brynjar levou 11 meses para erguer sua réplica, produzida quando ele tinha 10 anos de idade.

Por falar em números, o Titanic de Lego tem cerca de 8 metros de comprimento e 1,5 m de largura. Ele está em um museu no Tennessee, nos EUA, o Titanic Pigeon Forge, dedicado à memória da grande nau.

Brynjar, que mora em Reykjavík, capital da Islândia, começou a se divertir com o Lego aos cinco anos. Depois de visitar um parque dedicado ao brinquedo na Dinamarca, teve a ideia de empreender seu maior projeto. Grande, de fato: o menino usou 56 mil pecinhas para fazer seu navio.

Com ele, embarcou em uma batalha contra as próprias dificuldades. Ao ganhar fama, começou a dar entrevistas e até já participou de um TEDx Kids em San Diego; antes, nem conseguia se comunicar.

Hoje, nem precisa mais de auxílio para as tarefas da escola, e sua notas aumentaram no boletim, para a felicidade dos pais, que o ajudaram a colocar o Titanic de pé – o pai adaptou a planta do navio para a escala do Lego; a mãe comprou as peças e, mais tarde, ajudou na divulgação do feito do filho.

A iniciativa de Brynjar se prepara, agora, para mudar o destino de mais crianças que têm autismo: ela rendeu um site que angaria doações para ajudar outros autistas. A aventura do pequeno islandês também já foi tema de um livro.

Brynjar Karl Birgisson não é mais o garoto com autismo, como poderia ser descrito em outros tempos. Aquela imagem submergiu; agora, Brynjar é o capitão de uma barca que não dá sinais de que irá sucumbir às pedras do caminho – sua própria vida. Vale o Clique!

Via Catraca Livre

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