sexta-feira, 1 de junho de 2018

Pavilhão de Israel na Bienal de Veneza 2018

Pavilhão de Israel na Bienal de Veneza 2018 apresenta um panorama das negociações políticas da Terra Santa. Como parte da cobertura da Bienal de Arquitetura de Israelense. Abaixo, os participantes descrevem sua contribuição com suas próprias palavras.

"In Statu Quo: Structures of Negotiation" é o tema do Pavilhão de Israel na 16ª Exposição Internacional de Arquitetura, La Biennale di Venezia. Com curadoria de Ifat Finkelman, Deborah Pinto Fdeda, Oren Sagiv e Tania Coen-Uzzielli, a exposição aborda o mecanismo complexo do "Status Quo" em lugares sagrados compartilhados entre Israel e Palestina, que operam dentro desta coexistência controversa e instável.

Em pleno século XXI, assistimos mais uma vez a religião se fortalecendo como um elemento criador de tensões locais e globais. Dentro deste panorama, a Terra Santa, berço das três grandes religiões monoteístas, evidencia-se como um caso extremamente crítico.

O termo "Status Quo" é utilizado aqui como referência aos códigos utilizados para administrar estes lugares sagrados e compartilhados por diferentes grupos religiosos. Iniciada pelos otomanos em meados do século XIX e mais tarde desenvolvida sob o domínio britânico e jordaniano, estas ferramentas são ainda hoje utilizadas tanto por Israel quanto pelas Autoridades Palestina, exigindo que quem estiver no poder mantenha uma delicada rede de negociações e acordos que permitem que estes lugares históricos, contestados por diferentes partes, possam continuar existindo e acessíveis aos seus diferentes, e às vezes incompatíveis, fiéis.

"In Statu Quo: Structures of Negotiation" oferece uma leitura contemporânea deste fenômeno único, dinâmico e em constante transformação. A exposição retrata cinco destes locais sagrados compartilhados, cada um deles destacando um tema diferente, os quais apresentam distintas escalas e configurações espaciais: “Coreografia” põe em evidência os rituais religiosas ou profanos, como protocolos formais dentro da Igreja do Santo Sepulcro (Jerusalém); “Projeto” descreve as negociações em curso sobre o Muro das Lamentações (Jerusalém) através de especulações arquitetônicas; “Cenografia” olha para o Túmulo dos Patriarcas (Hebron / Al-Khalil) como um espaço em transição, onde objetos simples são utilizados para definir esta identidade transitória do espaço; “Paisagem” considera o Túmulo de Raquel (Belém) como uma paisagem construída, um palimpsesto escrito e re-escrito ao longo da história; e finalmente “Ascent” apresenta a ponte Mughrabi sobre o Monte do Templo / Al-Haram al-Sharif / Al-Aqsa como uma infra-estrutura temporária que marca o status carregado do lugar.

Através de sua perspectiva singular, In Statu Quo revela como diferentes estratégias são utilizadas nestes lugares de conflito para possibilitar que continuem existindo. Além disso, sugere que a arquitetura é uma ferramenta que nos permite refletir sobre estes territórios complexos e altamente contraditórios.

Via ArchDaily

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os comentários são bem vindos.
Desde que não sejam comentários anônimos.