terça-feira, 24 de julho de 2018

Alfred Hitchcock ganha megaexposição no MIS, em São Paulo

Quem ama cinema sabe que Alfred Hitchcock é daqueles cineastas chave para entender um pouco da própria história cinematográfica e, principalmente, da construção do gênero suspense como o conhecemos hoje. O inglês radicado nos Estados Unidos mostrou o quanto a linguagem visual complementa a narrativa, e que nada pode estar na tela sem um motivo por trás. Toda essa bagagem pode ser vista, revista, folheada e fotografada na exposição Hitchcock - Bastidores do Suspense, em cartaz no Museu da Imagem e do Som - MIS até o dia 21 de outubro de 2018.

Com curadoria de André Sturm, a exposição, como o nome já indica, faz o visitante passear nos bastidores de cada um dos 17 filmes selecionados para preencher os dois andares do museu. “Queremos mostrar quem é o homem por trás de um nome que virou adjetivo no meio cinematográfico, que criou um universo visual particular e todas as suas características sistemáticas”, explica André em coletiva de imprensa. Antes de ser diretor, Hitchcock foi decorador de set, e essa experiência enriqueceu muito a sua proposta de filme, porque o rigor no olhar ficou ainda mais apurado, tanto para o roteiro e direção, quanto para a direção de arte e de fotografia.

O mergulho na vida e obra de Alfred Hitchcock acontece entre as diversas salas, divididas por grandes painéis de madeira, que lembram as caixas de containers e também as divisórias de cenários de filmes, séries e novelas. Entre uma cortina de veludo preto e outra, o visitante pode conhecer mais da história de filmes como Mulher Oculta (1938), Suspeita (1941) e O Marido era o Culpado (1936), e também descobrir detalhes diversos dos clássicos como Ladrão de Casaca (1955), O Corpo que Cai (1958) e Psicose (1960).

O que faz destacar o trabalho de cenografia realizado pela equipe do Atelier Marko Brajovic. “Montamos como se estivessemos andando pelos bastidores dos filmes, no meio dos cenários montados de estúdios como a MGM”, explica Bruno Bezerra, diretor de projeto do escritório, em entrevista à Casa Vogue. “Como a exposição foi pensada como um circuito único, o suspense de entrar em portas ou abrir cortinas aumenta a expectativa do visitante. Consideramos o lema do diretor para tal: o suspense não pode ser exacerbado, precisa ser na medida”, completa. Quadros e pôsteres dos filmes de diversos países preenchem as paredes do MIS, enquanto as pequenas fotografias dispostas como moodboards e storyboards de filmes auxiliam visualmente os textos sobre os filmes de Hitchcock. Uma exposição bem completa para quem se interessa por cinema.  Vale o Clique!

Via Casa Vogue


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