quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Ponte marítima mais extensa do mundo é inaugurada na China

A ponte marítima mais longa do mundo foi oficialmente inaugurada, conectando Hong Kong e Macau à porção continental da China. A "Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau", de 54 quilômetros, conta com uma série de dispositivos e regulamentações incomuns, segundo o The Guardian, como "câmeras para detectar bocejos, obrigatoriedade de uso de monitores cardíacos para os motoristas, e acesso restrito para a elite política e filantropos."

Inaugurada pelo presidente chinês Xi Jinping, a ponte de US$ 20 bilhões foi construída com 400 mil toneladas de aço, o equivalente a 60 torres Eiffel. A ponte foi projetada para resistir a terremotos e tufões de até 340 quilômetros por hora.

O trecho entre Hong Kong, Macau e o continente é dividido em três partes, com uma porção maior de 30 quilômetros que parte do continente até uma ilha artificial. O percurso segue então por um túnel subaquático de 7 quilômetros, permitindo a passagem de navios cargueiros.

O túnel se converte novamente em ponte próximo ao Aeroporto Internacional de Hong Kong, onde o sentido de circulação viária muda do lado direito da estrada (padrão na China) para o lado esquerdo ("mão-inglesa", padrão em Hong Kong) em um "ponto de fusão" específico.

À medida que os condutores atravessam a ponte, a frequência cardíaca e a pressão sanguínea são monitoradas, com informações enviadas para o centro de controle da ponte. Conforme relatado pelo The Guardian, se um motorista bocejar três ou mais vezes em 20 segundos, é acionado um alarme.

"A ponte não é apenas uma mega infra-estrutura de transporte construída conjuntamente por Guangdong, Hong Kong e Macau. A colaboração entre estas cidades, em termos de comércio, finanças, logística e turismo, será fortalecida. Hong Kong assumirá um papel mais pró-ativo no desenvolvimento da região."
-Frank Chan Fan, Secretário de Transporte e Habitação de Hong Kong

Embora saudada como uma façanha de engenharia, a ponte não deixou de receber críticas. Habitantes de Hong Kong precisarão de permissões especiais para usar a ponte, apesar do projeto ser parcialmente financiado pelos contribuintes de Hong Kong, conforme relatado pelo South China Morning Post. Enquanto isso, grupos ambientalistas como o WWF levantaram preocupações sobre o impacto da ponte e os danos potenciais ao raro golfinho branco chinês.

Via ArchDaily

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