quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Maior arranha-céu da China será projetado pelo escritório americano Adrian Smith + Gordon Gill

O escritório de arquitetura Adrian Smith + Gordon Gill acaba de ser anunciado como o grande vencedor do concurso internacional para o masterplan de Shimao Longgang, o qual incluirá o projeto daquele que será o maior arranha-céu da China, com mais de 700 metros de altura. Mais conhecido como Shenzhen-Hong Kong International Center, o projeto será implantado entre dois parques da cidade, o Parque Longcheng e o Parque Nacional Dayun. O arranha-céu foi concebido para se tornar o mais novo ícone da cidade de Shenzhen.

Adrian Smith, sócio e fundador do AS+GG, disse que "o projeto do Shenzhen-Hong Kong International Center foi inspirado nas formas humanas, representando com certo nível de abstração, os corpos dos atletas que treinam e lutam para ter a oportunidade de se apresentar no mundo em estádios, arenas e piscinas, isso porque junto ao arranha-céu será construído um enorme centro esportivo integrado ao masterplan desenvolvido pela AS+GG. Este arranha-céu se materializa como uma estrutura muscular construída em aço e vidro."

Em seu ponto mais alto, o Shenzhen-Hong Kong International Center contará com um espaço para apresentações que estará conectado a um dos mirantes mais altos do mundo. A nova torre será implantada bem no coração do masterplan de Longgang fazendo do aranha-céu desenvolvido pela AS+GG o ponto focal deste novo projeto de desenvolvimento urbano da cidade de Shenzhen. Junto à torre de 700 metros de altura, será construído todo um complexo multiuso que oferecerá ainda uma série de atividades e programs culturais além de áreas comerciais.

Uma das principais ambições dos responsáveis pelo projeto do Shenzhen-Hong Kong International Center é a obtenção da certificação LEED Platinum. Para isso a torre será construída com vidros de altíssimo desempenho, reduzindo o ganho de calor indesejado enquanto a estrutura do edifício foi concebida de acordo com às condições solares para um maior controle solar passivo. Ao mesmo tempo, estratégias de iluminação natural foram consideradas para aumentar os níveis de conforto e reduzir o consumo de energia durante o dia. Além disso, o complexo foi projetado para que os ventos predominantemente do leste e nordeste sejam canalizados de forma a proporcionar ventilação natural em toda a extensão do masterplan, qualificando as condições de conforto não só no interior dos edifícios mas também junto aos espaços públicos no entorno do projeto.

O complexo contará ainda com um grande centro intermodal de transporte público para facilitar o acesso de um provável crescente número de pessoas ao site. Quanto aos ciclos das águas, o edifício foi concebido para gerenciar o seu próprio consumo de água, armazenando água da chuva também através do piso da praça de acesso, encaminhando-as à lagos de retenção onde espécies nativas de plantas e folhagens deverão filtrar e reciclar a água coletada para irrigação dos jardins e reutilização no interior dos edifícios.

Via ArchDaily

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