sexta-feira, 29 de março de 2019

Estação de metrô desativada em Paris vai abrigar centro gastronômico subterrâneo

De um lado, um mercado underground, de outro, um restaurante e um bar de coquetéis. O Terminus, como vai se chamar o mais novo centro gastronômico de Paris, vai dar um novo destino a uma antiga e desativada estação de metrô do 6º distrito da capital francesa, com operações nas duas laterais dos trilhos do trem.

Com uma superfície total de 540 m², o local reaproveitará um antigo terminal da linha 10 do metrô parisiense, inaugurado em 1923. O espaço será transformado a partir de um projeto do escritório SAME com a investidora Novaxia e faz parte de um programa de revitalização urbana do município, o “Reinventar Paris”, que tem como objetivo ressignificar espaços e trazer nova vida a algumas áreas que estão sem uso.

Nas palavras dos próprios arquitetos responsáveis pelo projeto do Terminus, em descrição no site do escritório, “ao mesmo tempo cooperativo e lúdico, elegante e educativo, o lugar tem como objetivo a reapropriação de um patrimônio arquitetônico, cultural e emblemático“.

Com nove metros de profundidade e localizado sob o Carrefour La Croix Rouge, a antiga estação de metrô sublimada propõe uma experiência que gira em torno de dois conceitos: uma doca experimental entre o mercado subterrâneo e a praça de alimentação popular e um restaurante com bar de coquetéis.

Aprovada, a reforma agora está em fase inicial da execução, com previsão de inauguração para o ano de 2022.

Via Archdaily

quinta-feira, 28 de março de 2019

“Pantanal urbano” dá vida a centro empresarial em Bogotá

O que era apenas um aglomerado empresarial comum em Bogotá, na Colômbia, ganhou um respiro verde a partir de um projeto paisagístico. Em meio ao duro concreto dos prédios circundantes, foi revitalizada a praça do Centro Empresarial de Santa Bárbara onde se sobressaem a vegetação, um lago de água pluvial e a geometria indefinida.

“Os traços, texturas e cores do design recriam um ecossistema intermediário entre o aquático e o terrestre”, explica o estúdio de arquitetura Obraestudio, responsável pelo projeto. Parte disso, porque na praça foi criado um jardim que aproveita água da chuva.

Este conceito está baseado nas zonas úmidas da Savana de Bogotá, assim como suas áreas rochosas e suas espécies de plantas abundantes. Isso cria um grande contraste com os edifícios existentes.

O projeto de aproximadamente 8.300M2 transformou uma área comum que dá acesso a seis torres comerciais em um local agradável de se estar. Onde antes havia apenas um vazio ganhou um parque linear com trilhas sinuosas intercaladas e vegetação nativa. E  manteve os telhados verdes pré-existentes. Além disso, realizou uma reforma no antigo elevador e escada, usando uma estrutura de aço que agora integra a arquitetura e cria um espaço escultural. A combinação de tais elementos mudaram completamente o visual do local, o que certamente contribui positivamente para a experiência cotidiana dos que ali trabalham.

Via Ciclo Vivo


quarta-feira, 27 de março de 2019

Curitiba vai duplicar estrutura cicloviária com mais 200 km de vias até 2025

Curitiba tem a meta de chegar a 408 km de estrutura cicloviária implantados até 2025. A ampliação em 200 km da atual malha de vias existentes para a ciclomobilidade faz parte do Plano de Estrutura Cicloviária desenvolvido pela Prefeitura e anunciado pelo prefeito Rafael Greca. “As novas estruturas cicloviárias têm como prioridade a intermodalidade, de forma a favorecer a integração da bicicleta à rede de transporte público e aos demais modais”, observa o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Luiz Fernando Jamur.

Primeira etapa
A proposta da Prefeitura para a primeira etapa do plano, com início neste ano, é ampliar em quase 14% a estrutura cicloviária da cidade. Serão mais 28,8 km com ligações importantes e integradas aos eixos de transporte da Avenida República Argentina e Rua Padre Anchieta a universidades e locais de grande fluxo de pessoas.

Só com a realização da primeira etapa do plano, Curitiba chegará a um porcentual de 4,93% de vias urbanas destinadas à ciclomobilidade. O número é bem próximo aos 5% preconizados pela legislação que determina a construção de ciclofaixas e ciclovias de maneira integrada ao transporte coletivo. Hoje, a extensão da estrutura cicloviária implantada na cidade equivale a 4,34% da malha viária.

“Com o plano finalizado, nossa cidade passará a ter uma estrutura de vias para bicicletas correspondente a 8,5% do total dos 4,8 mil km da malha viária. Vamos superar o índice previsto na legislação promovendo a integração intermodal definida no plano de mobilidade da cidade”, observou Jamur.

Estarão neste traçado 9,5 km de ciclofaixas junto ao eixo Centro-Oeste de transporte, ligando a região central à Universidade Positivo e à UTFPR; 6 km de ciclofaixas da Praça do Japão à Fazendinha, pelo eixo da República Argentina; 1,4 km integrando a Praça do Japão ao Santa Quitéria, permitindo a ligação via 7 de setembro e Arthur Bernardes; 5,8 km de ciclovias na extensão da Linha Verde Norte, desde as proximidades da Avenida Victor Ferreira do Amaral até a estação Atuba; 3,5 km no trecho intercampi da UFPR, integrando as unidades de Agrárias e Comunicação, na região do Cabral, Juvevê e Hugo Lange; e 2,6 km na ligação Tarumã/Linha Verde, no entorno do empreendimento do Park Jóquei Shopping, completando os 28,8 quilômetros de estruturas cicloviárias previstas para 2019.

Intermodalidade
O novo terminal de transporte do Tatuquara, com obras já encaminhadas, terá bicicletário com 108 vagas e estrutura de vestiário para atender aos ciclistas. Nos terminais do Hauer e Campina do Siqueira, que serão reconstruídos, haverá mais 108 vagas em cada e estruturas de vestiários.

“A meta é estabelecer uma estrutura cicloviária lógica em função dos deslocamentos e da disponibilidade da rede integrada de transporte (RIT) promovendo o máximo de conexões possíveis, buscando qualidade e segurança, incluindo estruturas de apoio ao ciclista”, reforça Jamur.

O plano prevê um sistema integrado por laços de conexão (que ligam por meio de sinalização ou infraestrutura os setores não contemplados com estrutura cicloviária à estrutura existente mais próxima) favorecendo à intermodalidade ou multimodalidade de transporte.

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Via Ciclo Vivo

terça-feira, 26 de março de 2019

SP terá a maior fachada geradora de energia solar com filmes do Brasil

Será inaugurada em São Paulo uma das maiores fachadas do mundo com aplicação comercial de células fotovoltaicas que captam a luz do sol e a transformam em energia elétrica. O anúncio foi feito pela Sunew, empresa brasileira fabricante de filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV).

Tal aplicação irá gerar energia suficiente para manter 66 estações de trabalho, além de evitar a emissão de 578 toneladas de CO2 por ano.

Além de compor os vidros padrões da fachada, criando um design diferenciado à edificação, os filmes serão utilizados como parte da comunicação visual. A iniciativa marca o início da disponibilização da solução OPV para o consumo em larga escala no mercado mundial. “Um investimento de 100 milhões de reais foi realizado para o desenvolvimento da tecnologia e implantação da fábrica, que hoje tem capacidade produtiva de 400 mil m2 de filmes fotovoltaicos orgânicos por ano”, afirma Marcos Maciel, CEO da Sunew.

Os filmes fotovoltaicos orgânicos (OPV) são filmes plásticos impressos com uma tinta orgânica capaz de produzir energia solar. Segundo o fabricante, a inovação é 40x mais leve, 50% mais transparentes, e 100% flexível em relação as convencionais placas rígidas usadas nas outras gerações.

“Essa tecnologia possui características capazes de revolucionar o mercado de energia solar, permitindo aplicações em locais onde as tecnologias existentes não se aplicam hoje. O OPV é leve, flexível, translúcido e tem baixa dependência do ângulo de incidência solar, bloqueio de raios UV e infravermelho, além de altamente customizado, em termos de cores e formato”, explica Maciel.

Os diferenciais do OPV também representam sua maior vantagem competitiva por possibilitar aplicações que vão desde a fachada de um prédio, como é o caso desse empreendimento, até o teto de um veículo ou um toldo de uma praça.

Empreendimento paulistano

O empreendimento paulistano, idealizado pela construtora Inovalli, foi pensado como modelo para uma nova geração de construções que aliam inovação e sustentabilidade.

A aplicação do OPV também é capaz de reter 95% da radiação UV, o que, combinado ao fato do material ser transparente e permitir a entrada de luz, contribui para o conforto térmico e uma melhor gestão da eficiência energética do edifício. Esses fatores combinados têm potencial para garantir até 44 pontos na certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), criada para classificar construções sustentáveis de acordo com os critérios de racionalização de recursos (energia, água, etc.) atendidos por um edifício.

Sustentabilidade na produção

A fabricante ressalta que possui a maior capacidade produtiva de OPV do mundo, e que seus filmes são feitos a partir de matérias primas orgânicas e abundantes na natureza e a produção. Segundo eles, a tecnologia é sustentável desde o processo produtivo, que gasta 20 vezes menos energia do que a fabricação de painéis tradicionais.

“O processo produtivo das membranas orgânicas emite menos gases nocivos ao meio ambiente e consome menos energia do que as tecnologias tradicionais no mercado, figurando como a tecnologia fotovoltaica com menor pegada de carbono disponível atualmente. Todas essas propriedades permitem a união do design com energia e sustentabilidade. Por exemplo, só em reduzir a carga térmica incidente em uma fachada com OPV, podemos atingir até 10% de redução do consumo total de energia do prédio”, afirma Tiago Maranhão, presidente do Conselho da Sunew.

A aplicação está em fase final e o prédio deve ser inaugurado em janeiro do próximo ano.

Via Ciclo Vivo

segunda-feira, 25 de março de 2019

Nova York terá maior mirante do Ocidente, superando Empire State

Nova York vai ganhar o mirante mais alto do Ocidente e o quinto mais alto do mundo no ano que vem. Quem subir no 100º andar do Hudson Yards, que está sendo construído em Manhattan, terá uma vista de uma altura de 325 metros - cinco a mais que o mirante do Empire State.

A estrutura do local, que ganhou o nome de Egde, tem formato triangular com paredes de vidro. Acima do mirante, que ficará pronto em 2020, haverá também um bar e um restaurante para os frequentadores matarem a fome e a sede nas alturas; hotel, escritórios, apartamentos, uma praça pública, um centro cultural, cem lojas e nada menos que 25 restaurantes.

O mirante está sendo construído com 15 peças diferentes de aço e vidro. Os painéis inclinados na frente do deck vão permitir que os visitantes se estiquem um pouco mais para observar a vista. E um triângulo de vidro no centro permite observar o que tem embaixo.

A data de inauguração e o valor dos ingressos ainda não foram divulgados, mas é possível agendar a visita pelo email groups@hudsonyardsnewyork.com. A expectativa é que os primeiros grupos já consigam conhecer a bela vista da cidade no primeiro trimestre do ano que vem.

Via Casa Vogue


domingo, 24 de março de 2019

Cooperação Brasil-Portugal trará exposições e modelos dos Centros de Interpretação

A delegação brasileira da Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em missão a Portugal trouxe novidades no campo do Patrimônio Cultural. Em maio de 2019, o país europeu receberá uma missão de intercâmbio com gestores, prefeitos e trades turísticos brasileiros. O objetivo é conhecer referências em Centros de Interpretação portugueses, a fim trazer modelos para as 13 cidades detentoras de sítios culturais Patrimônio Mundial, no Brasil.

Ainda neste ano está prevista a inauguração de exposição sobre Patrimônio Imaterial luso-brasileiro, no Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial, no Rio de Janeiro. O Brasil é referência mundial por sua política de preservação do Patrimônio Cultural Imaterial, com 47 bens culturais salvaguardados, sendo cinco reconhecidos como Patrimônio da Humanidade. A mostra irá, também, tratar sobre os 10 bens imateriais portugueses, sete dos quais levam o título da Unesco. Um dos objetivos é demonstrar a maneira como as culturas se relacionam, além do destaque às raízes comuns que existem entre os dois países. Posteriormente, a exposição irá itinerar para o Museu Nacional de Etnologia e Museu de Arte Popular, em Lisboa.

Em 2020, quando o Rio de Janeiro irá sediar o Congresso Mundial de Arquitetos, a cidade irá receber outra exposição produzida em cooperação com Portugal. A mostra Patrimônio Arquitetônico Luso-brasileiro, também prevista para inauguração no Paço Imperial, vai apresentar experiências de intervenção contemporânea no Patrimônio Cultural, tanto lá quanto cá.

A delegação brasileira foi integrada pelo secretário especial de Cultura do Ministério da Cidadania, Henrique Medeiros Pires, a presidente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, o diretor do Cooperação e Fomento do Iphan, Marcelo Brito, e o diretor de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan, Andrey Schlee. A missão em terras lusitanas transcorreu de 18 a 22 de fevereiro, quando o grupo participou também da II Reunião da Comissão de Patrimônio Cultural da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na sede do Secretariado da Comunidade, em Lisboa.

Centros de Interpretação

Os Centros de Interpretação oferecem atendimento a turistas e visitantes, com informações sobre o sítio histórico, atrativos locais, programação cultural, entre outras informações. Ali se pode encontrar exposições permanentes e outros serviços como oficinas, palestras, atividades formativas para público tanto adulto quanto infantil. Esses espaços levam os visitantes a uma viagem que incentiva a exploração do sítio, a compreender a sua história, a reconhecer os seus valores culturais e a tomar conhecimento dos seus atrativos. O turista pode descobrir e aprender em seu próprio ritmo, ao ter acesso a informações que podem o auxiliar a vivenciar o local, em uma experiência ao mesmo tempo enriquecedora e prazerosa.

Os gestores brasileiros poderão se inspirar em casos como a Casa da Memória de Guimarães ou o Centro Interpretativo da Rota do Românico, onde se divulgam itinerários culturais, apresentando as diversas rotas que podem ser feitas no território, a partir de uma explanação sobre o tema no próprio edifício onde está instalado. Durante a missão na cidade do Porto, foram apresentados novos casos de centros de interpretação como o do Vale do Tua, em Mirandela, construído a partir da reutilização de armazém ferroviário que foi totalmente recuperado, voltado para revelar a riqueza cultural de um território, ou ainda, o do Vale do Varosa, que apresenta um conjunto de monumentos onde foram instalados espaços funcionais de interpretação sem introduzir novas construções. O projeto demonstra como visitas guiadas ajustadas para cada tipo de público permitem aprofundar níveis de informação e experiência, valorizando o Patrimônio Cultural.

Via Iphan

sábado, 23 de março de 2019

Direitos Autorais: Arquiteto vence ação por projeto reproduzido sem autorização

A Justiça da Bahia determinou o pagamento de direitos autorais e danos morais a um arquiteto e urbanista que teve projetos seus reproduzidos em 39 obras construídas em vários estados do Brasil. O Serviço Social do Transporte (SEST), e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT).que utilizou os projetos sem autorização em Centros Assistenciais e Profissionais Integrados do Trabalhador do Transporte (Capits) espalhados pelo país, foi condenado a pagar não apenas o valor do direito autoral corrigido , dos 39 projetos, como também R$ 100.000 de indenização por danos morais e ainda divulgar em jornal de grande circulação, por três vezes consecutivas e em local de destaque, a participação do arquiteto Daniel Colina como coautor da obra arquitetônica dos Capits.

O caso começou a 1998, quando o arquiteto Daniel Colina produziu em parceria com mais duas arquitetas projetos tipológicos para diversos tipos de centros assistenciais a serem construídos pelo país. Esses projetos podem ser adaptados para atender a determinadas demandas funcionais, climas e topografias diversificadas. São projetos pensados para serem repetidos, adaptando-se a várias situações. Na época Daniel Colina recebeu R$ 2.000 por cada um dos 50 projetos contratados, em conceito de remuneração de direito autoral.

Porém, ao menos 39 centros assistenciais do SEST SENAT foram construídos sem creditar a autoria, sem autorização prévia e sem o correspondente pagamento a Daniel Colina seus direitos autorais. Daniel descobriu que seus projetos estavam sendo reproduzidos à sua revelia só em 2008, ao folhear a revista da Confederação Nacional de Transporte (CNT), entidade patronal que controla o SEST SENAT. “É algo muito grave, nós arquitetos projetistas vivemos disso, da cessão dos direitos patrimoniais e autorais de nossa obra”, afirma Daniel, representado na ação pelo advogado Rodrigo Moraes, OAB 16590 /BA.

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Via CAU-BR

sexta-feira, 22 de março de 2019

Escolhida por Concurso de Arquitetura, Estação Antártica está pronta para inauguração

A Estação Antártica Comandante Ferraz, base de pesquisas da Marinha do Brasil na Antártida, está com sua construção concluída após três anos de obras no continente mais extremo do planeta. Trata-se de uma obra de arte da Arquitetura e Engenharia, com estruturas de aço de 700 toneladas, formato aerodinâmico para resistir aos ventos de até 200 km/h e base de palafitas para impedir que a neve acumulada no inverno chegue até o prédio.

Esse projeto começou em 2012, quando a estação anterior foi destruída em um incêndio e a Marinha convocou o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) para promover um Concurso Público de Arquitetura para uma nova base brasileira na Antártida. Venceu a proposta apresentada pelo escritório Estúdio 41, de Curitiba, e assinada pelos arquitetos e urbanistas Fábio Henrique Faria, Emerson Jose Vidigal, Eron Costin, João Gabriel de Moura Rosa Cordeiro e Dario Correa Durce.

Misto de alojamento e dormitório, a Estação Antártica conta com infraestrutura própria de energia, água, esgoto e telecomunicações, abrigando 18 laboratórios no edifício principal, sete unidades isoladas, um heliporto e torres de energia eólica. Para os arquitetos, o maior desafio foi pensar o edifício como se fosse uma vestimenta, um artefato que protege e conforta do frio extremo. Um problema de desempenho tecnológico, mas que levar a estética em consideração.

“Aprendemos muito com todo o processo ao longo desses dois anos até a escolha da empresa CEIEC para a construção da obra”, conta Emerson Vidigal. “Fizemos parceiros de trabalho com consultores, pessoal da Marinha, construtores, comunidade científica e especialmente com a equipe de engenharia da Afaconsult que esteve conosco naquela oportunidade. Na época, a equipe do Estúdio 41 precisou trabalhar com extrema agilidade pois a primeira entrega do Projeto Executivo foi realizada em apenas 5 meses.”

O arquiteto e urbanistas Luiz Fernando Janot, ex-conselheiro do CAU/BR, atuou como coordenador-geral do concurso para a escolha do projeto da Estação, em 2013. Foram 109 concorrentes, e 74 projetos entregues para enfrentar a alta complexidade dos desafios propostos.

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Via CAU-BR

terça-feira, 19 de março de 2019

HOZO desenvolve régua de rolamento digital



O estúdio HOZO Design C.O. lançou uma campanha de financiamento coletivo no Indiegogo para a “primeira régua compacta de rolamento digital”. A “ROLLOVA” se propõe a substituir réguas e trenas tradicionais por um dispositivo compacto que mede curvas e retas. O corpo de aço inoxidável conta com uma tela digital de alto contraste que mostra as medidas das superfícies.

Com uma tolerância máxima de + -0,4%, o dispositivo pode medir distâncias de até 10 metros. Para medidas em cantos de janelas, o aparelho compensa o valor adicionando seu próprio raio ou o diâmetro, semelhante aos medidores de laser convencionais.

"Estamos vivendo em um mundo movido pela tecnologia; um mundo que está mudando a cada minuto; e um mundo cheio de inovações que está impulsionando e remodelando todos os aspectos de nossa vida. ROLLOVA é um produto dessa natureza - uma régua digital que transforma a maneira como você mede as coisas. Mais importante, uma régua que mede uma variedade de superfícies de maneira mais fácil do que nunca." - HOZO Design C.O.

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Via ArchDaily

segunda-feira, 18 de março de 2019

Dubai anuncia a construção de mais uma torre com mais de 500 metros de altura

A Dubai Holding divulgou detalhes do mais recente arranha-céu planejado para a maior metrópole dos Emirados Árabes Unidos. O Burj Jumeira terá 550 metros de altura e é “inspirado nas ondas harmoniosas das dunas e oásis” da região. Oficializada no dia 31 de janeiro deste ano na presença do líder do país, o Xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, a nova torre fará parte de um grande empreendimento conhecido como Downtown Jumeira, “uma cidade do futuro que se destaca por seu design inteligente e coesa rede de infraestrutura."

A fachada da torre será revestida por telas digitais que podem ser utilizadas para várias ocasiões e celebrações. Ademais, a torre contará com um lounge e restaurante 450 metros acima do solo, além de vários mirantes de observação que oferecerão aos visitantes vistas panorâmicas de Dubai.

Semelhante ao Burj Khalifa, de 828 metros de altura, o display digital da fachada será capaz de iluminar a torre. Esses dispositivos estarão presentes também internamente, nos mirantes de observação da torre.

Quando iniciado, o projeto será uma das 14 mega torres em construção em Dubai (com mais de 300 metros de altura), de acordo com o CTBUH. A construção da torre acontecerá durante a Expo 2020, com conclusão prevista para 2023.

Via Arch Daily

domingo, 17 de março de 2019

Instituto tailandês ganha campus feito com contêineres

O Instituto Internacional de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável (ISDSI na sigla em inglês) colocou em prática seus ensinamentos ao transformar 22 contêineres em um campus sustentável. Além de ensinar sobre upcycling e sustentabilidade, o campus do instituto também é exemplo em preservação de árvores, agricultura urbana e gestão de resíduos.

O prédio metálico foi construído em um terreno cheio de árvores e apenas duas delas foram retiradas, minimizando o impacto negativo que a construção poderia causar no ambiente. Outra medida ambiental tomada foi a quantidade de cimento utilizada, que foi examinada para ser mínima para evitar as emissões de gases de efeito estufa.

Ambientes projetados e ecológicos
Os contêineres foram especialmente escolhidos para os propósitos do design da obra, de modo que não houve equívocos ou erros. Após a empilhagem, os contêineres foram cortados para abrir portas, janelas e deques. Para não gerar resíduos da obra, o metal cortado das estruturas metálicas foi reutilizado para formar paredes internas, portas, pias e bancadas de banheiros, e até em um quiosque e balcão de recepção no café e na academia do local.

O projeto, que levou cerca de nove meses para ficar pronto, tem salas de aula e de reunião, cozinha e diversos espaços livres. Todos os ambientes do prédio são energeticamente eficientes e foram projetados para ser iluminados pela luz do sol. Além disso, o campus também tem iluminação de LED distribuída por toda extensão para garantir claridade nas áreas com pouca luz natural. Os cômodos têm também isolamento térmico e mantém uma temperatura temperada, mas são equipados com ar-condicionado reciclado de edifícios antigos para garantir um clima mais fresco quando necessário.

Cultivo e compostagem
A parte externa do campus não foi esquecida e foi cuidada para comportar plantas e espaços verdes. A compostagem de orgânicos que também é feita no local garante nutrientes para as plantas e promove suporte para o solo, promovendo um local propício para o cultivo.

Via Ciclo Vivo

sábado, 16 de março de 2019

AccorHotels lança hotel modular feito de contêineres

Um novo conceito de acomodação efêmera e móvel está sendo proposta pela AccorHotels. Chamado de Flying Nest, a solução usa contêineres marinhos para fabricar quartos confortáveis, modulares e transportáveis. A ideia foi projetada por Ora-ïto, uma premiada marca francesa de designer.

Criada para oferecer uma experiência funcional e agradável, engana-se quem pensa que se trata de uma experiência rústica. Cada ilha é composta por seis módulos revestidos com matérias-primas naturais e decorados com todo o conforto de um quarto de hotel, o que inclui cama de luxo, banheiro privativo, área de estar com ar-condicionado e conexão wifi.

“O layout das ilhas, o pátio e as grandes janelas que conectam o interior de cada sala ao exterior proporcionam aos hóspedes uma opção de acomodação totalmente imersiva”, afirma Damien Perrot, vice-presidente sênior de design da AccorHotels. Em menos de um dia, toda a estrutura pode ser montado e/ou desmontada.

Todos módulos foram concebidos tendo em mente a sustentabilidade: materiais, técnicas e equipamentos são ecologicamente corretos. Comércio justo, pintura ambientalmente certificada, revestimento de madeira de florestas geridas ambientalmente, iluminação LED são algumas das características da construção. Os módulos ainda operam usando energia renovável e recuperam a água cinza.

Após testar o projeto piloto em diversos eventos culturais, esportivos e artísticos em toda a França, o grupo hoteleiro entendeu que a ideia poderia vingar. Não por acaso, a construção pretende atender eventos ou necessidades de alojamento onde a capacidade do hotel principal esteja saturada.

Via Ciclo Vivo

quinta-feira, 14 de março de 2019

Prefeitura de SP tomba obras de Paulo Mendes da Rocha

Obras do arquiteto Paulo Mendes da Rocha entraram no conjunto de edificações tombadas pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo, o Conpresp.

Entre os endereços tombados, aparecem as casas Paulo Mendes da Rocha, no Butantã, Mario Masetti, no Pacaembu, e James Francis King, em Santo Amaro, e os edifícios do Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE) e da Escola Estadual Presidente Roosevelt.

A partir da decisão, qualquer alteração ou reforma nos edifícios precisarão da autorização do Conpresp para serem realizadas.

Além deles, também entrou na lista o Club Athlético Paulistano, nos Jardins, e sua sede, desenhada pelo mordernista Gregori Warchavchik, e o Ginásio Antônio Prado Júnior, de Mendes da Rocha em parceria com o colega João Eduardo De Gennaro.

O capixaba Mendes da Rocha, de 90 anos, é considerado o maior arquiteto brasileiro vivo. Devido ao seu currículo, em 2006 recebeu o Prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura. Além dele, entre os brasileiros, apenas Oscar Niemeyer (1907- 2012) havia conquistado tal status.

Segundo decisão, publicada em 26 de fevereiro, a medida foi tomada “considerando que os imóveis indicados são reconhecidos como portadores de valor histórico, simbólico ou cultural pelas comunidades locais”.

A publicação também comenta a “importância do conjunto da contribuição arquitetônica paulista e paulistana à história da Arquitetura Moderna Brasileira a partir de meados dos anos 40 e que se intensifica a partir de meados dos anos 50”.

Além da “contribuição do arquiteto e professor Paulo Mendes da Rocha, tanto no âmbito de sua produção arquitetônica como no ensino da arquitetura, e, ainda, na qualidade do conjunto do trabalho que vem realizando nos últimos 64 anos”.

Via Casa Vogue

quarta-feira, 13 de março de 2019

Arata Isozaki vence o Prêmio Pritzker 2019

Arata Isozaki foi nomeado o vencedor de 2019 do Prêmio Pritzker de Arquitetura. Isozaki, que pratica arquitetura desde os anos 1960, tem sido considerado um visionário arquitetônico por sua abordagem transnacional e destemidamente futurista ao projeto. Com mais de 100 obras construídas, Isozaki também é incrivelmente prolífico e influente entre seus contemporâneos. Ele é o 49º arquiteto e oitavo arquiteto japonês a receber a honra.

De acordo com o júri, na citação do prêmio: “... em sua busca por uma arquitetura significativa, ele criou edifícios de grande qualidade que até hoje desafiam categorizações, refletem sua constante evolução e estão sempre atualizados em sua abordagem”.

"Eu sempre senti que o mais importante é encontrar uma maneira de escapar da estrutura ou consciência estética com a qual estou oprimido."

Nascido em 1931 em Oita, uma cidade na ilha de Kyushu, no Japão, o início de Isozaki na arquitetura foi profundamente afetado pelos eventos mundiais da época. Isozaki tinha apenas 12 anos quando Hiroshima e Nagasaki foram dizimadas na Segunda Guerra Mundial; sua cidade natal foi incendiada durante a guerra. “Quando eu tinha idade suficiente para começar a entender o mundo, minha cidade natal foi incendiada. Do outro lado da costa, a bomba atômica foi lançada em Hiroshima, então eu cresci no marco zero. Tudo estava em ruínas, e não havia arquitetura, nem edifícios e nem mesmo uma cidade ... Então, minha primeira experiência em arquitetura foi o vazio da arquitetura, e comecei a considerar como as pessoas poderiam reconstruir suas casas e cidades.”

Isozaki levou esta visão de mundo com ele para a Universidade de Tóquio, onde se formou na Faculdade de Arquitetura e Engenharia em 1954. Prosseguiu os estudos com um Ph.D. na mesma faculdade antes de iniciar sua carreira arquitetônica a sério no escritório de Kenzo Tange. Isozaki rapidamente se tornou o protegido de Tange, trabalhando em estreita colaboração com o Prêmio Pritzker de 1987, antes de estabelecer seu próprio escritório em 1963.

O Japão na época estava em um período de imensa mudança e reinvenção. O país havia sido libertado da Ocupação Aliada apenas uma década antes, e ainda estava se recuperando dos efeitos posteriores da guerra. "A fim de encontrar a maneira mais adequada para resolver esses problemas, não pude me apoiar em um único estilo", diz Isozaki. “A mudança se tornou constante. Paradoxalmente, isso veio a ser meu próprio estilo ”.

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Via ArchDaily

terça-feira, 12 de março de 2019

Hotel com referências dos anos 1960 é inaugurado no Aeroporto JFK




Um clássico da arquitetura, o terminal da Trans World Airlines, que fica no aeroporto John F Kennedy, em Nova York, e foi projetado pelo arquiteto finlandês-americano Eero Saarinen, volta a ganhar destaque com a inauguração do TWA Hotel - que estará aberto aos hóspedes a partir do dia 15 de maio.

Fechado em 2001 por não ser capaz de suportar o tamanho de aeronaves modernas, o edifício que abrigava o terminal sempre chamou atenção por seu telhado de concreto curvado que transborda leveza apesar do material. Isso sem contar as amplas paredes de vidro e o salão de cor vermelha com assentos embutidos no chão,  estrela do agora lobby do hotel.

Os 512 quartos, por sua vez, estão alojados em dois novos edifícios curvos, colocados atrás da estrutura de Saarinen. As construções contam com espessas paredes externas construídas para bloquear o ruído da pista.

O interior dos quartos, por sua vez, foram projetados para evocar a história do terminal original, com elementos que remontam ao design dos anos 60, como paredes brancas, pisos de madeira escura, painéis de nogueira e detalhes em bronze.

Para completar, os hóspedes do TWA Hotel também têm acesso a uma variedade de comodidades, incluindo seis restaurantes, oito bares, um café, salão de festas, academia, lojas, piscina e até um museu que exibe os uniformes antigos das aeromoças da TWA.

Via Casa Vogue


segunda-feira, 11 de março de 2019

A casa de ópera brilha no litoral de Zhuhai

O Instituto de Arquitetura de Pequim apresenta uma nova estrutura nas margens da ilha de Zhuhai, na província de Guangdong, na China.Uma ópera com uma estrutura leve, que se funde naturalmente entre o mar e o céu de uma forma pura e elegante.O arquiteto conseguiu erguer um novo marco para a ilha, mantendo uma atitude humilde em relação à natureza.A ópera tem formas circulares, para representar o sol brilhante e a lua fascinante.

Com um espaço de aproximadamente 50.000 m², a nova casa de ópera é o primeiro teatro da ilha no continente chinês. A Zhuhai Opera House tem duas partes:  uma foi feita com efeitos técnicos acustico-ópticos na Sala de Concertos com 1.600 lugares, além de lobby, auditório e palco para teatro musical de grande escala, musicais, balé, sinfonias, música de câmara, ópera entre outros espetáculos.

Enquanto isso, a ópera menor pode receber 500 espectadores e exibe obras de arte regional original, drama de vanguarda, drama de mini-teatro, ópera local, dança moderna, coletivas de imprensa, desfiles de moda e reuniões anuais corporativas e assim por diante.

Via Hypeness


domingo, 10 de março de 2019

Pôster reúne e categoriza todas as pinturas de Van Gogh

 Ao longo dos 37 turbulentos anos de sua vida, apesar das idas e vindas de sua delicada saúde mental, o pintor holandês Vincent Van Gogh criou prolificamente, produzindo das duas mil obras de arte e se tornando (lamentavelmente somente após tirar a própria vida) um dos mais importantes artistas em todos os tempos. Dentre flores, campos, mulheres, homens e autorretratos, quase 900 destas obras foram suas incríveis pinturas a óleo – que agora podem ser admiradas todas reunidas em um só quadro: uma gráfico completo, como uma tabela organizando por categorias, temas e universos, ligando-os entre caraterísticas comuns, tais pinturas.

Intitulado “Taxonomia Visual de Van Gogh”, o quadro divide a obra entre categorias como “natureza morta”, ‘paisagens”, “flores”, “cenários sociais”, “campos e jardins” e outras subcategorias.

A empreitada para realizar o pôster é da empresa Curious Charts, ou “tabelas curiosas” que, como nome diz, cria incríveis pôsteres com tabelas cobrindo os temas mais diversos.

Dentre os muitos desafios de realizar a tabela com as pinturas do pós-impressionista holandês, a maior questão era mesmo o tamanho para abrigar a imensa quantidade de obras.

O pôster, de cerca de 60 cm por 90 cm, traz não só todas as pinturas a óleo que Van Gogh realizou, como o nome e o ano em que foram pintadas – além das “famílias”, categorias e subcategorias que definem e ligam cada trabalho e entre si.

A incrível “Taxonomia Visual de Van Gogh” está sendo financiada por crowdfunding, através de uma campanha no Kickstarter, que já superou com folga sua meta e ainda vai até dia 14 de junho.

Via Hypeness

sábado, 9 de março de 2019

Arquitetos querem transformar ponte antiga em parque + edifício horizontal

A Escandinávia é conhecida pelos incríveis projetos de design e arquitetura, mas este consegue superar todas as expectativas. A prefeitura de Estocolmo, capital da Suécia, estava prestes a derrubar a ponte Gamla Lidingöbron, construída na década de 1920 mas em desuso nos dias de hoje, quando um escritório de arquitetura apresentou o projeto de transformá-la em parque e prédio horizontal.

A ideia do Urban Nouveau é aproveitar a imensa estrutura da ponte, para construir 50 apartamentos luxuosos e um parque nas alturas, estilo High Line Park, em Nova Iorque. O projeto, que é de um brasileiro e uma sueca, faz parte de uma petição criada para protestar contra a demolição da ponte e propõe que a venda dos apartamentos financiem a restauração dela, que já serviu como conector ferroviário e pedestre entre Estocolmo e a ilha de Lidingö.

A prefeitura de Lidingö negou a proposta, dizendo que ela ofereceria riscos e atrasos, mas os arquitetos responsáveis já se uniram com engenheiros estruturais, que disseram que ela é “estruturalmente sólida e totalmente viável”. O projeto, além de ter o objetivo de oferecer um parque incrível para a capital sueca, promete fazer a prefeitura economizar mais de 110 milhões de coroas, o equivalente a 11 milhões de euros.

Via Hypeness


sexta-feira, 8 de março de 2019

Conheça a casa na árvore futurista

Toda criança um dia já sonhou em ter uma casa na árvore, mas nos nossos sonhos elas eram mais rudimentares, sem conforto e um tanto frias. Porém, se depender da empresa Tree Tents, as casas na árvore do futuro não serão apenas objeto de desejo entre crianças, como possíveis moradas para adultos que desejam viver em meio à natureza.

A empresa – sediada no Reino Unido, está criando um conceito totalmente inovador, que traz todo conforto necessário, até para os mais aventureiros. Com estrutura inspirada no design aeroespacial moderno, leve e extremamente resistente, ela pode ser montada nos mais diferentes terrenos, desde florestas tropicais até no frio polar do hemisfério norte.

100% desmontável, ela pode ser transportada com facilidade e não exige ferramentas complexas para fazer os encaixes que formam a estrutura de madeira e alumínio. Aconchegante e espaçosa, quem desejar comprá-la pode personalizar não somente o tamanho, como os componentes internos. Os preços começam a partir de 33 mil dólares.

Via Hypeness

quinta-feira, 7 de março de 2019

Bauhaus celebra 100 anos com criação de dois novos museus






Em 2019 se comemoram os 100 anos da Bauhaus, a escola de arte e design pioneira no mundo. Para marcar a data, rolou uma exposição no Sesc Pompeia e ela também foi motivo para a criação de dois novos museus em Weimar e Dessau, na Alemanha. As cidades escolhidas para os espaços culturais são as mesmas que sediaram as atividades da Bauhaus há um século.

O Museu Bauhaus Weimar já tem data marcada para abertura: dia 6 de abril de 2019. O local levou três anos para ser construído e irá concentrar a mais antiga coleção de objetos da escola, título que antes pertencia ao Museu Bauhaus de Theaterplatz, fechado há 1 ano.

No dia 8 de setembro, é a vez do Museu Bauhaus Dessau abrir suas portas. O foco do espaço será na diversidade de aprendizados, além de resgatar a memória dos clássicos da escola.

O projeto arquitetônico do novo museu ficou a cargo do estúdio addenda architects, cuja ideia se destacou entre mais de 800 proponentes. A proposta é de um edifício quadrado suspenso em que as exposições sobre a escola ficariam localizadas no segundo piso, enquanto o térreo seria composto de uma área transparente, que daria espaço a mostras temporárias.

Via Hypeness


quarta-feira, 6 de março de 2019

Casa autossuficiente é feita com bambu e técnicas de bioconstrução

As pessoas têm buscando cada vez mais uma vida mais sustentável, onde tenham integração com a natureza e possam morar, plantar alimentos e ter ferramentas necessárias para sua subsistência. A Casa das Birutas, localizada dentro de uma ecovila em Piracaia, interior de São Paulo, conseguiu reunir todos esses elementos em um só lugar, criando um verdadeiro paraíso autossuficiente.

Desenvolvida pelo escritório Gera Brasil, das arquitetas Karen Ueda e Nilce Pinho, a residência foi construída com técnicas de bioconstrução para gerar o menor impacto ambiental possível. Tudo lá foi pensado para dar maior independência a seus moradores, por isso, a casa capta, reutiliza e trata toda sua água, gera sua própria energia, fornece biogás para cozinhar a partir de restos de alimentos e fezes, e ainda produzirá seus próprios alimentos em um jardim agroflorestal.

“Ao mesmo tempo que usamos o banheiro ou descartamos restos de alimentos, estamos produzindo gás para a cozinha. Quando tomamos banho, já estamos regando o pomar. Quando abrimos um buraco no solo, guardamos a terra para fazer uma parede, ou um reboque. Se tomamos um vinho, guardamos a garrafa para fazer dela degraus no terreno acidentado”, disse Nilce, que além de arquiteta é também a proprietária da casa. “Foi assim que pensamos todo o projeto, onde toda a ação teria uma reação. A terra da fundação virou muro de contenção, a madeira da fundação, parede do depósito de obra. Toda água que utilizamos volta limpa para o solo, quer maior ganho que este?”.

Materiais naturais e técnicas sustentáveis
A cobertura da casa foi toda feita em bambu, a estrutura em madeira certificada, o muro de arrimo de hiperabode (terra local ensacada). A residência ainda reaproveitou o maior número possível de materiais, tanto da obra, como reutilizando itens de demolição. Mais de seis mil garrafas de vidro foram utilizadas como piso dos degraus, distribuídos ao longo do terreno íngreme.

Foram levadas em consideração técnicas passivas de projeto para a construção da residência, como ventilação cruzada, iluminação e vedação para conforto térmico. Com isso, os gastos de energia para iluminação e aquecimento/resfriamento foram reduzidos em 70%. Além disso, a residência ainda usa a tecnologia solar para gerar sua própria energia e aquecer a água dos chuveiros, tornando-a o mais autossuficiente possível. Para mais detalhes sobre as estratégias e o projeto da casa, Vale o Clique!

Via Ciclo Vivo

terça-feira, 5 de março de 2019

Com telhado verde gigantesco, museu ganha selo LEED Gold

Construído nos anos 60, o museu histórico Gateway Arch, de Saint Louis, no Missouri (EUA), assim como seu centro de visitantes, foi reaberto ao público em julho de 2018 após ser reformado. As obras, além de tornarem o local mais acessível para pedestres e ciclistas, tiveram a construção sustentável como meta. Agora, a gestão comemora o reconhecimento de todo o trabalho ao receber a certificação do selo LEED Gold.

O sistema de classificação LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental), desenvolvido pelo GBC, é o sistema de classificação de construção ecológica mais reconhecido e aceito do país. Para consegui-lo, o escritório de arquitetura Cooper Robertson propôs uma série de medidas que foram implementadas.

Agora, 99% do telhado de 12 mil metros quadrados é vegetado. Isso reduz drasticamente o “efeito ilha de calor” e maximiza a quantidade de espaço aberto no parque. Isso significa que melhorou a vista do Gateway Arch e há mais espaço para os visitantes percorrerem e explorarem o terreno a pé. É interessante também que, devido a cobertura, o museu está escondido quase inteiramente no subsolo.

Na construção, os materiais utilizados em todo o projeto ou foram reciclados ou foram extraídos regionalmente. Já os produtos de madeira atendem aos requisitos de manejo florestal responsável. Além disso, mais de 80% dos resíduos de construção e detritos de demolição gerados pelo projeto tiveram uma gestão ecologicamente correta.

A instalação de sistemas de baixo fluxo de água permitiu que a redução no uso total de água potável fosse maior que 31%. Também houve economia de custos de energia em 24% na execução do projeto. Com as construções prontas, um sistema de coleta e reciclagem de água da chuva ajudam a manter a economia de água no cotidiano.

Ainda foram priorizados materiais de baixa emissão para beneficiar a qualidade do ar interno. E, por fim,  a intervenção geral na paisagem e na construção restabeleceu a conexão entre o parque e museu no centro de St. Louis e suas linhas de metrô, incentivando os visitantes a utilizarem o transporte público ao invés de automóveis.

“O serviço do Parque Nacional tem metas ambiciosas de sustentabilidade que a equipe de design adotou com entusiasmo. Além de um extenso telhado verde, o prédio apresenta componentes mais sustentáveis ​​e resilientes, como iluminação LED, sistemas HVAC de alta eficiência e conexões próximas às redes locais de transporte público. Esses recursos trazem um alto nível de eficiência que corresponde à ambição do National Park Service. A certificação LEED Gold reconhece esse compromisso e inovação em design”, disse Scott Newman, sócio da Cooper Robertson.

“Estamos orgulhosos do planejamento cuidadoso e implementação das iniciativas sustentáveis”, disse Mike Ward, superintendente do Museu. “Reduzir nosso impacto ambiental é uma das principais prioridades em todo o National Park Service. As medidas de sustentabilidade que instituímos aqui atendem a essa meta e também criam uma experiência de visita agradável em todo o nosso belo parque”.

Via Ciclo Vivo

segunda-feira, 4 de março de 2019

Casa moderna na Índia não precisa de ar-condicionado o ano todo

Quando arquiteto Surat Ankit Parekh da Parekh Collaborative foi convidado para projetar uma casa para uma família, no estado indiano de Madhya Pradesh, um dos pré-requisitos foi que devia ser uma residência confortavelmente fresca sem ar condicionado.

Parekh virou-se para métodos antigos, de baixa tecnologia para arrefecimento natural, a partir de telas decorativas ainda funcionais para conseguir ventilação. Como resultado, a casa, com o nome Rambaugh, mantém uma variação de temperatura de 6 a 8 graus durante todo o ano.

Trabalhada com uma aparência contemporânea enraizada em técnicas tradicionais, Rambaugh foi projetada para abrigar uma família de seis pessoas em Burhanpur.

A residência possui amplo espaço para grandes reuniões – a família estendida do cliente mora no mesmo recinto – e celebra a vida interior da casa. Áreas comuns compartilhadas, ladeadas por espaços verdes, formam o coração da casa de dois andares, da sala de estar em plano aberto e da área de jantar, até a sala que se abre para um terraço inferior no primeiro andar. A sala de estar formal e a cozinha estão isoladas em cantos opostos da casa. O quarto principal e outros dois quartos estão localizados no piso térreo, enquanto dois quartos adicionais podem ser encontrados no andar de cima.

Um estudo solar informou a orientação do edifício e a colocação de aberturas que, combinadas com os turbuladores operados mecanicamente, tiram proveito da ventilação natural. A jali de pedra (uma tela decorativa, perfurada e tradicional) foi cortada manualmente no local e instalada no lado sudoeste da casa para desviar o ganho solar indesejado.

Uma grande árvore de tamarindo existente no sudeste do local fornece sombra adicional. O layout da casa também promove a ventilação natural e o acesso à ampla luz natural. Além disso, a água da chuva é colhida e reutilizada em casa. Confira!

Via Engenharia É

domingo, 3 de março de 2019

Maior telhado solar coletivo do mundo é inaugurado na Holanda

A Nissan Motor Parts Center (NMPC) iniciou o funcionamento do maior telhado solar coletivo dos Países Baixos, localizado em um armazém da empresa em Amsterdã, na Holanda. O projeto é um resultado da primeira colaboração entre os moradores da região e a montadora japonesa e está sendo financiado por um esquema nacional de crowdfunding.

O teto solar consiste em quase nove mil painéis fotovoltaicos e produz energia renovável o suficiente para abastecer 900 residências por ano. A ação também irá amenizar significativamente a produção de CO2 do armazém. Estima-se que o projeto conseguirá reduzir até 1,2 mil toneladas de CO2 por ano.

Com capacidade para produzir cerca de 70% de toda energia necessária por ano do Nissan Motor Parts Center, a instalação do telhado solar representa um marco histórico da montadora japonesa, que deseja fazer com que sua operação pela Europa seja mais sustentável. Além disso, a energia gerada por um dos painéis será direcionada para a rede de energia nacional do país.

“A Nissan está comprometida em reduzir o impacto ambiental de nossas instalações pela Europa e nós estamos encantados que poderemos confirmar o funcionamento do telhado solar no nosso centro de peças em Amsterdã”, afirmou Francisco Carranza, diretor geral da Nissan Energy.

“Amsterdã é uma das cidades mais avançadas na Europa e nós estamos animados em poder ajudar a cidade a ficar mais limpa e eficiente em seu uso de espaço, energia e recursos, além de fazer com que nossas operações sejam mais sustentáveis”, comentou Koen Maes, diretor geral da Nissan Benelux. Mais detalhes, Confira!

Via The Greenest Post

sábado, 2 de março de 2019

Suécia encara desafio de mudar cidade de lugar

Planejadores urbanos e arquitetos da Suécia estão encarando um desafio para convencer os moradores de Kiruna a se mudar. Os 18 mil habitantes da cidade estão sendo deslocados para uma área 3,2 Km mais distante por conta das condições do solo que, explorado há quase 70 anos por uma mineradora estatal que vinha extraindo minério de ferro, está condenado e pode "engoli-la" lentamente

A mineradora Luossavaara-Kiirunavaara (LKAB) e o governo sueco estão transferindo mais de 20 edifícios significativos da cidade velha de Kiruna para o novo local, incluindo sua igreja, que foi eleita a construção mais bonita da Suécia. Tudo está sendo completamente desmontado e reconstruído.

O resto da cidade está sendo construído do zero, com novos prédios incluindo uma prefeitura projetada pela empresa escandinava Henning Larsen. O principal desafio para os arquitetos e planejadores da nova Kiruna foi compreender os elementos que contribuem para a história e a habitabilidade da cidade.

"Não é apenas mover uma cidade inteira, mas também mover a mente dos cidadãos e criar uma nova casa e identidade", disse a equipe de Henning Larsen. "A abertura da prefeitura marca o início do processo de mudança e a oportunidade de criar uma nova identidade social para a cidade".

"As coisas físicas são fáceis, de certa forma. Pequenos artefatos podem ser muito importantes em termos de algo que é tanto identidade quanto tem história. Estamos movendo a igreja e as pessoas perguntam: "e as bétulas?' Eu não entendi, são pequenas árvores, mas têm 100 anos, são tão antigas quanto a igreja. Então, agora estamos movendo as bétulas", explicou Göran Cars, urbanista do município de Kiruna.

A decisão de mudar a cidade de lugar surgiu em 2004, embora o governo sueco estivesse ciente do problema anos antes. Como o primeiro exemplo do mundo real de uma cidade do seu tamanho a ser realocada, ela poderia servir de modelo para outras cidades ameaçadas pelo mundo - até o final do século, estima-se que algumas das maiores cidades do mundo, incluindo Miami, nos Estados Unidos, Mumbai, na Índia e Cantão, na China, podem desaparecer. Calcula-se que as Ilhas Maldivas já devem ficar inabitáveis ​​até 2100.

"Kiruna não serve como modelo em termos de financiamento. É uma situação muito específica", disse Cars, referindo-se que, pela lei sueca, a mina tem que financiar a realocação das pessoas e tem fundos - e receita futura - para fazê-lo isso. Já para os habitantes de regiões costeiras do mundo, a situaçãonão é tão simples: não há uma organização rica por trás do problema e ninguém está disposto a pagar por sua solução.

Via Casa Vogue


sexta-feira, 1 de março de 2019

Museu em Paris projeta obras de Van Gogh em paredes de 10 metros de altura

O primeiro museu digital de Paris, o Atelier des Lumières, inaugurou uma exposição dedicada ao trabalho de Vincent van Gogh (1853-1890) que segue até o dia 31 de dezembro. Com projeções que alcançam as paredes de 10 metros, o local ganha um ar lúdico e promove imersão nas obras do artista.

Essa criação visual e sonora traça a vida intensa de Van Gogh, que pintou durante os últimos 10 anos de sua vida mais de 2 000 pinturas. O Atelier des Lumières revela as pinceladas do pintor holandês e é iluminado pelas cores ousadas de suas telas.

Esta criação visual e musical por Culturespaces produzido e dirigido por Gianfranco Iannuzzi, Renato Gatto e Massimiliano Siccardi, destaca a riqueza cromática e o poder do design e força do artista.

No museu, que foi inaugurado em abril, as obras aparecem em paredes de 10 metros de altura em uma área de 3 300 m².

Via Casa Vogue