quarta-feira, 6 de março de 2019

Casa autossuficiente é feita com bambu e técnicas de bioconstrução

As pessoas têm buscando cada vez mais uma vida mais sustentável, onde tenham integração com a natureza e possam morar, plantar alimentos e ter ferramentas necessárias para sua subsistência. A Casa das Birutas, localizada dentro de uma ecovila em Piracaia, interior de São Paulo, conseguiu reunir todos esses elementos em um só lugar, criando um verdadeiro paraíso autossuficiente.

Desenvolvida pelo escritório Gera Brasil, das arquitetas Karen Ueda e Nilce Pinho, a residência foi construída com técnicas de bioconstrução para gerar o menor impacto ambiental possível. Tudo lá foi pensado para dar maior independência a seus moradores, por isso, a casa capta, reutiliza e trata toda sua água, gera sua própria energia, fornece biogás para cozinhar a partir de restos de alimentos e fezes, e ainda produzirá seus próprios alimentos em um jardim agroflorestal.

“Ao mesmo tempo que usamos o banheiro ou descartamos restos de alimentos, estamos produzindo gás para a cozinha. Quando tomamos banho, já estamos regando o pomar. Quando abrimos um buraco no solo, guardamos a terra para fazer uma parede, ou um reboque. Se tomamos um vinho, guardamos a garrafa para fazer dela degraus no terreno acidentado”, disse Nilce, que além de arquiteta é também a proprietária da casa. “Foi assim que pensamos todo o projeto, onde toda a ação teria uma reação. A terra da fundação virou muro de contenção, a madeira da fundação, parede do depósito de obra. Toda água que utilizamos volta limpa para o solo, quer maior ganho que este?”.

Materiais naturais e técnicas sustentáveis
A cobertura da casa foi toda feita em bambu, a estrutura em madeira certificada, o muro de arrimo de hiperabode (terra local ensacada). A residência ainda reaproveitou o maior número possível de materiais, tanto da obra, como reutilizando itens de demolição. Mais de seis mil garrafas de vidro foram utilizadas como piso dos degraus, distribuídos ao longo do terreno íngreme.

Foram levadas em consideração técnicas passivas de projeto para a construção da residência, como ventilação cruzada, iluminação e vedação para conforto térmico. Com isso, os gastos de energia para iluminação e aquecimento/resfriamento foram reduzidos em 70%. Além disso, a residência ainda usa a tecnologia solar para gerar sua própria energia e aquecer a água dos chuveiros, tornando-a o mais autossuficiente possível. Para mais detalhes sobre as estratégias e o projeto da casa, Vale o Clique!

Via Ciclo Vivo

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