quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Luxemburgo será primeiro país a liberar transporte público gratuito

O pequeno Estado soberano de Luxemburgo possui cerca de 560 mil habitantes. O número de carros, no entanto, não acompanha seu tamanho: 662 para cada mil pessoas, segundo o New York Times. É a maior quantidade de carros em relação à população de toda a União Europeia. Para resolver essa questão, o primeiro-ministro Xavier Bettel, reeleito para o segundo mandato, prometeu passe livre para todos os moradores.

Entre os fatores que contribuem para o caos está o deslocamento dos mais de 200 mil trabalhadores que cruzam a fronteira da Bélgica, França e Alemanha rumo a Luxemburgo. Em busca de melhores salários, muitos moradores do entorno trabalham em países diferentes. Ao NY Times, o pesquisador do Instituto de Pesquisa Socioeconômica de Luxemburgo, Olivier Klein, afirmou que “é basicamente como uma cidade que tem subúrbios no exterior”.

Nos últimos 20 anos, os passageiros que realizam a travessia já são o dobro e isso está afetando comunidades rurais próximas à fronteira de Luxemburgo, cujas ruas, antes tranquilas, viraram rota alternativa para a fuga do trânsito. A solução? Suspender as tarifas de trens, bondes e ônibus.

Segundo o “Acordo de Coalizão 2018-2023”, publicado pelo governo, o transporte público gratuito será introduzido no primeiro trimestre de 2020. “Uma mobilidade sustentável e de alto desempenho é não só essencial para nossa economia, como também é indispensável para [alcançar] as metas de redução de emissão de gases de efeito estufa até 2030. A implementação da mobilidade multimodal continuará a ser uma das principais prioridades dos cinco anos que estão por vir”, afirma o documento.

Passe livre
Transporte coletivo gratuito já é realidade em algumas cidades brasileiras, além de ser uma possibilidade testada em capitais mundo afora. Apesar de todos os entraves que enfrenta, é uma luta constante de algumas organizações que buscam tornar o transporte coletivo acessível a todos e também daquelas que veem na alternativa uma solução para a mobilidade urbana das grandes cidades.

Via ArchDaily

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