quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

UnB participa de inauguração da nova estação brasileira na Antártica

O Brasil inaugurou, na quarta-feira (15), a nova Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). A base é apontada por cientistas como uma das mais modernas do continente gelado. A Universidade de Brasília e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) são as duas únicas instituições de pesquisa presentes no local desde novembro, com a missão de montar os novos 17 laboratórios e deixá-los operacionais para a inauguração.

“É um grande privilégio estar aqui nesse momento e uma honra representar a UnB. A maior parte da pesquisa brasileira é protagonizada pela força das universidades públicas, e a nova estação tem exatamente essa finalidade de favorecer a pesquisa científica”, conta o professor Paulo Câmara, do Instituto de Ciências Biológicas (IB) da UnB.

Segundo o pesquisador, os laboratórios foram planejados pelo Programa Antártico Brasileiro (Proantar) a partir das demandas identificadas juntos aos cientistas que atuam no programa. Ele garante que “a qualidade dos novos laboratórios não se compara com o que tínhamos até então. Estamos equipados com tecnologia de ponta”.

É o caso do Laboratório de Biologia Molecular, que será de grande valia para a pesquisa protagonizada pela UnB. “Nele poderemos extrair DNA das plantas e amplificar regiões de genoma do DNA. Antigamente essa parte precisava ser feita no Brasil, mas parte do material se degradava durante o transporte. Agora podemos levar o DNA estabilizado e isso é um grande ganho para nós”, destaca o docente da UnB.


INSTALAÇÕES – Com design moderno e tecnologia de ponta, a nova estação possui área aproximada de 4.500 m² e comporta 64 pessoas. Suas estruturas foram projetadas para resistir a ventos de até 200 km/h e aos efeitos de eventuais abalos sísmicos e ciclos de congelamento e descongelamento do solo antártico.

Um grande salto refere-se a estrutura destinada à pesquisa, saindo de quatro para 17 laboratórios – sendo 14 internos e três externos. O prédio principal está dividido em três grandes blocos.

No Bloco Leste estão, entre outros, laboratórios, refeitórios, cozinha e setor de saúde. O Bloco Oeste dispõe de camarotes (dormitórios), biblioteca, sala de áudio/vídeo e paióis para armazenar mantimentos e água. O Bloco Técnico tem estação de tratamento de água e esgoto, praça de máquinas, geradores, sistema de aquecimento de água, setor de tratamento e incinerador de lixo e paióis diversos.

Devido às severas condições climáticas na região, a obra foi realizada apenas no período de verão antártico, levando três anos para ser concluída. A demanda por uma nova estação surgiu após incêndio em 2012, que destruiu 70% das instalações antigas e causou a morte de dois militares. Desde então, a base brasileira funcionava em estruturas provisórias. Mais detalhes, Vale o Clique!

Via UnB

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