terça-feira, 13 de novembro de 2018

Aeroporto de Foster + Partners e FR-EE na Cidade do México é cancelado após consulta pública

Há alguns meses, o atual presidente eleito do México, Andrés Manuel López Obrador, anunciou que faria um referendo para saber se o governo deveria deixar de proceder com o projeto proposto por Foster + Partners e FR-EE para o Aeroporto Internacional da Cidade do México.

As votações começaram no dia 25 de outubro e acabaram dia 28 de outubro onde se enunciava a seguinte questão: Dada a saturação do Aeroporto Internacional da Cidade do México, qual a opção que você considera melhor para o país? As duas opções que se enunciavam eram, por um lado, recondicionar o atual aeroporto da Cidade do México, de Toluca, e construir duas pistas na base aérea de Santa Lucía e, por outro, continuar com a construção do novo aeroporto em Texcoco e deixar de usar o atual Aeroporto Internacional da Cidade do México.

Os resultados foram expressão de uma participação de 1.069.870 pessoas, das quais 311.132 se inclinaram pela opção de Texcoco e 748.336 por Santa Lucía, tendo como consequência uma depreciação do peso, onde o dólar se elevou, até chegar a $19,70.

Até o momento não foram dadas declarações por parte dos escritórios encarregados do projeto localizado em Texcoco para o NAIM. No entanto, a conta de Twitter do arquiteto mexicano Fernando Romero compartilhou uma postagem reduzida por Juan Pablo Castañon, Presidente do Conselho Coordenador Empresarial @cceoficialmx.

Especula-se que o cancelamento do NAIM abre portas para que o México seja levado a tribunais internacionais de acordo com uma nota publicada no jornal El Financero onde Moisés Kalach, coordenador do Conselho Consultor de Negociações Estratégicas afirmou que esta é uma das conclusões de um estudo desenvolvido por iniciativas privadas.

Por outro lado, o atual presidente eleito deu uma conferência onde reafirmou sua postura diante do aval cidadão ao projeto de Santa Lucía, apontando a viabilidade do projeto onde se construiriam duas pistas, que melhorariam a qualidade do aeroporto reativando o Aeroporto de Toluca.

Via ArchDaily

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Sesc Pompeia - Exposição sobre os 100 anos da Bauhaus

O Sesc Pompeia acaba de inaugurar a exposição bauhaus imaginista: Aprendizados Recíprocos. A mostra é um dos quatro “capítulos” do projeto internacional que comemora o centenário da Bauhaus, a inovadora escola de arquitetura, artes e design, que foi fundada na Alemanha em 1919 e fechada pelo regime nazista 14 anos depois.

A parceria da Bauhaus Cooperation, do Goethe–Institut e da Haus der Kulturen der Welt (HKW), de Berlim, abrange diferentes exposições, simpósios e debates que estão percorrendo desde o mês de março países que foram influenciados pela pedagogia da Bauhaus, como Japão, China e Rússia. O objetivo é explorar intercâmbios transculturais entre os diversos movimentos globais de reforma que enxergavam na arte um agente de mudança social. No próximo ano, uma mostra reunirá todas as obras de bauhaus imaginista em Berlim.

O projeto tem curadoria de Marion von Osten (Berlim) e Grant Watson (Londres), com apoio dos pesquisadores Luiza Proença (São Paulo), Maud Houssais (Rabat), Anja Guttenberger (Berlim), Elissa Auther (Nova Iorque) e Erin Alexa Freedman (Nova Iorque).

APRENDIZADOS RECÍPROCOS

Apresentando cerca de 30 artistas e 300 trabalhos – entre cerâmicas, têxteis, desenhos, utensílios populares, livro originais da biblioteca da Bauhaus, cartazes, fotografias, publicações, correspondências e vídeos –, o “capítulo” Aprendizados Recíprocos conta com contribuição da curadora, pesquisadora e escritora Luiza Proença, que já ocupou cargos de curadoria no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na 31º Bienal de São Paulo e de projetos no Instituto Lina Bo e P.M. Bardi.

Tendo como ponto de partida a obra Tapete (1927), de Paul Klee, um pequeno desenho com tinta nanquim, que evidencia o interesse do artista alemão pelas artes decorativas e culturas populares tradicionais, a mostra brasileira explora o papel desempenhado pela apropriação cultural, tanto no período da Bauhaus como seu no legado posterior, e investiga as relações entre arte e o artesanato populares e pré-coloniais com professores e estudantes emigrados da instituição.

Tapete se relaciona com a trajetória da Escola de Belas Artes de Casablanca, no Marrocos. O país tinha conquistado a independência da França havia apenas seis anos, quando o artista Farid Belkahia se tornou diretor da escola, em 1962, iniciando uma transformação pedagógica radical, baseada nos métodos da Bauhaus. O programa afirmava a necessidade de descolonizar a cultura marroquina, chamando a atenção para as artes manuais, como a confecção de joias, tapetes e cerâmicas, além de práticas arquitetônicas tradicionais do norte da África, como os murais berberes.

O núcleo destaca a pintura em óleo sobre cartão da série Os Espelhos (1967), de Ahmed Cherkaoui. Interessado pela caligrafia islâmica, cerâmica marroquina e tatuagens e ourivesaria dos berberes, ele se tornou modelo de toda uma geração de artistas do país. Também são mostradas Ritmos (1964), aquarela sobre papel Farid Belkahia, e serigrafias (1975) de Mohamed Melehi.

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Via ArchDaily

domingo, 11 de novembro de 2018

Microsoft busca arquitetos para pensar cidades inteligentes

A WZMH Architects, de Toronto, foi recrutada para o Insiders Labs de Internet das Coisas (IoT), um programa que visa "transformar a interação entre pessoas, dispositivos e dados em todas as esferas da vida". O Intelligent Structural Panel (ISP) da empresa oferece uma “infraestrutura plug and play” que permite que uma ampla variedade de espaços e dispositivos sejam adaptados, controlados remotamente e otimizados.

A WZMH é a primeira empresa de arquitetura a ser aceita no programa, que recebe candidaturas de organizações que desenvolvem soluções ligadas à Internet das Coisas e/ou Inteligência Artificial.

O programa Insider Labs procura start-ups e empresas consolidadas para trabalhar junto com especialistas da Microsoft em três bases, em Redmond (EUA), Shenzhen (China) e Munique (Alemanha). Os produtos são desenvolvidos, prototipados e testados para comercialização no mercado, ditando o curso de como os cidadãos usarão os futuros ambientes urbanos.

A WZMH Architects, a empresa por trás da CN Tower de Toronto, trabalhou em colaboração com o Quasar Consulting Group, a Stephenson Engineering e a C3PoE no desenvolvimento do Intelligent Structural Panel. A instalação dos painéis em um edifício permite que os ocupantes interajam com sensores acionados por toque, som ou outros dispositivos.

Os dados coletados nos painéis podem ser usados pela equipe operacional dos edifícios para controlar iluminação, aquecimento, ventilação, elevadores, sombreamento, alarmes de fumaça, sistemas de segurança, etc. Para viabilidade comercial, a equipe está desenvolvendo o painel para ser pré-fabricado, modular, econômico e sustentável.

"A tecnologia Intelligent Structural Panel ©  reinventa a abordagem tradicional do processo de projeto e construção, dando uma visão crítica de como os edifícios são construídos de dentro para fora.  Trazer a tecnologia inteligente diretamente para a estrutura,  em vez de aplicá-la como uma estratégia posterior, melhorará a qualidade do desempenho do edifício."
- Zenon Radewych, Diretor, WZMH

Mais informações sobre o Insiders Lab de Internet das Coisas da Microsoft, incluindo detalhes sobre como se candidatar ao programa, Vale o Clique!

Via ArchDaily

sábado, 10 de novembro de 2018

Chamada de Trabalhos: Revista Arquitetas Invisíveis - Edição Nº 3

É com imensa satisfação que o coletivo Arquitetas Invisíveis convida pesquisadores, profissionais, estudantes e artistas interessadas/os nas reflexões que relacionam a arquitetura em suas diversas escalas com a questão de gênero, nos variados campos disciplinares, para participar da chamada de trabalhos que irá compor a edição nº 3 da Revista Arquitetas Invisíveis.

O coletivo Arquitetas Invisíveis, grupo responsável pela edição da revista, também irá alimentar sua plataforma – www.arquitetasinvisiveis.com – com trabalhos participantes dessa chamada que julgar adequados. A revista e o site nascem da vontade de compartilhar conhecimento e reflexões, além de contribuir para o avanço das discussões de gênero no campo da arquitetura e áreas relacionadas. É uma forma de abrir oportunidade para divulgação de trabalhos de pessoas que abordam o tema de gênero na arquitetura, sendo aberto também às trocas disciplinares, acolhendo contribuições de campos diversos, dentro os quais a História, a Geografia, a Sociologia, a Antropologia, as Artes, a Psicologia, o Jornalismo, entre outros, inclusive a produção desvinculada da academia.

A cada ano uma nova edição da Revista Arquitetas Invisíveis oferecerá oportunidades importantes para trocas entre pesquisadores do Brasil e também do exterior. O estreitamento dessas relações colabora para o intercâmbio entre diferentes grupos e regiões, o fomento de pesquisas conjuntas e publicações coletivas, consolidando o papel da mulher na história da arquitetura e do urbanismo e os núcleos de estudo nessa área.

Mais detalhes sobre as áreas temáticas, cronograma e envio dos trabalhos, Vale o Clique!

Via ArchDaily

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Não ao fim do Ministério das Cidades: arquitetos lançam petição online

Após a eleição, o novo governo já começou a anunciar algumas mudanças nos ministérios. Entre elas está a extinção do Ministério das Cidades. Na tentativa de levantar a discussão e evitar esta dissolução, foi organizada uma petição que pode ser assinada aqui.

Afinal, quais são os atuais desafios das nossas cidades? Do que precisam? Qual o futuro da Política Urbana no Brasil? No momento em que o país inteiro parou para discutir fervorosamente e definiu os rumos do seu futuro político, parece salutar pensarmos como a discussão sobre o desenvolvimento de nossas cidades se insere nesse contexto e quais os atuais riscos que enfrentaremos.

Há dois anos, aconteceu em Quito - Equador, a Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável. Assim, os 193 Estados-membros da ONU, representantes da sociedade civil, governos locais e uma grande diversidade de atores desenvolveram e adotaram a Nova Agenda Urbana, que orientará a urbanização sustentável pelos próximos 20 anos.

Conforme a Nova Agenda Urbana, as cidades e assentamentos humanos devem exercer sua função social, “visando progressivamente alcançar uma concretização integral do direito à moradia adequada como um componente do direito a um nível de vida adequado, sem discriminação, acesso universal a água e saneamento seguros e economicamente acessíveis, assim como acesso igualitário para todos a bens públicos e serviços de qualidade em domínios como segurança alimentar e nutrição, saúde, educação, infraestrutura, mobilidade e transporte, energia, qualidade do ar e subsistência”.

Nesse processo de discussão global acerca da erradicação da pobreza, promoção da prosperidade e do bem-estar para todos, proteção do meio ambiente e enfrentamento das mudanças climáticas, também foram lançados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O Objetivo 11, em especial, trata das Cidades e Comunidades Sustentáveis e visa “tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis”.

No dia 31 de outubro, também se comemora o Dia Mundial das Cidades, em que a resiliência e a sustentabilidade são ressaltadas, frente à forma como as cidades vêm se desenvolvendo atualmente. Até 2050, espera-se que a população urbana mundial quase duplique, fazendo da urbanização uma das mais transformadoras tendências do Século XXI. Populações, atividades econômicas, sociais e culturais, bem como impactos ambientais, estão cada vez mais concentrados nas cidades, impondo grandes desafios de sustentabilidade das ocupações humanas.

Afinal, qual a relação entre essa rica discussão em nível global e o atual cenário político brasileiro? Em manifestações ao longo da campanha eleitoral, reiteradas nesta semana pós eleições, o Presidente da República eleito afirmou que extinguiria o Ministério das Cidades e repassaria os recursos diretamente aos municípios. Utilizando as palavras do Arquiteto e Urbanista Luciano Guimarães, atual Presidente do Conselho de Arquitetura do Brasil (CAU/BR), “os arquitetos e urbanistas brasileiros nutrem a esperança de que Jair Bolsonaro pondere melhor sobre tais ideias”.

Em sua Missão, o Ministério das Cidades traz “melhorar as cidades, tornando-as mais humanas, social e economicamente justas e ambientalmente sustentáveis, por meio de gestão democrática e integração das políticas públicas de planejamento urbano, habitação, saneamento, mobilidade urbana, acessibilidade e trânsito de forma articulada com os entes federados e a sociedade” e, mesmo criado em 2003, o órgão está extremamente alinhado com a Nova Agenda Urbana, os ODS e demais discussões relacionadas.

O MCidades constitui órgão inovador que integra e articula diferentes políticas públicas, tais como saneamento ambiental, mobilidade urbana e transportes, habitação e regularização fundiária, aos processos de planejamento e gestão do uso e ocupação do território. Não parece óbvio que essas políticas tenham que estar integradas? O MCidades promove a aplicação do Estatuto da Cidade e do Estatuto da Metrópole; fomenta a participação social na Política Urbana, especialmente na elaboração e implementação dos planos diretores participativos e nos planos municipais de mobilidade; promove programas habitacionais de larga escala, como o Minha Casa, Minha Vida; promove a reurbanização de assentamentos precários; lança programas de desenvolvimento do saneamento básico; capacitações sobre inúmeros instrumentos, com destaque para a plataforma on-line Capacidades; disponibiliza cartilhas de apoio aos municípios e cidadãos, como o “Plano Diretor Participativo: Guia para a Elaboração pelos Municípios e Cidadãos”, o “Caderno de Referência para Elaboração de Plano de Mobilidade Urbana”, a “Cartilha do Ciclista”; além de promover inúmeras parcerias com órgãos públicos e privados para estudos técnicos e produtos de apoio ao desenvolvimento das cidades.

Seria possível escrever páginas e páginas sobre a atuação do Ministério ao longo desses mais de 15 anos ininterruptos de existência e sobre como esse suporte tem sido importante para o exercício da competência municipal de “promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo”.

Podemos destacar, ainda, três importantes desafios que se apresentam atualmente: as revisões dos planos diretores participativos (que em muitos municípios estão completando dez anos), a necessidade de regulamentar e aplicar a recente – e controversa – lei da Regularização Fundiária Urbana, bem como o planejamento e gestão em escala metropolitana. Mesmo sem o MCidades, os municípios terão estes e outros tantos desafios impostos pela realidade e pelas obrigações legais. Simplificar a sua resolução ao repasse direto de recursos é delegar uma tarefa hercúlea a entes que não possuem tal capacidade e abdicar do papel de coordenador e apoiador de ações em nível nacional, bem como de fomentador da produção de conhecimentos relevantes para o contexto brasileiro e de articulador de sua disseminação e compartilhamento entre comunidade acadêmica, prefeituras e demais órgãos e profissionais envolvidos no desenvolvimento urbano.

Reiterando novamente o posicionamento do Presidente do CAU/BR, certamente temos muito o que avançar no Ministério das Cidades e na aplicação da Política Urbana como um todo. Contudo, não parece razoável, tampouco eficiente, a extinção desse órgão. Precisamos de que a Política Urbana seja mais do que um capítulo previsto na Constituição Federal de 1988, e de que a “garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infra-estrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações”, prevista no Estatuto da Cidade, seja amplamente apropriada pela sociedade. A extinção do Ministério representa o não reconhecimento do tema como importante para o desenvolvimento da nação brasileira, seguindo caminho oposto ao pactuado globalmente, enfraquecendo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Nova Agenda Urbana em nosso país.

É perceptível que a ameaça ao MCidades pode ser facilmente estendida ao próprio Estatuto da Cidade, que por vezes ouvimos ser tachado como algo que “impede o progresso”, ou que “não produziu nada”, ora por desconhecimento, ora porque não há o genuíno interesse em se promover a efetiva democratização da cidade. Concomitantemente estamos presenciando uma ameaça ao meio ambiente por meio da proposta de junção do respectivo Ministério ao Ministério da Agricultura.

Neste emblemático 31 de outubro de 2018, em que se comemora o Dia Mundial das Cidades, foi lançada uma petição on-line para que possamos fomentar o debate sobre qual será a melhor decisão. Posicionamentos políticos e ideológicos à parte, esse órgão federal é de suma importância para o desenvolvimento dos nossos municípios, e a sua manutenção constitui condição fundamental para tornarmos as nossas cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis.

Via ArchDaily

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

MASP de Lina Bo Bardi completa 50 anos

Na década de 1960, momento em que se intensificava a verticalização da avenida Paulista com a construção de grandes prédios comerciais, sede de corporações, empresas e bancos, a grande novidade na paisagem foi a construção do MASP, projeto da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (1914-1992).

A edificação, que agora completa cinco décadas, foi inaugurada no antigo terreno Belvedere do Trianon, que havia sido demolido, em 1951, e, depois, abrigou o pavilhão temporário da 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Primeiramente instalado na rua 7 de Abril, no centro de São Paulo, o MASP foi transferido oficialmente para a atual sede no dia 7 de novembro de 1968. Com base no uso de vidro e concreto, Lina mesclou em sua arquitetura as superfícies ásperas e sem acabamentos com leveza, transparência e suspensão.

O projeto de Lina manteve a vista para o centro, criando entre a parte suspensa e as dependências subterrâneas do museu uma grande esplanada, o Vão Livre - pensado como uma praça pública para uso da população.

Para marcar o aniversário do prédio, o museu promoverá, no dia 5 de novembro, o seminário internacional “O MASP de Lina - 50 anos do edifício na avenida Paulista” organizado por André Mesquita, coordenador de mediação e programas públicos do MASP, Adriano Pedrosa, diretor artístico do museu, e Guilherme Giufrida, assistente curatorial. O evento será gratuito, terá tradução simultânea para português e para Libras (Língua Brasileira de Sinais). Os ingressos serão distribuídos duas horas antes do início da programação, na bilheteria do museu.

A discussão será dedicada à arquitetura do edifício, aos impactos do projeto na vida cotidiana da cidade de São Paulo e aos usos sociais e políticos do vão do MASP. O caráter coletivo e a fruição pública definem a arquitetura do MASP, expressando o posicionamento de Lina diante de questões socioculturais e o papel da arquitetura nesse debate. Os espaços amplos, arejados e transparentes do edifício propõem um contato franco não apenas com os frequentadores do museu, mas também com a população que circula na avenida.

O seminário de um dia contará com apresentações de arquitetos, historiadores e curadores nacionais e estrangeiros que discutirão a história do edifício, sua concepção e seus usos nos últimos anos. Também apresentará diálogos entre arquitetos e engenheiros que trabalharam com Lina na construção do prédio e, além disso, entre fotógrafas que realizam ensaios inéditos sobre o prédio. As imagens serão publicadas, junto aos artigos dos palestrantes e outros materiais, em um catálogo com previsão de lançamento para abril de 2019.

O seminário e livro antecedem a exposição Lina Bo Bardi: Habitat que o MASP realizará em parceria com o Museu Jumex (México) e o MCA Chicago (EUA), em 2019, ano que o museu se dedicará ao eixo curatorial histórias das mulheres, histórias feministas.

Mais detalhes, Vale o Clique!

Via ArchDaily

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Tate Modern - vizinhos levam museu à Justiça por invasão de privacidade

Um grupo de moradores vizinhos à Tate Modern, em Londres, está processando o museu. Eles dizem que, de um balcão no décimo andar do edifício onde a entidade está abrigada, é possível ver o interior de seus apartamentos.

Os proprietários de quatro apartamentos foram à Justiça, dizendo que a plataforma de observação viola direitos à privacidade, ao permitir que centenas de milhares de turistas por ano olhem a intimidade de suas casas. Eles querem obrigar o museu a fechar parte do terraço, aberto em 2016 com vista de 360 ​​graus sobre a cidade.

O advogado de um dos moradores disse à imprensa britânica que os visitantes do museu estão usando binóculos e lentes fotográficas para ver melhor o interior dos apartamentos e que eles chegam a fotografar o prédio para depois postar as imagens em redes sociais.

Via Folha de S. Paulo

Ponte marítima mais extensa do mundo é inaugurada na China

A ponte marítima mais longa do mundo foi oficialmente inaugurada, conectando Hong Kong e Macau à porção continental da China. A "Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau", de 54 quilômetros, conta com uma série de dispositivos e regulamentações incomuns, segundo o The Guardian, como "câmeras para detectar bocejos, obrigatoriedade de uso de monitores cardíacos para os motoristas, e acesso restrito para a elite política e filantropos."

Inaugurada pelo presidente chinês Xi Jinping, a ponte de US$ 20 bilhões foi construída com 400 mil toneladas de aço, o equivalente a 60 torres Eiffel. A ponte foi projetada para resistir a terremotos e tufões de até 340 quilômetros por hora.

O trecho entre Hong Kong, Macau e o continente é dividido em três partes, com uma porção maior de 30 quilômetros que parte do continente até uma ilha artificial. O percurso segue então por um túnel subaquático de 7 quilômetros, permitindo a passagem de navios cargueiros.

O túnel se converte novamente em ponte próximo ao Aeroporto Internacional de Hong Kong, onde o sentido de circulação viária muda do lado direito da estrada (padrão na China) para o lado esquerdo ("mão-inglesa", padrão em Hong Kong) em um "ponto de fusão" específico.

À medida que os condutores atravessam a ponte, a frequência cardíaca e a pressão sanguínea são monitoradas, com informações enviadas para o centro de controle da ponte. Conforme relatado pelo The Guardian, se um motorista bocejar três ou mais vezes em 20 segundos, é acionado um alarme.

"A ponte não é apenas uma mega infra-estrutura de transporte construída conjuntamente por Guangdong, Hong Kong e Macau. A colaboração entre estas cidades, em termos de comércio, finanças, logística e turismo, será fortalecida. Hong Kong assumirá um papel mais pró-ativo no desenvolvimento da região."
-Frank Chan Fan, Secretário de Transporte e Habitação de Hong Kong

Embora saudada como uma façanha de engenharia, a ponte não deixou de receber críticas. Habitantes de Hong Kong precisarão de permissões especiais para usar a ponte, apesar do projeto ser parcialmente financiado pelos contribuintes de Hong Kong, conforme relatado pelo South China Morning Post. Enquanto isso, grupos ambientalistas como o WWF levantaram preocupações sobre o impacto da ponte e os danos potenciais ao raro golfinho branco chinês.

Via ArchDaily

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Lugar de referência para o povo Guarani é reconhecido como Patrimônio Cultural do MERCOSUL

 Lugar de referência para a memória e a identidade do povo Guarani, a Tava, localizada na área que corresponde ao Sítio Histórico de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões (RS), foi construída e habitada por seus ancestrais, a pedido de sua divindade, Nhanderu.  Esse lugar sagrado foi reconhecido como Patrimônio Cultural do MERCOSUL. A decisão foi tomada e anunciada no XVII Encontro da Comissão do Patrimônio Cultural do MERCOSUL, que acontece durante os dias 30 e 31 de outubro, em Montevideo no Uruguai.

O processo de reconhecimento da Tava como Patrimônio Cultural do MERCOSUL teve início durante o processo de registro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em dezembro de 2014, quando o bem foi inscrito no Livro de Registro de Lugares. Na ocasião, lideranças Guarani pediram o que a Tava fosse reconhecida também por Argentina e Paraguai. Eles solicitaram que o Iphan apresentasse aos outros países os estudos realizados sobre o bem, mostrando sua importância como lugar sagrado onde todos, indígenas e não indígenas, podem aprender sobre a trajetória do povo Guarani.

A titulação que a Tava recebe pelo MERCOSUL significa o reconhecimento da presença ancestral dos Guarani no território Yvy Rupá, que hoje integra o Brasil, a Argentina e o Paraguai, no qual organizaram uma grande rede étnica, formada por aldeias, caminhos e locais sagrados. Transitar livremente por esse território, como fizeram seus ancestrais, os antigos, é um dos fundamentos do bem-viver que os Guaranis desejam preservar.

Lugar de Referência
A Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani, corresponde aos significados e valores atribuídos pelos Guaranis ao lugar amplamente conhecido como Sítio Histórico de São Miguel Arcanjo. Trata-se de um espaço vivo, de atividades diversas e de aprendizado para os mais jovens, pois ali viveram seus ancestrais, conhecidos como os antigos.

Conforme as narrativas dos Guarani-Mbyál, os antigos seguiram os preceitos do bem-viver Guarani, plantando e colhendo alimentos tradicionais, cantando e orando em suas Casas de Reza, caminhando por um vasto território, fundando aldeias e erguendo construções em pedra, as Tavas, para orientar a caminhada dos Guarani contemporâneos.

A Tava Guarani possui um sentido cosmológico profundo. Por estar em ruínas, é um testemunho da condição de finitude que caracteriza a vida terrena, mas ao mesmo tempo, demonstra que é possível superar essa condição, como fizeram os antigos que a construíram. Eles se tornaram pessoas encantadas e alcançaram a morada celeste dos imortais, onde tudo permanece vivo e se renova.

Assim, a Tava aciona sentimentos de pertencimento e identidade. Além disso, por meio dela, os Guarani-Mbyá interpretam o evento histórico das Missões, incorporando-o as suas narrativas e reelaborando-o segundo a lógica de sua cosmologia.

Via Iphan/Br

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Concurso – Sede do CAU – Tocantins



O Concurso Público Nacional de Arquitetura para a sede do CAU – Tocantins. Promovido e organizado pelo CAU/TO.

Podem participar: Sociedades de prestação de serviços de arquitetura e urbanismo registradas e em situação regular perante o CAU, nos termos do edital.

O concurso é Nacional, aberto, em uma etapa. Incrições até 20.11.2018.

Premiação:
1º colocado: R$ 10.000,00 (dez mil reais);
2º colocado: R$ 5.000,00 (cinco mil reais);
3º colocado: R$ 3.000,00 (três mil reais);

Contrato:
O valor bruto do contrato a ser firmado entre o CAU/TO e a sociedade que tiver ofertado a proposta vencedora no concurso, é de R$ 67.000,00 (Sessenta e sete mil reais) referentes aos Projetos Executivos de Arquitetura e Complementares.

Mais detalhes sobre cronograma e inscrições, Vale o Clique!

Via Concursos de Projeto

domingo, 4 de novembro de 2018

Vespa elétrica começa a receber pré-encomendas

Após a Segunda Guerra Mundial, nos anos 40, a empresa Piaggio produziu as primeiras vespas: motocicletas baratas e fáceis de usar. De lá pra cá, ela passou por transformações, já foi restrita em alguns mercados pela emissão de poluentes, até chegar na moda vintage. Há cerca de dois anos, sua fabricante anunciou, em Milão, um modelo elétrico que se adequa aos novos tempos. E agora o modelo será comercializado.

O clássico italiano possui acabamento em aço escovado e um motor de 4 kW, com aceleração suave e zero emissões. Ao colocar um gerador ao lado do motor elétrico, ele dobra seu alcance para 100 km. A bateria de íons de lítio pode ser carregada em quatro horas e conecta a qualquer tomada elétrica comum.

Com custo de 6.390 euros, a vespa elétrica terá futuramente recursos altamente tecnológicos, tais como: detecção de outros veículos e pedestres nas proximidades, coleta de dados sobre o tráfego e capacidade de reconhecer os hábitos de direção do usuário ao longo do tempo. Por enquanto, a scooter terá somente conectividade com smartphone e um visor colorido digital com informações como alcance, velocidade e modo de pilotagem.

A vespa elétrica está disponível para pré-encomenda na Europa, sendo o final de 2018 a data limite para entrega -, o que nos leva a lembrar que faltam pouco mais de dois meses para acabar o ano. Imagina ganhar um presente desses no Natal.

Via Ciclo Vivo

sábado, 3 de novembro de 2018

Falta de licença cancela o primeiro prédio assinado por Zaha Hadid no Brasil e na América do Sul




O Brasil poderia ter sido o primeiro país da América do Sul a ter um edifício assinado pela top designer iraquiana Zaha Hadid (1950-2016), mas os entraves burocráticos impediram a construção do Residencial Casa Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro. A causa está no atraso da prefeitura do Rio de Janeiro em liberar o alvará, segundo informou Omar Peres, o empresário que encomendou o projeto à arquiteta e é conhecido pelos empreendimentos na rede hoteleira carioca.

Após este impasse, os investidores desistiram da obra, que seria no terreno da Casa de Pedra, famosa residência por ser a última da Avenida Atlântiva. Na verdade, o atraso já era um fato nesta "novela", pois o condomínio residencial de luxo havia sido projetado em 2013 e a ideia era que ele fosse lançado antes dos Jogos Olimpicos.

De hotel de luxo, o projeto passou a ser um empreendimento residendial com 30 apartamentos. Previsto para ter sua execução iniciada me janeiro deste ano,  agora, após a "fuga" dos investidores, tudo se resume a um leilão do terreno onde seria construído o único edifício da premiada e renomada arquiteta Zaha Hadid.

Via Casa Vogue

domingo, 28 de outubro de 2018

Photoshop da vida real?

Você já desejou poder usar o Photoshop na vida real? Excluir algo que está bloqueando sua vista ou talvez multiplicar a quantidade de um doce que acabou de comprar? Infelizmente ainda não existe essa possibilidade, porém, um coletivo de artistas russos chegou bem perto disso.

Em um projeto chamado CTRL + X (atalho do Photoshop para excluir), eles criaram uma ilusão de ótica pintando um padrão xadrez em um carro e uma lixeira usando tinta cinza e branca. Quando visto de um certo ângulo, o padrão é exatamente igual ao que você obtém ao excluir algo no photoshop. Esta instalação foi parte de um festival anual de arte urbana russo chamado Stenograffia.

Ela não ficará lá por muito tempo, já que depois, com permissão do proprietário, levarão para a reciclagem, o que deveria acontecer no fim da vida de todos estes objetos.

Autores do projeto – the team “Stenographia:
Andrey Kolokolov,
Taisia ​​Spirina
Alexander Double-Sv
Max Parfyonov
Dmitry Chabanov
Konstantin Rakhmanov
Anna Klec

Mais detalhes, Confira!




Via zupi



sábado, 27 de outubro de 2018

30 Projetos arquitetônicos representados através de GIFs




Para explicar seus projetos e decisões de desenho de forma clara e coerente, arquitetos devem empregar ferramentas criativas e dinâmicas de representação, além das palavras e técnicas tradicionais já usadas. Isso faz parte do trabalho. A qualidade dos desenhos - sejam simples ou complexos - é fundamental para recepção das ideias. A mídia digital permitiu novas formas de representação, incluindo animações e a adição de uma nova dimensão em uma única imagem: os processos de projeto.

Gifs animados podem oferecer a mesma quantidade de informação técnica presente em um corte, mostrar a distribuição do programa tão claramente quanto um diagrama, e apresentar as diretrizes projetuais da mesma forma que um masterplan, além disso, podem representar o progresso e a cronologia do projeto.

Os 30 projetos reunidos a seguir usam gifs animados como uma ferramenta para representar o processo de projeto, detalhes construtivos, uso de camadas e sequências espaciais internas. Vale o Clique!



Via ArchDaily

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Casa com estilo mediterrâneo ganha área de lazer de 240 m²

Insatisfeitos com a antiga edícula, os proprietários desta casa no Morumbi, bairro paulista, buscaram o escritório Conrado Ceravolo Arquitetos para renovar a área de lazer da família. O que antes era um espaço fechado, escuro e com problemas de mofo, deu lugar para um grande ambiente integrado, perfeito para receber os amigos e descontrair entre família.

A primeira saída encontrada pelos arquitetos foi mudar a estrutura do espaço, sem interferir na atmosfera mediterrânea que a casa toda possui. “Projetamos um pórtico horizontal branco suspenso, contornando as esquadrias da casa”, revelam os arquitetos João Conrado e Gabriel Ceravolo. A espécie de moldura externa ainda serve para apoiar a floreira externa do segundo pavimento.

Ao todo, o novo anexo possui 240 m² e contempla piscina, ofurô com cobertura de pergolado de madeira e vidro, e sauna no térreo; academia, brinquedoteca e uma pequena quadra, no andar de cima. Entre os espaços para as crianças de divertirem possui um porta de correr que pode ser aberta para proporcionar amplitude nas brincadeiras. Mais detalhes, Vale o Clique!

Via Casa Vogue

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Fotógrafo usa drones para registrar o ritmo frenético de Hong Kong

Hong Kong é uma das cidades mais populosas do mundo. Não é à toa que a vida na cidade seja frenética, atribulada, quase caótica - e foi isso que o fotógrafoAndy Yeung decidiu retratar ao fotografar a cidade de cima para sua série Urban Jungle. Usando drones, Yeung passou dois meses fotografando diversos ângulos dos distritos de Sheung Wan, Wan Chai e Sham Shui Po. Um dos pontos mais curiosos, diz o BoredPanda, é que Hong Kong é a cidade com maior número de arranha-céus no mundo. Para conhecer algumas fotos do ensaio de Yeung e seu trabalho, Vale o Clique!

Via Revista Galileu

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Hotel de apenas 2,4 metros de largura é o menor da Antuérpia

Construções geminadas são muito comuns na Europa, mas os arquitetos do escritório DMVA jamais imaginariam que uma fachada de 2,4 metros de largura poderia ser transformada no menor hotel da Antuérpia. A construção do século 17 foi totalmente reformada para servir como um hotel de luxo, com quarto duplo e áreas sociais interligadas pelas escadas e estruturas de vidro.

Ao todo, são três andares para quarto, cozinha, banheiro com hidromassagem, estar e até um terraço. Nos fundos, foi construído um anexo para resguardar a área de serviços e deixar a estrutura original da casa apenas para a acomodação de hóspedes que queiram aproveitar o melhor do eixo cultural do bairro, próximo ao Grote Markt e ao Museu MAS, projetado pelo Neutelings Riedijk Architects.

Todas as partes originais do edifício, como as vigas e as paredes, são pintadas de branco, enquanto as novas adições, incluindo a porta da frente, as escadas e o terraço, são feitas de madeira com um acabamento exposto para deixar o contraste claro. Segundo os arquitetos, essa abordagem reflete os princípios da prática da honestidade material e também auxilia nos futuros acréscimos, caso necessário.

"A aventura está se tornando uma palavra-chave na indústria do turismo global", disse Verschueren ao Dezeen. "O conceito do One Room Hotel é baseado nisso. Acreditamos que o mercado para esse tipo de iniciativa crescerá nos próximos anos."

Via Casa Vogue


terça-feira, 23 de outubro de 2018

Climate Tile: uma calçada que coleta água da chuva

Climate Tile é um projeto-piloto para capturar e redirecionar 30% da água pluvial extra esperada por conta das mudanças climáticas. Criado pela THIRD NATURE com a IBF e a ACO Nordic, o projeto será inaugurado em um trecho de 50 metros de calçamento em Nørrebro, em Copenhague. A primeira calçada foi criada como um projeto climático inovador que utiliza o Climate Tile para conformar uma paisagem urbana bonita e adaptável. Destinado a cidades densamente povoadas, o piso manuseia a água através de um sistema técnico que trata a água como um recurso valioso.

Em primeiro lugar, o Climate Tile é um sistema de adaptação para as cidades do futuro. O trecho piloto em Copenhague é o início de um processo de desenvolvimento plurianual com a Cidade de Copenhague, Realdania, o Fundo de Desenvolvimento de Mercado e outros colaboradores. O Climate Tile reintroduz o circuito de água natural nas cidades existentes através de um processo simples que gerencia a água da chuva do telhado e calçadas e garante que a água corra para o lugar adequado como plantas ou reservatórios de água. Ele pode capturar e redirecionar 30% da água extra projetada devido à mudança climática e, assim, evitar sobrecargas da infraestrutura de drenagem existente.

"Estamos felizes em poder agora demonstrar um sistema de adaptação climática escalável. Além de trabalhar 1% do tempo quando temos incidentes de chuva acelerados pelo clima, a solução cria, além disso, valor para a cidade nos 99% restantes. Acreditamos que nossas ruas são a corrente sanguínea da sociedade onde as pessoas se encontram e que a calçada é uma parte subestimada de nossa infraestrutura que possui grande potencial para comunidades futuras em nossas cidades sempre em crescimento”, diz Flemming Rafn Thomsen, sócio da THIRD NATURE.

Como a equipe afirma, o Climate Tile desenvolve e une funções tradicionalmente separadas. Com o desenvolvimento do The Climate Tile, as futuras calçadas coletarão e manejarão a água, contribuindo para o crescimento de uma natureza urbana e um microclima melhorado. Assim, o calçamento gera valor agregado para os cidadãos e eleva o nível de qualidade de vida e a saúde geral dentro da cidade. O projeto é visto como uma solução inclusiva que funciona em conjunto com estradas, ciclovias, sinalização, mobiliário urbano, praças urbanas e natureza urbana.

Ninna Hedeager, prefeita de Assuntos Técnicos e Ambientais, inaugurará oficialmente a calçada no dia 27 de setembro às 17h em frente ao café em Heimdalsgade22, em Nørrebro, Copenhague.

Via ArchDaily


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Painel cimentício 3D pode ser solução para proteger casas contra desastres naturais

A fabricante de materiais Re-Structure Group começou a usar um novo painel sanduíche cimentício nos Estados Unidos para ajudar a proteger as casas durante desastres naturais. De acordo com a CNBC, o material já vem sendo usado em outras partes do mundo, mas agora está sendo testado nos Estados Unidos. Projetados para produção em massa, os painéis são à prova de fogo, resistentes a abalos sísmicos - incluindo qualquer terremoto registrado na história da humanidade - e são resistentes a furacões. O material é fabricado como um sistema de construção sustentável e resiliente que visa reformular o mercado imobiliário norte-americano.

Re-Structure Group está fabricando o painel estrutural 3D com espuma retardadora de fogo entre duas faces de malha em arame. Estas duas faces são conectadas com fios de reforço que passam pela espuma e o painel é envolvido em concreto. Ken Calligar, CEO da RSG 3-D, disse: "Os estudiosos afirmarão que 77% das casas construídas nos Estados Unidos estão sob risco extremo de algum tipo de desastre natural. Na Costa Leste existem furacões, no Centro-Oeste tornados, as montanhas rochosas e o Oeste convivem com incêndios e eventos sísmicos. Nosso sistema é resistente a tudo isso."

Como o relatório menciona, o ano passado foi o mais custoso em desastres climáticos nos EUA, com mais de US $ 300 bilhões gastos em indenizações, de acordo com a NOAA. Embora o material não seja novo fora dos Estados Unidos, a fabricação em larga escala tem sido uma questão de longa data. Recentemente, uma empresa na Áustria chamada EVG criou máquinas para montar os painéis, reduzindo os custos de fabricação. O RSG 3-D está trazendo o material para os Estados Unidos como uma forma de demonstrar seu potencial para produção em massa no contexto de códigos de construção e custos de mão de obra qualificada.

Via ArchDaily

domingo, 21 de outubro de 2018

Artista recria Mona Lisa, de Da Vinci, usando um soprador de folhas



Usando apenas um soprador de folhas, o artista Nathan Wyburn está recriando obras de arte do jeito mais inusitado possível. Em um jardim em Richmon, no sul de Londres, ele soprou as folhas até que elas criassem o contorno de uma mulher vista de cima. A figura lembra a Mona Lisa, pintada por Leonardo da Vinci em 1503.

Ele iniciou seu processo juntamente com o outono, que já dá as caras na Europa, para lembrar que as pessoas devem deixar seu jardim limpo nessa época do ano — mas também se divertir enquanto fazem isso. Vale o Clique!

Via Casa Vogue

sábado, 20 de outubro de 2018

Primeiro hotel "subterrâneo" do mundo está quase 100% pronto em Xangai

Estamos entrando em uma era em que proprietários e arquitetos de hotéis do mundo inteiro estão entendendo a importância de melhorar a experiência do hóspede de maneiras dinâmicas e emocionantes, com ofertas que incluem desde hotel 5 estrelas em uma estação espacial a opções mais sustentáveis, como o hotel futurista movido por energia das marés.

Junto com esta linha de pensamento, o Intercontinental Shanghai Wonderland  foi concebido. Projetado e executado em um estilo verdadeiramente dramático, o hotel de 5 estrelas é quase completamente subterrâneo.

Para atingir este objetivo, a equipe responsável pelo hotel criou um plano que o colocou dentro de uma antiga pedreira de 90 metros de profundidade, que fica na parte da Cordilheira Sheshan, no centro da China.

O grupo britânico de engenharia, design e gerenciamento de projetos por trás do projeto, a  Atkins Global , tem dado os últimos retoques no projeto. O hotel está no alvo para abrir no próximo mês.

Via Engenharia É

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Em Curitiba, preservar araucárias rende incentivos a construtores de imóveis

A preservação de araucárias em Curitiba renderá incentivos construtivos aos proprietários de imóveis que abriguem árvores da espécie. O decreto nº 1035, que possibilita flexibilizar parâmetros construtivos em terrenos com a árvore símbolo do Paraná, foi assinado no dia 4/10/2018 pelo prefeito Rafael Greca.

A assinatura ocorreu no Solar 907, pequeno edifício residencial construído recentemente na rua Desembargador Motta, cujo projeto arquitetônico se moldou na conservação de uma araucária. “Este prédio é um exemplo de solução arquitetônica amigável e de respeito às araucárias, que chegaram aqui muito antes de nós. Daqui tirei a inspiração para criar esse decreto que beneficia, com incentivos construtivos, proprietários e construtores a conservarem nos terrenos nossas lindas araucárias”, disse Greca.

Pelo novo decreto, caberá ao Conselho Municipal do Urbanismo avaliar processos urbanísticos em terrenos que tiverem uma araucária ou mais para oferecer condições especiais de construção mediante a preservação da árvore. Os benefícios podem ser na ampliação da taxa de ocupação do terreno, no aumento de número de pavimentos, na quantidade de estacionamentos, entre outros.

Segundo o secretário municipal do Urbanismo, Júlio Mazza, os benefícios dependerão de cada caso. “As condições oferecidas vão variar de acordo com cada processo, dependendo do tamanho, localização do terreno, entre outros fatores”, disse Mazza.

Antes da avaliação no CMU, os processos dessa natureza passarão pela análise da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e também pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). Atualmente as regras para remoção de araucárias em Curitiba estão sujeitas a análise criteriosa da Secretaria do Meio Ambiente.

Na legislação de Curitiba também existe benefícios construtivos para quem preserva maciços florestais, como bosques. “Com esse decreto ampliamos a possibilidade de benefícios também para casos de terrenos com árvores (araucárias) isoladas”, explicou o presidente do Ippuc, Luiz Fernando Jamur.

A secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias, participou da assinatura do decreto.

Memória preservada
O edifício Solar pertence às irmãs Carmem e Cyntia Costa e foi construído no mesmo terreno de 273,6 metros quadrados onde elas moraram com os pais, Lúcia e João Costa.

Na antiga casa que ali existia, as irmãs cresceram com a araucária plantada há mais de 40 anos por um tio. “Todo ano minha mãe colhia pinhões e distribuía para os vizinhos. Essa é uma lembrança muito forte”, contou Carmem.

A construção mudou, mas a araucária continuou para produzir mais frutos e memórias afetivas. No novo prédio mora também a filha, o genro e a pequena Clara, neta Carmem.

Para a obra, a família contratou o escritório de arquitetura Doria e Lopes Fiuzza, que desenvolveu o projeto de maneira a preservar a araucária. “O terreno é pequeno e a primeira ideia foi realmente retirar a árvore, mas conseguimos adequar o projeto e mantê-la de forma a valorizar a construção”, disse Maicon Leitoles, um dos arquitetos responsáveis pelo projeto.

Via Ciclo Vivo

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Novo arranha-céu de Foster + Partners começa a ser construído em Xangai

Acaba de ser iniciada a obra do novo arranha-céu projetado pelo escritório Foster + Partners em Xangai. Conhecida como Suhewan Skyscraper, a torre de 200 metros de altura faz parte de um grande e ambicioso projeto de requalificação da cidade. A nova estrutura de 42 pavimentos está sendo construída para abrigar a sede da incorporadora China Resources Land. A Suhewan será a primeira torre de escritórios a ser construída em um distrito residencial da cidade como parte de um plano urbanístico que pretende transformar Xangai em um importante centro financeiro e tecnológico até o ano de 2020. Como um novo marco urbano do complexo urbano Suhewan East, o arranha-céu proporcionará amplas vistas para os bairros de Pudong, Bund e para o rio Huangpu.

Projetado como um complemento para o parque junto ao qual está inserido, o arranha-céu está com a sua construção à todo vapor. Contando com uma série de elevadores panorâmicos, a torre estará conectada ao novo complexo comercial e subterrâneo de Suhewan Park, introduzindo uma maior diversidade de usos e funções em uma área planejada inicialmente para ser predominantemente de uso residencial. O Suhewan Skyscraper espera atrair novos negócios para a área. Gerard Evenden, chefe do projeto da Foster + Partners, disse que: “O empreendimento China Resources Land Suhewan ocupará uma posição central em Xangai, ajudando a transformar o distrito em um novo centro de negócios. Em consonância com os projetos à longo prazo, tanto para o distrito de Suhewan quanto para a cidade de Xangai, nosso principal objetivo é criar um marco referencial, inspirado na rica história da cidade e seu legado industrial.”

Sua estrutura aparente de aço e vidro foi concebida de tal forma à criar um contraste entre seus principais elementos construtivos. O edifício foi claramente dividido em duas alas deslocadas entre si para permitir uma melhor iluminação natural de ambos volumes. No interior, suas plantas flexíveis permitem uma grande variedade de organizações e layouts, proporcionando uma maior diversidade de salas e espaços. Como Evenden declarou, "projetamos este edifício para adaptar-se a natureza em constante transformação do mundo dos negócios. As plantas foram concebidas para facilitar a colaboração e a comunicação entre as pessoas, com ênfase especial na iluminação natural, indo ao encontro da atual tendência, quando as instituições estão cada vez mais preocupadas em buscam espaços mais saudáveis e abertos para seus empregados e colaboradores".

Via ArchDaily

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Uber terá serviço de patinetes elétricos compartilhados no Brasil

Se o compartilhamento é o desejo da vez, as empresas não vão perder a chance de investir em projetos que contemplem esse ideal. A Uber é uma delas. Em Santa Monica, na Califórnia (EUA), a companhia de transporte acaba de lançar seu programa de compartilhamento de patinetes elétricos e promete trazer o serviço para o Brasil em 2019.

A informação foi confirmada ao TechTudo pela diretora de parcerias da Uber para o Brasil, Tiana Jankovic. Segundo ela, não há uma data específica, mas o planejamento está acontecendo e é possível que esteja disponível ainda no início do próximo ano.

Enquanto isso, a empresa estuda a possibilidade de atuar em colaboração com outras companhias. Nos Estados Unidos, por exemplo, o serviço de patinete é oferecido em parceria com a Lime, especializada no modal, que deveria ser uma das principais concorrentes.

Um fato interessante em Santa Monica é que para operar na cidade (tanto a Uber quanto qualquer outra companhia de compartilhamento de patinetes) é preciso que a empresa se comprometa a educar os passageiros sobre a maneira correta de estacioná-las. Firmar este pacto pode ser interessante para todas as cidades que desejam avançar neste setor, afinal o direito do modal não pode sobrepor o direito da calçada livre, principalmente, em termos de acessibilidade.

A Uber defende o patinete com bateria recarregável como uma maneira acessível e ecológica de realizar trajetos mais curtos, como do trem até em casa ou de casa até o mercado.  “Queremos ser a Amazon do transporte. E esperamos que, daqui a 10 anos, ninguém na plateia tenha um carro”, afirmou o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, durante um evento sobre tecnologia disruptiva. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Microgeração de energia solar cria renda para vilarejo em Bangladesh

Em 2014, um programa governamental concedeu painéis solares a comunidades em Bangladesh. Um dos beneficiados foi o vilarejo de Shikarpur, onde os moradores começaram a gerar mais energia do que poderiam usar. Foi nesse contexto que a startup Solshare identificou a oportunidade de negócio para implantar o sistema off-grid de energia solar.

Este sistema não é conectado à rede elétrica, o que significa que cada morador pode gerar e armazenar sua própria energia por meio de baterias. Para rentabilizar o processo, a Solshare também incluiu o sistema peer-to-peer e os vizinhos começaram a vender eletricidade extra uns aos outros -, algo que eles, segundo a companhia, já faziam informalmente.

Com a tecnologia, medidores de energia e controladores de carga solar são instalados nas residências de pessoas que querem vender ou comprar energia. Há também um software que redireciona a energia para onde for necessário e rastreia o uso, de forma que os vizinhos podem pagar um ao outro por meio de um aplicativo de pagamento móvel.

Custo e investimentos
Sobre o valor a ser investido na instalação do sistema, a empresa afirma que as famílias podem fazer micropagamentos a uma taxa semelhante à que teriam gasto para comprar querosene. O gasto também pode ser compensado ao passo que elas se tornam “empreendedoras solares” que vendem o excesso de energia.

Com uma empresa social do vilarejo, chamada Grameen Shakti, a Solshare planeja criar 100 pequenas redes nos próximos 18 meses. Mas os planos gerais são mais ambiciosos. Por meio de parcerias, a startup já teve acesso a mais de três milhões de sistemas solares instalados nas áreas remotas de Bangladesh. O próximo objetivo é ampliar sua presença para o restante da Ásia.

Recentemente, a Solshare anunciou uma rodada de investimento de mais de um milhão de dólares, liderada pela New Ventures LLC, sediada no Vale do Silício. Além disso, foi aceita no programa Pioneiros Técnicos do Fórum Econômico Mundial, uma lista anual das empresas mais inovadoras do mundo cujas tecnologias estão mudando no mundo.

“Acreditamos firmemente que o novo mundo da energia é alimentado pelos 5 D’s: Descentralização, Descarbonização, Digitalização, Democratização e Ruptura. O objetivo é criar mercados energéticos locais eficientes e dinâmicos que capacitem as famílias e incentivem o empreendedorismo solar, começando em Bangladesh, seguido pela Índia antes do final deste ano e, eventualmente, em escala global”, afirma Sebastian Groh, diretor administrativo e fundador da Solshare.

Mais detalhes, Vale o Clique!

Via Ciclo Vivo

domingo, 14 de outubro de 2018

Onde baixar e imprimir modelos de grids para seus projetos

Rabiscar é, sem dúvida alguma, a melhor parte do desenvolvimento, seja de logotipos, UI design ou ilustrações. E além de muito importante é algo prazeroso de se fazer.

E a vontade de rabiscar vem, quase sempre, em lugares inusitados, como na fila do pão, na farmácia, no trânsito (cuidado com essa). Por isso é bom sempre andar com um caderninho de bolso, assim não tem perigo de deixar pra depois e acabar esquecendo daquele insight, né?

Existem vários modelos desses caderninhos por aí, alguns bem conhecidos e desejados são os Moleskines, que podem vir com pauta, com grids quadriculares, triangulares ou pontilhados e os clássicos sem pauta, popular folha branca.

Mas hoje eu trouxe duas ferramentas online, onde você pode montar e personalizar seu grid, baixar, imprimir e montar seu próprio caderninho.

No Gridzzly (http://gridzzly.com/) você pode personalizar o grid com pontilhados (quadrados e triangulares), com formas geométricas sólidas, como quadrados, triângulos e hexágonos, e linhas (emulando os tradicionais cadernos), além de escolher a espessura e a cor dos grids. Eu recomendo a padrão de 5mm mesmo. Depois é só salvar em pdf ou imprimir direto.

O Sneakpeekit (http://sneakpeekit.com/) também tem o formato quadricular pontilhado, porém, ele é focado em Ui Design e traz templates para browsers, tablets e mobile. A grande jogada do site é trazer templates longos, principalmente para a versão mobile. O que traz uma certa liberdade e economia de folhas para “responsivar” seus sketchs originais.

Via Designerd

sábado, 13 de outubro de 2018

Incríveis redesigns de logotipos famosos com lettering

Um redesign sempre é alvo de comentários e discussões. Afinal, toda mudança é impactante.

O artista especializado em lettering Luis Lili (https://www.instagram.com/luislili/) criou diversos redesigns de logotipos famosos que abusam do lettering em sua composição.

Logos de grandes empresas como Google, McDonald’s e Spotify ganharam versões  em lettering simplesmente geniais.

Nem nossos queridos Illustrator e Photoshop escaparam dessa! Vale o Clique!



Via Designerd

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Centros culturais: 50 exemplos em planta e corte

Quantas vezes nos deparamos com o desafio de projetar um centro cultural? Embora isso possa parecer uma façanha para a maioria, muitos arquitetos já se viram diante da tarefa de projetar um programa que combina centro comunitário e cultura.

Entre os projetos publicados em nosso site, encontramos exemplos que abordam a questão a partir de diferentes abordagens, de configurações flexíveis a propostas que priorizam a centralidade, gerando espaços de encontro e atividades. Veja, a seguir, 50 exemplos de centros culturais acompanhados de suas plantas e cortes. Vale o Clique!

Via ArchDaily

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Brasil poderá ter sítio misto reconhecido pela Unesco

As belezas naturais e culturais da Serra da Bocaina de Paraty (RJ) e Angra dos Reis (RJ) concorrem a ser consagradas como Patrimônio Mundial. A candidatura do primeiro sítio misto brasileiro ao título foi oficializada e, na semana passada, a região recebeu visita oficial da Unesco, por meio de representantes do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

A candidatura Paraty: Cultura e Biodiversidade envolve as áreas protegidas da cidade de Paraty e seu centro histórico, as preciosas unidades de conservação de Angra dos Reis e toda a Serra da Bocaina, localizada neste dois municípios fluminenses e em quatro outros municípios do Estado de São Paulo: Cunha, São José do Barreiro, Areias e Ubatuba. (veja conjunto de unidades de conservação lista abaixo). Além dos recursos naturais, a proposta enaltece as comunidades quilombolas, indígenas e caiçaras que vivem na região. “O sítio inclui o modo de vida destas comunidades e sua forma de se relacionar com a biodiversidade”, afirma o diretor de Áreas Protegida do Ministério do Meio Ambiente (MMA), João Paulo Sotero.

O resultado da candidatura será anunciado em meados do próximo ano, na reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, que ocorrerá entre 30 de junho e 10 de julho de 2019, em Baku, no Azerbaijão. Caso aprovado, o sítio misto será reconhecido como patrimônio mundial cultural e natural. O título considera, assim, tanto a biodiversidade quanto a cultura viva local, que se traduz em aspectos como o modo de vida, o artesanato e a língua dos povos tradicionais da região.

O reconhecimento contribuirá para a proteção e a valorização da região. “Trata-se de uma região com enorme variedade de ambientes e fisionomias vegetais. Isso proporciona à região uma biodiversidade impar”, explica Sotero. Pelo caráter misto, a candidatura envolve o MMA e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) em conjunto com o Ministério da Cultura, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural – Inepac, além das prefeituras.

Visita
As equipes dos órgãos assessores da Unesco percorreram locais como a Serra da Bocaina e um trecho do Caminho do Ouro, onde há vestígios preservados remanescentes das antigas rotas usadas em expedições para o interior do país. No centro histórico de Paraty, visitaram locais como o Museu de Arte Sacra e a Casa de Cultura. Puderam perceber os registros da presença do homem na região, em períodos ainda mais antigos, como na visita à Oficina Lítica localizada na Praia de Dois Rios, na Ilha Grande. O grupo assistiu, ainda, a manifestações culturais como a apresentação do coral da Aldeia Itaxi (Guarani-Mbya) na Terra Indígena Paraty-Mirim e do jongo no Quilombo do Campinho. Puderam também conhecer a Canoa Caiçara e seu modo de produção.

Nas Unidades de Conservação, vivenciaram a grande diversidade biológica que habita toda a área do Sitio e que se estende do fundo do mar a mais de 2 mil metros de altitude. Por meio de sobrevoos, visitas, trilhas pela Mata Atlântica e atividades de observação de pássaros, foi exposta toda a riqueza que faz da região uma área única no mundo.

Os avaliadores também puderam provar pratos típicos da culinária caiçara e quilombola feitos com ingredientes locais e da biodiversidade, constatando a alta gastronomia que se pratica em Paraty, reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa para a Gastronomia. A intensa semana de trabalho envolveu também várias reuniões com o conjunto amplo de parceiros, entre governos e sociedade civil e só foi possível pelo compromisso e engajamento de todas as instituições.

Confira as UCs que compõem a área ampla do sítio misto. Vale o Clique!

Via Ciclo Vivo

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Obra não concluída de Oscar Niemeyer no Líbano pode se tornar patrimônio mundial da humanidade

A inacabada Feira de Trípoli, projetada por Oscar Niemeyer para a capital do Líbano, pode se tornar patrimônio mundial da humanidade da Unesco. Concebida nos anos 1960 a pedido do então presidente Fouad Chéhab, a feira tinha como objetivo simbólico forjar uma imagem de modernidade para o país.

O objetivo, no entanto, nunca foi alcançado. As obras, iniciadas no começo daquela década, tinham conclusão prevista para 1966, ou, no pior caso, 1967, mas uma sucessão de contratempos fez com que o projeto nunca fosse terminado. Problemas técnicos, orçamentos incoerentes, atrasos nas obras e corrupções no setor da construção somaram-se à eclosão da guerra do Líbano, em 1975, resultando no sepultamento do projeto - que naquele momento estava quase finalizado.

O desenho facilmente reconhecível da estrutura de concreto torna fácil deduzir a autoria do projeto. O jardim onde a feira se localiza é obra de outro mestre do modernismo brasileiro - o paisagista Roberto Burle Marx. Sobre o jardim de 10 mil hectares, outro edifícios compõem o complexo de Trípoli: um teatro ao ar livre, uma sala de concertos, um heliporto e alojamentos.

Nos anos de guerra, o projeto que deveria simbolizar avanço cultural e social serviu de base para as forças militares. Com o final da guerra e a retirada do exército, o complexo se tornou um grande espaço residual - abandonado à ameaça da depredação e ocupações ilegais.

A Feira foi incluída na lista dos cem monumentos mais ameaçados do mundo pela fundação World Monument Fund (WMF), e voltou à discussão com a recente abertura da exposição “Ciclos do Progresso em Colapso”, co-organizada pelo Museu de Arte de Beirute e da Studiocur/art, com patrocínio do ministério libanês da Cultura, da Unesco e da fundação Mikati, de Trípoli.

Via ArchDaily

domingo, 7 de outubro de 2018

Favelas: devemos continuar chamando-as assim?

Pesquisa preveem que a demanda por abrigo em ambientes urbanos continuará crescendo, talvez indefinidamente, e que até o ano de 2050, mais de dois terços da população mundial viverá nas cidades. Com isso em mente, não seria este o momento de reavaliar a maneira como falamos sobre diferentes formas de urbanização?

As conotações negativas da palavra "favela" são evidentes. Mas além do tom prescindível, o termo também é inadequado.

Ao usar termos genéricos para questões reais que resultam em assentamentos informais, perdemos a oportunidade de destacar problemas específicos de cada cidade, população e mesmo as particularidades da legislação que causam ou evitam mudanças.

O ArchDaily já empregou o termo da maneira que aqui, agora, questiona. Não seria o momento de reconsiderar o modo como falamos de assentamentos informais? Muitos profissionais já voltaram sua atenção e esforços para as "favelas" com as melhores intenções, aprofundando-se em pesquisas e projetos inspiradores. Mas tais resultados podem mesmo oferecer uma solução quando eles próprios são originados a partir de um termo impreciso e marginalizador?

Via ArchDaily

sábado, 6 de outubro de 2018

Turbina eólica “de montar” é lançada pela Lego

A Lego, famosa por suas peças plásticas montáveis, se uniu à dinamarquesa Vestas para criar um kit de energia eólica. Este é o primeiro conjunto disponível para compra da linha Plants from Plants composta por materiais de plástico verde.

O modelo possui 826 peças, mede 100cm de altura, 72 cm de largura e 31cm de profundidade e possui pás de vento ajustáveis – para se ter uma ideia, a maior turbina eólica do mundo mede 140 metros. Além disso, ela possui um pequeno motor elétrico que faz as pás girarem e ilumina a casinha de brinquedo acoplada no kit.

Feito de plástico à base de vegetais proveniente da cana-de-açúcar, o kit conterá as primeiras peças que não possuem petróleo a ser comercializada pela marca. Logo, a expectativa é grande.

Lego e o fim do plástico convencional
Este posicionamento da empresa reflete a mudança que a indústria do plástico já está e terá ainda mais que enfrentar nos próximos anos. No caso do Lego, a meta é usar  materiais ecológicos ​​em todos os produtos até 2030 e embalagens até 2025. As peças em produção agora não são biodegradáveis, mas podem ser reciclados para a criação de novas peças, mantendo o ciclo.

Com o lançamento da turbina montável, a ideia, segundo a companhia, é celebrar o jogo, a criatividade e a imaginação. Ao mesmo tempo em que também sensibiliza para a sustentabilidade e a energia renovável. O kit estará disponível para venda a partir da Black Friday deste ano: em 23 de novembro de 2018.

Via Ciclo Vivo