sábado, 17 de agosto de 2019

Itália proíbe grandes cruzeiros de entrarem em Veneza

A partir de setembro, todos os navios com mais de mil toneladas serão proibidos de entrar na lagoa de Veneza. O governo italiano tomou a decisão após protestos em decorrência de acidentes - o mais recente deles ocorrido em junho de 2019, quando 5 pessoas ficaram feridas após a colisão entre um navio de cruzeiro, o cais e um pequeno barco turístico.

Esta não é a primeira vez que a questão é levantada. Em 2013, a proibição para este tipo de embarcação foi revista pela legislação, e em 2017 foram feitos anúncios sobre desviar as rotas do centro histórico, mas não surtiram nenhum efeito legal.

Com essas decisões, o governo também busca reduzir os problemas de erosão nas edifiações e poluição nos canais. Com efeito, alguns especialistas afirmam que os navios de cruzeiro são um risco para a lagoa, criam ondas que corroem as fundações da cidade e trazem muito mais turistas do que a cidade consegue suportar. Os planos visam redirecionar um terço do total de embarcações até o final de 2020.

Via ArchDaily

sábado, 10 de agosto de 2019

2º Seminário De Planejamento, Paisagem Urbana e Sustentabilidade - II SEPPAS (2019)

O 2º Seminário de Planejamento, Paisagem Urbana e Sustentabilidade (2º SEPPAS) será promovido pela Fundação RTVE (TV UFG) por intermédio do Programa de Pós-Graduação Projeto e Cidade (PPG-PC) da Faculdade de Artes Visuais da UFG (FAV-UFG) com patrocínio do CAU/GO. O evento acontecerá entre os dias 04 e 06 de novembro de 2019 e será realizado no Auditório Marieta Telles Machado, localizado na Biblioteca Central do Campus II (Campus Samambaia) da UFG em Goiânia-GO.

O evento, de abrangência nacional, tem caráter técnico-científico e seu público-alvo são estudantes, professores, profissionais e técnicos de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia, Planejamento Urbano, Paisagem Urbana e Sustentabilidade e áreas afins.

Nesse sentido, o 2º SEPPAS está vinculado à temática de estudos e análises do PPG Projeto e Cidade, sendo a primeira edição que inclui o Planejamento Urbano como escopo da produção científica, e contribui-se  de forma inédita para o crescimento das discussões já realizadas na instituição, visando principalmente:

fomentar o conhecimento científico a respeito do Planejamento Urbano, Paisagem Urbana e Sustentabilidade;

fortalecer a divulgação científica das temáticas propostas no Brasil, com destaque para o eixo Goiânia-Anápolis-Brasília;

possibilitar palestras, mesas redondas e debates com objetivo de enriquecimento da análise crítica;

compreender as formas de expressão e análise através de atividades temáticas; e

debater a temática por meio de visita técnica

O intuito do evento é fomentar, divulgar e analisar a multiplicidade das produções científicas sobre as linhas temáticas propostas, submetendo artigos científicos de diferentes áreas do conhecimento correlacionadas na temática do 2º SEPPAS.

O prazo para submissão de trabalhos vai de 10 de junho a 10 de agosto de 2019. Encerrado o período dos envios dos artigos, os membros da Comissão de Seleção terão até o dia 15 de agosto de 2019 para concluir a análise e emitir um parecer aprovando total ou parcialmente os trabalhos, ou recusando-os. Aos autores dos trabalhos avaliados e selecionados pela Comissão de Seleção deverão entregar o trabalho final no prazo entre 16 de agosto a 21 de outubro de 2019.

Paralelamente, as palestras e debates sobre as temáticas servirão para difundir conhecimento teórico-científico para membros da graduação e pós-graduação strictu e lato sensu inscritos no evento.

O Seminário é uma realização do Programa de Pós Graduação Projeto e Cidade da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (FAV-UFG), promovido pela Fundação RTVE (TV UFG) com patrocínio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Goiás (CAU/GO). Mais detalhes, Vale o Clique! (https://seppas2019.wixsite.com/seppas2019/regulamento?utm_medium=website&utm_source=archdaily.com.br)

Via ArchDaily

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Prefeitura de Londres rejeita a Tulip Tower de Foster + Partners

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, aconselhou o a equipe de planejamento municipal a rejeitar a Tulip Tower, projetada pela Foster + Partners. Segundo a BBC, o prefeito destacou uma série de preocupações levantadas em um relatório do London Review Panel e aconselhou os planejadores da City of London Corporation (CLC) a rejeitar o pedido de permissão para construir.

O relatório do London Review Panel destacou vários problemas no projeto, dizendo que o edifício “não representa uma arquitetura de classe mundial, falta qualidade e quantidade de espaço aberto público, e sua sustentabilidade social e ambiental não correspondem à ambição de sua altura e impacto no horizonte de Londres."

Por meio de um porta-voz, o prefeito expressou "uma série de preocupações sérias com o pedido e, depois de estudá-lo em detalhes, recusou a permissão para o projeto que, segundo ele, resultaria em benefícios públicos muitos limitados".

Em resposta, a Foster + Partners e a incorporadora J Safra disseram estar "desapontados com a decisão do prefeito de Londres de recusar diretamente a permissão" e que "tomariam um tempo para considerar possíveis próximos passos para o Projeto Tulip".

O projeto de 305 metros de altura em forma de botão de tulipa pretendia se tornar uma “nova atração cultural pública” ao lado do The Gherkin: uma das estruturas mais icônicas de Foster e Londres. Como parte do projeto, o edifício ofereceria um programa educacional administrado pelo J. Safra Group.

Com 300 metros de altura, as galerias oferecem aos visitantes uma experiência envolvente com passarelas suspensas, escorregadores de vidro e passeios de gôndola na fachada do edifício, enquanto um bar e restaurante na cobertura oferecem vistas de 360 graus para a cidade.

Em abril deste ano, o projeto deu um grande passo em direção à realização, quando um relatório do diretor de planejamento da CLC disse que o esquema daria a Londres “um novo edifício icônico” com uma forma “ousada e marcante”.

Via ArchDaily

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Cervejaria em Ribeirão Preto reduz 15°C com técnica vernacular

A Cervejaria Colorado inaugurou, em sua cidade natal, Ribeirão Preto (SP), a Toca do Urso – um espaço que simula uma caverna para receber visitantes. Com projeto do SuperLimão Studio, o grande diferencial deste projeto está na utilização de diversas técnicas vernaculares e passivas para se criar um microclima agradável em uma região extremamente quente e pouco ventilada, sem enclausurar o ambiente e sem depender de técnicas ativas de condicionamento.

Situado em frente à fabrica da Cervejaria, o antigo estacionamento saiu para dar lugar à Toca do Urso. Buscou-se aproveitar o que já existia no entorno, como a copa de duas grandes árvores que sombream a área boa parte do dia. O grande salão circular foi enterrado 1,5m e a terra retirada do solo foi realocada criando um talude de 3m ao redor do salão central, criando uma grande barreira de inércia térmica como nas cavernas. A cobertura circular em formato de asa com clarabóia otimiza a circulação natural e capta vento em qualquer direção, como captadores de vento comuns em construções islâmicas.

No centro do salão foi construído um espelho d´água e um conjunto de canais. Todo o retorno da ventilação e ar condicionado acontece por grelhas no piso que ligam estes canais de forma que o ar é renovado e umidificado, diminuindo a temperatura naturalmente como nos antigos castelos medievais. A somatória destas medidas ajudou a reduzir a temperatura interna em cerca de 15 graus em relação à área externa, sem a necessidade de uso de ar-condicionado (que existe no projeto, mas é utilizado apenas em casos extremos de calor). Além disso, foram plantadas árvores nativas no entorno com o propósito de diminuir a temperatura ao redor do projeto e reduzir a bolha de calor.

Espaço aberto
O formato circular do salão da Toca do Urso é constituído de paredes de gabião, que possuem ótima absorção e garantem conforto térmico dentro do salão, mesmo quando lotado, com mais de 150 pessoas. Além disso, o ângulo da cobertura ajuda a refletir o som e direcioná-lo para a área externa – como uma placa de rebatimento – o que não só reduz o ruído interno, mas distribui de forma uniforme o som das bandas que se apresentam. Semi-enterrado e rodeado de vegetação, o formato também ajuda a bloquear o ruído da rodovia que está próxima à entrada da fábrica.

O projeto não possui fechamentos, de forma que é sempre possível visualizar o jardim e o céu de qualquer ponto do espaço. O balanço entre luz natural e artificial se dá através de clarabóias e bandejas de luz. Há um alto índice de iluminação natural e, ao mesmo tempo, um bloqueio de radiação que ajuda a diminuir a temperatura interna.

O ambiente é aberto, de forma que o ar é renovado através de ventilação cruzada ou convecção. Um espelho d´água e dutos subterrâneos alagados ajudam a umidificar, filtrar o ar e reduzir a temperatura. Amplo e livre de paredes, exceto na região dos banheiros e cozinha, o projeto pode ser utilizado de inúmeras formas –, a infra-estrutura foi prevista no jardim para futuros usos ou expansões.

Além dos recursos bioclimáticos já descritos, do ponto de vista estrutural a Toca do Urso se destaca em sua forma. Por ser circular, permitiu que a terra do talude fosse suportada através do uso conjunto de aduelas de concreto pré-fabricadas (normalmente utilizadas para canalização de corrégos) e muros de gabião, substituindo grandes estruturas e valorizando técnicas de baixo custo que evitam desperdício e valorizam a mão-de-obra e matéria prima local.

A cobertura leve de telhas sanduíches com PU permitiram uma estrutura leve feita com vigas de lâminas coladas, que ajudou a diminuir a profundidade das fundações. Os anexos foram construídos através da reutilização de containers e até mesmo de um ônibus municipal que circulava na região.

Como um todo, o projeto buscou criar um ambiente que otimizasse os recursos naturais (ventilação natural, bandeja de luz, captadores de vento, umidificação natural, captação e reuso de água, pisos permeáveis) e também o combate ao desperdício e reaproveitamento de materiais. As paredes de tijolos foram assentadas utilizando uma parte da areia inerente do processo de filtragem da cerveja. Diversos itens foram reaproveitados, como os barris que são os “dutos” de ar-condicionado do salão, não apenas pela estética, mas pela grande capacidade de carga de sua forma, o que permitiu abrir um furo no gabião sem desestabilizá-lo.

A maior parte dos materiais foram adquiridos num raio de, no máximo, 20km da obra. O jardim é constituído por espécies nativas, boa parte frutíferas e que serão utilizadas na fabricação das cervejas. Destaque para a área kids, formada por uma horta em formato de labirinto onde os
pequenos brincam e aprendem em contato com a natureza. Vale o Clique!

Via Ciclo Vivo

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Uber lança oficialmente serviço de bicicletas elétricas em Londres

A Uber lançou oficialmente seu serviço de bicicletas elétricas em Londres. Inicialmente, a cidade recebe 350 bicicletas da Jump, que ficarão disponíveis para aluguel em alguns pontos específicos da capital.

Os valores para usar o serviço são de 1 libra para desbloquear a bike e 0,12 libra por minuto, com seus primeiros cinco minutos gratuitos.

Agora, no aplicativo, os usuários podem ver as opções de compartilhamento de viagens, transporte e bicicleta em um só lugar, já que no mês passado a empresa passou a oferecer informações sobre o transporte público da cidade em seu app.

Londres já conta com um serviço de bicicletas elétricas oferecido pela Lime. Em dezembro, a empresa de 2018 já contava mil bikes disponíveis nas ruas da capital britânica. Com a Uber entrando na concorrência, o número de bicicletas vermelhas deve superar as da Lime até o fim do ano.

Via B9

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Toyota revela frota de veículos elétricos e autônomos para Olimpíada de Tóquio

Os Jogos Olímpicos de 2020 estão chegando e já estão sendo anunciadas as primeiras novidades tecnológicas que darão as caras por lá. Modelo carrega até cinco pessoas e pode percorrer até 100 quilômetros a partir de uma única carga.

Uma das marcas que havia prometido algumas novidades para o grande evento esportivo quando foi definida a sede em Tóquio, a Toyota anunciou o primeiro modelo que inaugurará durante a Olimpíada de 2020. É uma frota de carros elétricos e autônomos que carregam até cinco passageiros, andam a 20 km/h e com uma única carga de eletricidade conseguem fazer trajetos de até 100 quilômetros. Nomeado APM (Acessible People Mover), serão produzidos 200 carros do modelo, que serão utilizados para facilitar a logística de transporte entre as diferentes arenas do evento esportivo.

O APM, porém, não foi feito para transportes de massa. O veículo foi planejado pela Toyota para complementar trechos de viagens – como o transporte que conecta pessoas que estão no ponto final de uma estação de metrô até um lugar específico. É a princípio um carro planejado exatamente como alternativa para essas corridas curtas dos atletas até o local do evento, mas também para transportar pessoas como gestantes e idosos.

Mesmo que não haja nenhum planejamento para lançar o modelo fora dos Jogos Olímpicos, o anúncio do APM é mais uma das novidades tecnológicas a ser testada em Tóquio durante as Olimpíadas e que pode estar sinalizando tecnologias importantes no futuro. Vale lembrar, Tóquio também será o laboratório de testes de um veículo da mesma montadora que carrega sua bateria de forma autônoma e também de um novo sistema de reconhecimento facial.

Via B9

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Londres inaugura a primeira etapa do parque linear projetado por Diller Scofidio + Renfro

A primeira fase do parque linear projetado por Diller Scofidio + Renfro em Londres acaba de ser inaugurada. Desenvolvido em parceria com o escritório londrino de arquitetura Neiheiser Argyros, o primeiro parque linear de Londres está implantado na península de Greenwich às margens do Tâmisa na zona leste da capital britânica. Chamado de "The Tide", o parque linear é mais um espaço de lazer aberto à comunidade local, contando ainda com uma série de instalações urbanas e obras de arte de rua, oferecendo um ambiente agradável e acessível a todos.

Projetado em colaboração com os paisagistas da GROSS.MAX, o parque linear The Tide conta com uma plataforma elevada, uma espécie de um trampolim que se projeta em direção ao rio. Esta estrutura suspensa conta com um deque de observação de madeira, o qual se eleva sobre uma paisagem verde e árvores nativas, proporcionando aos visitantes um momento de pausa no dia-a-dia da grande cidade, um mirante para o Tâmisa e o centro de Londres. O primeiro trecho do parque linear conta com uma série de passagens elevadas a nove metros de altura que parecem fluir organicamente por entre as árvores e esculturas gigantes criadas pelos artistas Damien Hirst e Allen Jones. Além disso, o mais novo parque urbano assinado pela DS+R conta ainda com um jardim rebaixado e uma mesa de piquenique ao ar livre com 27 metros de comprimento e um pier sobre o rio Tâmisa. O parque linear de Greenwich se transforma em um momento de descontração em meio a esta paisagem densa e comprimida pela verticalidade de seus edifícios.

Um dos principais responsáveis pelo projeto e sócio da Diller Scofidio + Renfro, Benjamin Gilmartin, disse que “com a inauguração da primeira fase do The Tide, Londres contará com uma nova tipologia de parque urbano que futuramente, conectará todos os bairros ao longo do Greenwich oferendo uma vibrante rede de espaços públicos, ativados por instalações e obras de arte urbana, restaurantes e áreas de lazer ao ar livre. Neste primeiro trecho, vinte e oito plataformas suspensas de aço definem uma segunda camada de espaços públicos, o primeiro parque elevado de Londres. No térreo, a plataforma elevada abriga uma série de portais e áreas para mesas e cafés. Percorrendo os mais de cinco quilômetros do The Tide, os londrinos poderão experimentar um percurso espacial único, que vai da vida cotidiana do leste de Londres e o burburinho do coração de um dois bairros mais agitados da capital até o sussurro meditativo dos barcos e das ondas na beira do rio Tâmisa”.

Como a equipe de arquitetura afirma, o The Tide irá crescer ao longo dos próximos anos, conectando todos os bairros do Greenwich em um percurso contínuo de mais de cinco quilômetros de extensão. As listras pretas e brancas que marcam o caminho ao longo do parque linear criam uma identidade visual clara e uma sensação dinâmica de ritmo, mas um ritmo não apenas físico como as ondas na superfície da água mas também como ondas culturais que penetram e ecoam no interior do bairro. O “The Tide trará para Londres uma nova forma de experimentar os espaços públicos de nossa cidade”, comentou Kerri Sibson, diretora do distrito da Península de Greenwich. “Este arrojado projeto de arquitetura e paisagismo servirá para reaproximar as pessoas, o The Tide inspirará a população do Greenwich através da arte pública e proporcionará novos espaços de lazer ao ar livre e juntos à natureza e o nosso querido Tâmisa. E o que é mais importante, acessível a todos.”

Diversas esculturas monumentais e obras de arte de rua encontram-se instaladas ao longo do percurso do The Tide. O artista britânico que já morou no Greenwich, Damien Hirst, foi um dos convidados a participar do projeto desenvolvendo duas mega estruturas que fazem referência à paisagem litorâneas do bairro: Hydra & Kali e Mermaid from Treasures from the Wreck of the Unbelievable. Além de Hirst, um dos artistas pop mais renomados do Reino Unido, Allen Jones, foi contratado para criar uma obra de arte site specific. A sua escultura vermelha de oito metros de altura chamada de Head in Wind foi projetada para ser vista desde cima, convidando os espectadores a interagir com o espaço e descobrir novas perspectivas do seu próprio bairro. Chegando até a passarela elevada do The Tide, os visitantes se deparam com uma instalação criada por Morag Myerscough - Siblings - a qual ilumina os arcos do The Tide com projeções gráficas. Para finalizar esta seleta lista de artistas, a dupla de arquitetos Heather Peak e Ivan Morison do Studio Morison foram os responsáveis pela criação da enorme mesa escultórica do parque, convidando os visitantes a interagir e compartilhar o espaço público.

Com a inauguração desta primeira etapa, um percurso temporário de 3 km foi aberto para que os visitantes possam passear e ter uma idéia do todo. Quando o parque estiver finalmente concluído, o The Tide contará com mais de 5 km de extensão.

Via ArchDaily

domingo, 4 de agosto de 2019

Goiás aprova lei que autoriza extração de amianto

Desde 2017, a extração e venda de amianto está proibida no Brasil pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A decisão não impediu que, na última terça-feira (16), fosse autorizada a extração do material da variedade crisotila em todo o estado de Goiás. A lei regula que o uso do amianto seja exclusivo para exportação.

A lei foi proposta pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Ronaldo Caiado. Goiás possui a única reserva mineral de amianto crisotila no Brasil e o interesse econômico em explorar o recurso nunca foi escondido. Inclusive, recentemente, senadores visitaram a empresa mineradora Sama, no município de Minaçu, e pediram a liberação da exploração do material.

O caso é mais complexo do que se imagina à primeira vista. A empresa Sama começou a produção comercial de amianto no Brasil em 1938, na Bahia, e nos anos 60 passou a investir em Goiás. Outros estados também produziram, em menor escala, até 1995. O amianto é um nome comercial para um grupo variado de minérios, que são divididos em dois grupos: a crisotila e os anfibólios. O segundo tipo, foi proibido no mundo inteiro por ser comprovadamente cancerígeno, e no Brasil uma lei de 1995 permitia a exploração do amianto do tipo crisotila. Somente em 2017, os ministros do STF declararam a inconstitucionalidade do artigo de lei que permitia seu uso.

Por conta da decisão, em fevereiro deste ano as operações da Sama em Minaçu foram paralisadas e em maio os 400 funcionários foram demitidos. Desde então, a empresa busca na justiça formas de contornar a proibição. Sem alternativas de emprego, logicamente muitos moradores são favoráveis à companhia.

Mas, afinal o crisotila não é tão prejudicial, como alegam seus defensores? A discussão é antiga. Não à toa, países europeus baniram completamente o uso de amianto e o INCA (Instituto Nacional de Câncer) relaciona-o à ocorrência de diversas doenças, inclusive de câncer, sem fazer distinção de tipos. Diversas pesquisas já mostraram que ambos causam tantos problemas, que os argumentos em defesa de qualquer tipo não se mantêm. “Ambos causa igualmente asbestose, câncer de pulmão, mesotelioma de pleura ou de peritônio, afora outras tantas doenças. Trata-se de substância química cancerígena confirmada no ser humano de forma ampla e desnecessariamente redundante”, afirma o médico René Mendes em artigo que traz um resumo dos efeitos da inalação de fibras de asbesto (amianto) na saúde humana. O material retoma diversos estudos nacionais e internacionais ao longo do texto.

Via ArchDaily

sábado, 3 de agosto de 2019

Edifícios modulares mais altos do mundo são concluídos em Singapura

A construtora Bouygues Batiment International, em colaboração com seu laboratório de construção modular Dragages Singapore, celebrou a conclusão das torres mais altas do mundo construídas a partir de elementos modulares, os edifícios Clement Canopy em Singapura.

Com 40 andares, o Clement Canopy é um projeto habitacional no coração de um bairro residencial e estudantil em Singapura. Cada uma das duas torres de 140 metros de altura é composta por 1.899 módulos e abriga 505 apartamentos residenciais de luxo. A maior parte do projeto foi pré-fabricada - um desafio que combinou perícia técnica, digital e estética.

A produção industrial do projeto foi dividida. Em Senai, na Malásia, as estruturas dos módulos foram pré-fabricadas, enquanto em Tuas, no oeste de Singapura, foram realizados os trabalhos internos e complementares, como encanamentos, sistema elétrico, ladrilhos, pintura e impermeabilização. Os módulos foram então transportados para o terreno e empilhados segundo uma sequencia precisa para formar compor a estrutura final.

A equipe embarcou no desafio da construção modular devido aos muitos ganhos potenciais desse tipo de construção. Ao industrializar e construir 50% do projeto fora do canteiro, a perda de tempo devido às más condições meteorológicas no é mitigada. Cada módulo também pode ser fabricado com grande controle de qualidade - defeitos podem ser identificados e gerenciados antes da entrega. A equipe estima que, usando este método, o desperdício no canteiro pode ser reduzido em 70%.

A equipe planeja dar seguimento a este tipo de construção em projetos no Reino Unido, Austrália, EUA e Hong Kong.

Via ArchDaily

domingo, 28 de julho de 2019

Mini casa sobre rodas toda inspirada em Mad Men

 Mad Men mostrava o dia a dia de uma agência de publicidade na década de 1960 e foi uma das séries  mais premiadas da história, tendo conquistado 15 Emmy’s e 4 Globos de Ouro. Para os fãs que morrem de saudade da série dramática que acabou em 2015, a boa notícia é que a partir de agora será possível morar em uma casa móvel inspirada na estética da residência do personagem principal, Don Draper.

Ao contrário do que muitos possam imaginar, a casa oferece todo conforto e foi projetada para acomodar até quatro pessoas. Tem mezanino, cabine de chuveiro, lavadora, secadora e sala, cercada por pinheiros.

Criada pela empresa especializada em casas móveis, Land Ark RV, sediada no Colorado – Estados Unidos, o objetivo destas casas é apresentar uma nova possibilidade de moradia para as pessoas, que viverão com conforto, porém, ao mesmo tempo, apenas com o essencial. Viver com menos não apenas é uma possibilidade real, como nos permite ter muito mais liberdade, como a de possuir uma incrível casa sobre rodas.

Via Hypeness

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Criaram uma fonte especialmente pensada para nos ajudar a lembrar do que lemos

Não é novidade que somos bombardeados com informações durante a maior parte de nossos dias, especialmente na internet. Diante de tantas mensagens, notícias e textões de redes sociais, fica até difícil realmente absorver e memorizar tudo o que lemos, não é?

Cientistas do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, na Austrália, estão preocupados com esse fenômeno, e decidiram tentar dar um jeito de amenizar o problema. Foi assim que surgiu a fonte Sans Forgetica, criada em parceria entre designers e especialistas em ciência comportamental.

O nome indica que a fonte faz parte da família Sans e faz uma brincadeira com o verbo Forget, que significa ‘esquecer’. Baseada na fonte Albion, a Sans Forgetica é propositalmente desenhada para reduzir a familiaridade com outras fontes e forçar o cérebro a trabalhar mais durante a leitura, o que ajudaria na retenção as informações.

O processo de criação da Sans Forgetica foi baseado no conceito de Dificuldade Desejável, em que obstáculos são adicionados ao processo de aprendizado para aumentar o nível de esforço, promovendo um processo cognitivo mais profundo.

Mas a fonte não poderia ser tão diferente que o cérebro tivesse dificuldade demais para processar o que lê. Assim, os designers se esforçaram para achar a medida certa entre o desafio e a legibilidade.

Como parte do processo, os pesquisadores recrutaram 400 estudantes universitários do Instituto e fizeram testes de memorização de palavras. Os resultados médios para quem usou a fonte Sans Forgetica foram de 69% de acerto, contra 61% para outras fontes.

A Sans Forgetica pode ser baixada de graça no site oficial, que também disponibiliza uma extensão para o Google Chrome que aplica a fonte aos textos lidos online. No site também é possível testar frases na Sans Forgetica e ver vídeos sobre seu processo de criação.

Via Hypeness


quinta-feira, 25 de julho de 2019

Disney lança coleção de móveis inspirados em Star Wars para os Nerds mais estilosos

O verdadeiro fã de Star Wars não se contenta em apenas ter uma caneca em homenagem ao filme, ele precisa ter móveis inspirados na saga de maior sucesso de todos os tempos. Foi por isso que a Disney fez uma parceria com o designer filipino Kevin Cobonpue e lançou esta inusitada coleção de móveis, já disponível em varejistas e showrooms selecionados nos Estados Unidos.

O novo filme da franquia – A Ascensão do Skywalker, está programado para estrear no dia 20 de dezembro, mas, enquanto este dia não chega nós vamos nos divertindo com estes objetos de design pra lá de criativos, como por exemplo o banquinho inspirado no cabelo do Chewbacca.

Quando questionado sobre o processo de criação, o designer afirma ter sido um verdadeiro desafio: “Eu não sabia como casar minha filosofia de design com a da franquia Star Wars, mas decidi vê-la simplesmente como um desafio de design“. Conhecido pelo estilo irreverente e inusitado, desta vez ele definitivamente se superou.

Entretanto, como era de se esperar, já que os móveis de luxo são assinados pelo prestigiado designer, os preços dos móveis não são os mais convidativos e variam de US$ 655 a US$ 4.000. Nada que impede o verdadeiro fã de Star Wars de ter a sua poltrona de outras galáxias.

Via Hypeness




quarta-feira, 24 de julho de 2019

UIA2020RIO: Inscreva-se no 27º Congresso Mundial de Arquitetos, no Rio de Janeiro

O maior evento de Arquitetura do mundo acontecerá no Rio de Janeiro em 2020. Daqui a pouco mais de um ano, o 27º Congresso Mundial de Arquitetos vai trazer profissionais de todos os continentes para debater os rumos da profissão, renovação urbana, novas tecnologias e materiais, práticas de projeto. “Todos os Mundos, Um Só Mundo, Arquitetura 21” é o tema que estrutura a programação do evento – que já está com as inscrições abertas.

O Congresso Mundial se realizará no Centro do Rio de Janeiro, local histórico da cidade, depositário de um patrimônio arquitetônico que perpassa quatro séculos e meio. Esse patrimônio inclui magnifícos exemplares da Arquitetura Colonial até a Arquitetura Contemporânea, onde se destaca um dos mais importantes edifícios da Arquitetura Moderna, o antigo Ministério da Educação e Cultura, hoje Palácio Capanema. Projetado em 1936 por equipe de então jovens arquitetos, Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Jorge Moreira, Afonso Reidy, Ernani Vasconcelos e Carlos Leão, sob risco original de Le Corbusier, o Palácio Capanema será uma das sedes do 27º Congresso Mundial de Arquitetos.

O CAU/BR e os CAU/UF são parceiros do UIA2020RIO, organizando eventos preparatórios em todo o Brasil e estimulando os debates sobre os temas que serão debatidos no ano que vem por cerca de 10.000 arquitetos de todo o mundo. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) reconheceu o Rio de Janeiro como Capital Mundial da Arquitetura em cerimônia realizada em Paris no começo deste ano. O título é decorrente da realização do Congresso Mundial de Arquitetos no Rio. É a primeira vez que uma cidade recebe essa designação – criada no ano passado em parceria entre a UNESCO e a União Internacional dos Arquitetos (UIA).

Os quatro eixos temáticos do Congresso pretendem refletir a diversidade cultural, econômica e arquitetônica e vão guiar os debates e palestras da programação. São eles: Diversidade e Mistura; Mudanças e Emergência; Fragilidades e Desigualdades e Transitoriedades e Fluxos. O Comitê Científico do UIA2020RIO é composto pelos arquitetos Nivaldo de Andrade, Bete França, Margareth Pereira, Ruth Verde Zein, Zeca Brandão e Vinícius Andrade.

O Comitê de Honra do UIA2020RIO, formado por personalidades capazes de chamar atenção da sociedade para os temas debatidos no Congresso, é formado pelos arquitetos Paulo Mendes da Rocha (presidente do Comitê de Honra), Jaime Lerner, Carla Juaçaba, Elizabeth de Portzamparc, Álvaro Siza (Portugal), Solano Benítez (Paraguai) e Diébédo Francis Kéré (Burkina Faso), e pelo diplomata André Corrêa do Lago, a editora Marisa Moreira Salles e o músico Gilberto Gil.

O 27º Congresso Mundial RIO 2020 tem o apoio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), da Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas (FNA), da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (AsBEA), da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA), da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (ANPARQ), do Conselho Internacional dos Arquitectos de Língua Portuguesa (CIALP) e da Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA).

Mais detalhes e Inscrições, Vale o Clique!

Via CAU-BR

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Cuiabá terá 82 pontos de ônibus em contêineres com energia solar e jardim suspenso

A prefeitura de Cuiabá inaugurou no mês passado o primeiro abrigo de espera de ônibus construído a partir do reaproveitamento de contêineres. O abrigo foi construído em um modelo público-privado, onde as empresas Pantanal Shopping e a Edificatto Arquitetura cederam a parada de ônibus para a prefeitura, em troca da exploração publicitária do espaço.

Através do programa “Adote um Abrigo”, a prefeitura pretende estender este modelo para outros 82 espaços de diferentes regiões da cidade, onde exista um grande número de passageiros por dia.

Abrigo em contêineres
Para serem transformados em abrigos, os contêineres, que antes seriam descartados, passam por um intenso processo de restauração de suas estruturas, incluindo pintura, plotagem e a instalação de um jardim suspenso com plantas ornamentais, que ajudam no isolamento térmico e deixam ainda a cidade um pouco mais verde. Após reformados, a estrutura tem garantia de pelo menos mais 15 anos de vida útil.

Projetados para conferir conforto aliado a um sistema totalmente planejado em respeito às atuais problemáticas ambientais, os abrigos ainda terão placas solares, pontos de recarga de celulares com USB, além de micro bibliotecas. Com acessibilidade planejada e conforto, o espaço ainda conta com painéis de LED com informações atualizadas dos ônibus que utilizam aquele ponto de parada.

Adote um abrigo
Todos os pontos serão construídos por meio do processo de chamamento público, no qual a iniciativa privada é incentivada a aderir à política denominada “adote um abrigo”. Com essa dinâmica, empresas conquistam o direito legal de explorar o espaço com o uso de publicidade, à medida que também assumem a responsabilidade de zelar pelo lugar, com as devidas manutenções necessárias.

Com o prazo mínimo de cinco anos para exploração, é possível que esse período seja prolongado conforme a legalidade dos trâmites institucionais. O projeto conta com um investimento de aproximadamente R$ 70 mil por parte do investidor, que, em contrapartida, tem assegurado o direito de explorar publicitariamente a estrutura.

“Estamos diante de uma nova era, onde a sustentabilidade já não é uma simples vertente perceptiva do mundo, mas sim um novo modelo de gestão de metrópoles e países inteiros. A reutilização de contêineres que seriam descartados no meio ambiente garante muito mais que uma nova vida à estruturas até então ‘mortas’, contribuindo diretamente para a redução na produção de resíduos sólidos que demoram décadas a fio para sua degradação. Queremos ser parte da solução global que pensa no desenvolvimento integrado, aliando alta tecnologia com desempenho e materiais sustentáveis. E é valioso saber que em tão pouco tempo este nosso trabalho tem ganhado proporções grandiosas. Queremos inspirar outras capitais e estados, com a certeza de que uma boa e viável ideia precisa ser repetida sucessivamente, criando um coro de mudanças conjuntas efetivas. É motivo de muita alegria para nós, vermos que nossas iniciativas estão servindo de bons exemplos para o país”, refletiu o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Via ArchDaily

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Marginal Pinheiros receberá 30 mil mudas de espécies nativas e raras

A exuberância dos pinheiros nativos que batizou um dos bairros mais tradicionais de São Paulo e um dos principais rios da cidade, hoje está restrita a fotografias antigas. Poderia ser só mais um relato nostálgico, mas é incentivo para um projeto ambicioso do Legado das Águas – Reserva Votorantim: trazer a Mata Atlântica de volta à cidade. Com projeto da Cardim Arquitetura Paisagística, junto a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo e a Empresa Metropolitana de Água e Energia (EMAE), em uma nova etapa do Projeto Pomar Urbano, o Legado das Águas executará o maior projeto de paisagismo urbano com espécies nativas da Mata Atlântica do Estado, com uma proposta inovadora para transformar a relação entre o rio e a metrópole.

A Mata Atlântica que empresta os nomes das suas espécies da flora e fauna para ruas, bairros e praças – bairro Cambuci (espécie frutífera), rua Inhambu, Canário e Pintassilgo (aves) do Moema – é inseparável da identidade histórico-cultural de São Paulo. No passado, o bioma já ocupou quase a totalidade da região da capital. A vegetação urbana original foi suprimida pelo acelerado processo de urbanização – negligente ambientalmente – durante o século passado, principalmente nas áreas centrais da cidade. Aos poucos, áreas verdes receberam espécies exóticas, ou seja, de outras regiões e países, que atualmente dominam 90% do nosso paisagismo urbano. Isso causa inúmeros problemas ambientais, como pragas, quedas de árvores por espécies exóticas que não se adaptam ao território, e o afastamento da fauna nativa.

A nova etapa do Projeto Pomar Urbano, proposta pelo Legado das Águas – Reserva Votorantim, visa minimizar esse quadro, reflorestando 13,5 quilômetros da margem oeste do Rio Pinheiros (no sentido Interlagos da Marginal), o que corresponde a, aproximadamente, 8 hectares. Ao todo, serão plantados 30 mil exemplares de mais de 30 espécies nativas da Mata Atlântica, cultivadas no Viveiro do Legado das Águas, a maior reserva privada de mata atlântica do país, conservada pela Votorantim há mais de 50 anos, e localizada a cerca de 2 horas da capital, no Vale do Ribeira. Mais detalhes, Vale o Clique!

Via ArchDaily

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Restaurante de bambu é construído em 5 semanas na ilha do Príncipe

Dentro de um hotel de luxo, no golfo da Guiné, está um restaurante feito de bambu que ressalta, mais uma vez, a riqueza deste material. Construído pelo escritório de arquitetura francês D.L.2.A (Didier Lefort Architectes Associés), chama atenção pela beleza e ainda mais pela rapidez da obra: a estrutura foi montada à mão e apenas cinco semanas foram necessárias para que tudo ficasse pronto.

Não bastasse os materiais serem de baixo impacto ambiental, a inspiração para a arquitetura é também bastante peculiar. Isso porque o restaurante foi construído em forma de peixe com uma espinha ondulante -, o desenho vai desde a cabeça (com os dentes à mostra) até a cauda. Toda a estrutura é composta por arcos de bambu de várias dimensões e fixados com laços naturais e presos com parafusos. A extensão do espaço é de 24 metros e pode acomodar até 100 pessoas.

Com tanto primor na construção, o design interior não poderia deixar a desejar. Quase toda a área interna é decorada com o artesanato local, como os móveis e lustres trançados de bambu. A escolha evidencia mais um exemplo da beleza do material natural aplicado na construção civil.

O restaurante integra o belo resort Sundy Praia, localizado na ilha do Príncipe, a segunda maior ilha do arquipélago de São Tomé e Príncipe. No hotel cinco estrelas, estão 15 bangalôs em forma de tendas ancoradas no solo por parafusos retráteis para minimizar o impacto ambiental.

Pelo projeto, o escritório D.L.2.A foi premiado com o “Prix de Versailles” de 2019 na categoria “restaurantes” nas regiões da África e Oeste da Ásia.

Via Ciclo Vivo

terça-feira, 16 de julho de 2019

Estudantes goianos são premiados na Nasa por criarem chiclete para astronautas

 Jovens inventaram chiclete de pimenta para ajudar astronautas a sentirem o sabor dos alimentos e conquistaram 1º lugar em competição internacional.

Sete alunos goianos conquistaram o primeiro lugar no Torneio Aberto de Robótica de West Virginia, da universidade da Nasa, nos Estados Unidos. Os estudantes levaram para casa o maior prêmio da competição por terem inventado o “Chiliclete”, um chiclete de pimenta para ajudar astronautas a sentirem o sabor dos alimentos. Eles são estudantes do Curso de Robótica no Centro de Atividades “Mozart Soares Filho”, o Sesi (Serviço Social da Indústria) da Vila Canaã, em Goiânia.

O grupo superou 70 equipes de 12 países. Os alunos tiverem a ideia ao perceberem que, por conta da gravidade, o corpo dos astronautas muda e eles não conseguem sentir o cheiro e o sabor dos alimentos. Assim, a solução encontrada foi o chiclete, que é uma goma de mascar feita com componentes da pimenta. A proposta é que a invenção devolva a sensibilidade ao astronauta.

A pesquisa foi desenvolvida durante quase um ano pelo grupo de estudantes, com idades entre 15 e 17 anos. Os jovens foram selecionados para a competição internacional após apresentarem o Chiliclete na edição nacional do Torneio de Robótica, no Rio de Janeiro, em março deste ano.

Para Harumi Vitória Fukushima, professora da turma, o prêmio é resultado de muita pesquisa e dedicação. “Isso vai muito além do troféu, pois proporcionou aos nossos alunos um conhecimento para toda a vida”.

Fukushima afirma que a intenção é, literalmente, “mandar o chiclete para o espaço”. “Queremos ajudar os astronautas ou até mesmo pessoas que sofrem com certos distúrbios relacionados ao paladar e olfato. Estamos em processo de patente e muito felizes com algumas propostas de implementação do Chiliclete”.

Comemoração
O estudante Eduardo Lemes, 16 anos, comemorou o primeiro lugar. E afirma que o prêmio significa reconhecimento da pesquisa e do esforço da turma. “Trabalhamos durante onze meses aguardando esse dia e foi a realização de um sonho”.

Miguel Dutra, 16 anos, destaca que a vitória foi uma alegria inexplicável. “Um momento ímpar para todos nós. Viemos com um sonho e ele se tornou real. Temos um sentimento de muita gratidão e felicidade por ver que a pesquisa nos levou tão longe”.

Via Mais Goiás

Paraty e Ilha Grande recebem título de Patrimônio Mundial da Unesco

O Brasil acaba de receber mais um título de Patrimônio Mundial. Paraty e Ilha Grande (RJ) foram reconhecidos nesta sexta-feira, 05 de julho, pelo Comitê da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), durante reunião em Baku, Azerbaijão. Agora, são 22 bens brasileiros na lista de sítios de excepcional valor universal.

O local é o primeiro bem brasileiro inscrito na categoria de sítio misto, ou seja, cultural e natural. Abrange um território de quase 149 mil hectares, em que o centro histórico se cerca de quatro áreas de conservação ambiental. Ali estão o Parque Nacional da Serra da Bocaina; o Parque Estadual da Ilha Grande; a Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul; e a Área de Proteção Ambiental de Cairuçu. Sua área de entorno, com mais de 407 mil hectares, possui 187 ilhas, grande parte coberta de vegetação primária, onde salta aos olhos rica diversidade marinha.

A candidatura de Paraty e Ilha Grande é fruto de parceria entre o Ministério do Meio Ambiente, Iphan, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Prefeituras Municipais de Paraty, de Angra dos Reis e Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Junto ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), Fórum das Comunidades Tradicionais e Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina, os órgãos responsáveis estão construindo, em conjunto, um plano de gestão compartilhada do sítio.

Patrimônio Cultural e Natural
Paraty e Ilha Grande são locais marcados pela coexistência entre uma cultura viva e ancestral em um ambiente natural exuberante. Ali, testemunhos culturais incluem o centro histórico e a fortificação que deu origem a ocupação do núcleo urbano de Paraty, ainda bem preservados, uma variedade de sítios arqueológicos, uma porção do antigo Caminho do Ouro, e comunidades vivas que mantêm sua relação ancestral com a paisagem, todas formando um sistema cultural com uma relação próxima ao meio ambiente. Para os avaliadores do Icomos, órgão assessor da Unesco, o local “tem a capacidade de demonstrar um exemplo excepcional de uso da terra e do mar e interação humana com o meio ambiente”.

O lugar é o primeiro sítio misto da América Latina onde se encontra uma cultura viva. Todos os demais sítios mistos do continente, como Machu Picchu, no Peru, são sítios arqueológicos em uma paisagem natural. A área de abrangência do núcleo de conservação envolve partes do território de seis municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, sendo que a maior porção do núcleo territorial está em Paraty e Angra dos Reis. A região preservada inclui, ainda, Ubatuba, Cunha, São José do Barreiro e Areais (SP).

Com cerca de 85% da cobertura vegetal nativa bem conservada, a área do sítio misto forma o segundo maior remanescente florestal do bioma Mata Atlântica. Além da sua extensão, as diferentes fisionomias vegetais permitem a ocorrência de uma fauna e flora incomparáveis, com diversas espécies raras e endêmicas.

Valor universal excepcional
Segundo a Convenção do Patrimônio Mundial de 1972, da Unesco, o excepcional valor universal é expresso em dois principais critérios. Um deles é ser um excelente exemplo de interação humana com o meio ambiente. Seus sítios arqueológicos têm datação de mais de quatro mil anos. Vestígios da ocupação humana ao longo do tempo são observados nos caminhos, como sambaquis, cavernas, estruturas subterrâneas ou submersas.

O território abriga duas terras indígenas, dois territórios quilombolas e 28 comunidades caiçaras, que vivem da relação com a natureza, da pesca artesanal e do manejo sustentável de espécies da biodiversidade. Essas comunidades tradicionais mantêm os modos de vida de seus antepassados, preservando a maior parte de suas relações culturais como, ritos, festividades e religiões, cujos elementos tangíveis e intangíveis contribuem para a caracterização do sistema cultural e a relação de seu modo de vida com o ambiente natural.

Outro critério é conter os habitats naturais mais importantes e significativos para a conservação da diversidade biológica. O sítio apresenta alto grau de espécies endêmicas da fauna e da flora, assim como espécies raras do bioma Mata Atlântica. São 36 espécies vegetais consideradas raras, sendo 29 endêmicas. A área abrange cerca de 45% das aves da Mata Atlântica e 34% dos sapos e pererecas do bioma. Há registros de mamíferos raros e predadores, como a onça-pintada e o muriqui, o maior primata das Américas.

O título da Unesco cria um compromisso internacional de preservação do local. O planejamento de gestão compartilhada do sítio, envolvendo diversas representações locais, define a matriz de responsabilidades de todos os parceiros. O plano mapeia riscos e aponta ações para minimizar possíveis ameaças ao valor universal excepcional de Paraty e Ilha Grande.

Via ArchDaily


segunda-feira, 15 de julho de 2019

3XN inaugura a nova sede do Comitê Olímpico Internacional em Lausanne

No último dia 23 de junho, durante a comemoração do dia mundial olímpico, o Comitê Olímpico Internacional (COI) inaugurou sua novíssima sede na cidade de Lausanne, na Suíça. A Olympic House, projetada e construída pelo escritório dinamarquês de arquitetura 3XN, tinha como principal objetivo reunir toda a equipe que compõe o COI - mais de 500 funcionários que até o mês passado, encontravam-se dispersos por toda a cidade de Lausanne - sob o mesmo teto em um único edifício moderno e inspirador. O conceito da proposta defendida pelos arquitetos era dar forma a missão do Comitê Olímpico: cooperação internacional, transparência e sustentabilidade.

Em 2014, o COI havia decidido avançar com o antigo sonho de reunir sobre o mesmo teto toda a estrutura da instituição internacional. Finalmente o projeto do 3XN foi escolhido através de um concurso internacional de arquitetura desenvolvido em várias etapas, organizado pela União Internacional de Arquitetos e contando ainda com um juri internacional composto por arquitetos de renome mundial. Após a realização do concurso, o 3XN passou a colaborar diretamente com a empresa suíça de arquitetura IttenBrechbühl para o desenvolvimento do projeto e construção do edifício. Uma estrutra que segundo o próprio COI, foi concebida considerando cinco objetivos principais: movimento, transparência, flexibilidade, sustentabilidade e trabalho colaborativo, cada um dos quais faz referência aos cinco anéis que simbolizam a união dos continentes em prol do esporte.

“Nos inspiramos na essência do Movimento Olímpico e seus valores que vieram a ser a base conceitual sobre a qual desenvolvemos este projeto”, explicou Kim Herforth Nielsen, co-fundador e diretor do 3XN. “A Olympic House foi criada para abrigar ambientes de trabalho colaborativo de alto desempenho ambiental, reunindo sobre o mesmo teto todo a equipe internacional do COI. Nosso projeto priorizou desde o início a transparência e a funcionalidade, organizando os fluxos e incentivando a interação, a comunicação e o compartilhamento de conhecimento, criando um espaço de trabalho altamente eficiente e sustentável.”

Formalmente, o desenho da fachada faz uma homenagem ao espírito olímpico, inspirada nos movimentos graciosos de um atleta. Sua estrutura dinâmica se revela de maneira completamente diferente a partir de diferentes ângulos, transmitindo a energia vital de um atleta em movimento. No esporte, o movimento é a base de tudo e um movimento otimizado é aquilo que faz a diferença no desempenho de um atleta; Da mesma forma, simulando estes movimentos, fizemos com que este edifício tivesse um desempenho e performance muito acima da média. No interior, a escadaria escultórica faz referência aos universais anéis olímpicos, ela atravessa toda a altura do edifício de forma a conectar os também cinco pavimentos do edifícios através de um átrio central. Seguindo princípios de design ativo, a escadaria define este espaço central como a área de socialização e convívio, promovendo um forte sentido de comunidade. Espaços expositivos, uma cafeteria e salas de reunião também estão diretamente conectadas a este espaço central aberto e fluido por onde circulam os mais de 500 trabalhadores do Comitê Olímpico Internacional.

A Olympic House transformou-se em um exemplo de economia circular na construção: 95% dos materiais dos antigos EDIFÍCIOS administrativos foram reutilizados ou reciclados. Além disso, o projeto da nova sede do COI definiu uma nova forma de colaboração entre as diferentes partes envolvidas, um diálogo franco e um processo integrado sem precedentes que envolveu além do COI e seus parceiros olímpicos mundiais (Dow, Toyota e Panasonic), os arquitetos da 3XN e da IttenBrechbühl e os principais órgãos de certificação de sustentabilidade, autoridades locais e fornecedores.

Como resultado disso a Olympic House recebeu três das certificações de construção sustentáveis mais rigorosas, tornando-a uma das construções mais sustentáveis do mundo.

Via ArchDaily



sexta-feira, 5 de julho de 2019

Uma piscina de borda infinita de 360 graus está sendo construída no Reino Unido

Um hotel de Londres parece pronto para pegar o bolo com planos de construir uma piscina infinita de 360 graus.

A Compass Pools, fabricante britânica de piscinas, diz que está a caminho de construir uma piscina de 600 mil litros que superaria um hotel de 55 andares. Os planos não estão totalmente confirmados, mas esperam começar a construção no início do próximo ano.

A piscina é absolutamente de cair o queixo – as paredes e o piso são transparentes, o que dá aos nadadores da sorte uma visão do horizonte de Londres.

A piscina é construída em acrílico moldado que transmite luz em um comprimento de onda similar à água; então a piscina parece completamente clara.

Melhor ainda, você se sentirá como um membro do serviço secreto entrando e saindo da piscina por meio de uma escada em espiral rotativa baseada na porta de um submarino.

Espera-se que a piscina seja cheia de tecnologia, como um anemômetro embutido que monitore a velocidade do vento e um sistema de gerenciamento predial controlado digitalmente, que garantirá que a água esteja sempre na temperatura perfeita.

Piscinas são notoriamente ruins para o meio ambiente, mas esta faz algumas concessões. É aquecido via energia residual do sistema de ar condicionado do edifício.

A Compass explica que o “gás quente produzido, como subproduto da criação de ar frio no prédio, passará por um trocador de calor para aquecer a água da piscina”.

Mesmo que você não conheça a ideia dessa piscina, o novo hotel fará um apanhado.

As luzes instaladas dentro da piscina darão ao edifício a aparência de uma jóia reluzente no horizonte da cidade.


Piscina projetada antes do hotel
O designer e diretor técnico da piscina da Compass Pools, Alex Kemsley, comentou: “Arquitetos frequentemente nos procuram para projetar piscinas de borda infinita no telhado, mas raramente conseguimos opinar sobre o projeto do prédio porque a piscina é normalmente uma reflexão tardia. Mas neste projeto, nós começamos com o design da piscina e, essencialmente, disse: “Como colocamos um prédio embaixo disso?

“Quando projetamos a piscina, queríamos uma visão ininterrupta, tanto acima quanto abaixo da água.”

Nadadores na piscina serão tratados com uma visão de Londres ao contrário de qualquer outra coisa.

“Nadar na piscina do céu no The Shard, é uma sensação muito estranha ter helicópteros voando no seu nível, mas essa piscina dá um passo adiante.

“Estique seus óculos e com uma visão de 360 ​​graus de Londres a partir de 220m, isso realmente será outra coisa – mas definitivamente não é para os acrofóbicos!”, Exclamou Kemsley.

Depois de concluído, o hotel Infinity London terá um hotel internacional cinco estrelas nos andares superiores do prédio, com a piscina usada pelos hóspedes.

“Enfrentamos alguns grandes desafios técnicos para este edifício, sendo o maior deles como realmente entrar na piscina”, continuou Kemsley.

“Normalmente, uma escada simples seria suficiente, mas não queríamos escadas do lado de fora do prédio ou da piscina, pois isso estragaria a vista – e obviamente você não quer 600 mil litros de água sendo drenados pelo prédio.

“A solução é baseada na porta de um submarino, juntamente com uma escada em espiral rotativa que se eleva do piso da piscina quando alguém quer entrar ou sair.”

Via Engenharia É

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Casas populares pré-fabricadas usam palha como isolante natural

Os projetos de habitações sociais têm dado espaço para o experimento de novos tipos de construção, que podem levar em conta aspectos sustentáveis por exemplo. No município de Nogent-le-Rotrou, na França, um programa de residência popular lançou um conjunto de treze casinhas pré-fabricadas.

A estrutura de cada casa é feita com chapas de madeira preenchidas com fardos de palha comprimidas, que fazem a vez de um isolante acústico e térmico. Com isso cria-se o conforto térmico necessário para não haver gastos energéticos desnecessários. Por serem muito leves, elas puderam ser pré-fabricadas e depois facilmente manuseadas.

Por fora, o resultado também não deixa a desejar. Foram usadas madeiras com acabamentos variados: sendo algumas em tons mais naturais e outras com a técnica japonesa de carbonização -, que conferem um ar rústico. Outro ponto interessante é que elas possuem o típico perfil de telhado inclinado triangular, o que remonta à imagem simbólica de casa que criamos na infância.

“Trata-se de questionar a habitação individual agrupada e a noção de ‘subdivisão’. Nosso trabalho foi inicialmente orientado para explorar técnicas inovadoras e ecológicas e a construção de habitações sociais com eficiência energética era uma questão importante”, explica o escritório de arquitetura NZI Architectes, responsável pelo projeto.

As treze residências são separadas em três blocos e conectadas por um caminho pedonal. Além de interessantes esteticamente, elas representam a possibilidade de se questionar as construções tradicionais ao passo que mais e mais pessoas precisam de um teto para viver.

Mais detalhes, Vale o Clique!

Via Ciclo VIvo

quarta-feira, 3 de julho de 2019

SOM conclui arranha-céu de uso misto em Sydney

As empresas Skidmore, Owings & Merrill LLP (SOM), Architectus e Dexus Property Group celebraram a conclusão e inauguração da 100 Mount Street, uma torre de uso misto com 35 pavimentos no distrito empresarial central de North Sydney. Inspirado pela rica paisagem arquitetônica da cidade e moldado pelo legado de inovação em arquitetura e engenharia da SOM, o projeto apresenta uma estrutura externa treliçada que envolve um volume envidraçado.

Ancorada por um núcleo e revestida por uma cortina de vidro, a torre oferece vistas panorâmicas do Porto de Sydney, da Ópera de Sydneye da Ponte do Porto de Sydney. O interior foi moldado para maximizar a luz do dia e os espaços abertos, com áreas livres compostas por colunas de seis metros ao norte e ao sul.

"100 Mount é a personificação do espírito de inovação arquitetônica de Sydney. A SOM tem orgulho de continuar este legado, casando com a nossa própria história de inovação no design de arranha-céus em todo o mundo. Estamos entusiasmados por termos criado um centro icônico e bonito para o comércio no crescente distrito comercial central de North Sydney." - Adam Semel, Sócio-gerente SOM

No nível do solo, o núcleo do edifício permite uma série de espaços abertos com um átrio, café e restaurante, enquanto uma parede de vidro com 8 metros de altura proporciona abrigo do exterior. Degraus em cascata e caminhos inclinados direcionam os visitantes para um programa comercial no nível da rua, enquanto um percurso pedonal cruza o terreno para conectar-se com o transporte público nas proximidades.

O núcleo e a fachada fechada de alto desempenho fazem com que o projeto possa oferecer controle automático de luz solar e redução de brilho, sem comprometer a transparência. Sistemas de feixe refrigerados estão entre os recursos adicionais que reduzem o impacto ambiental do edifício.

A torre é propriedade da Dexus e da Dexus Wholesale Property Fund. Ela foi desenvolvida pela Dexus em colaboração com o construtor Laing O’Rourke. A SOM atuou no projeto arquitetônico e estrutural, Architectus como arquiteto de registro local, Enstruct como engenheiro de registro local e Arup com engenharia mecânica, elétrica e hidráulica.

Via ArchDaily

terça-feira, 2 de julho de 2019

Projeto de condomínios residenciais circulares na Dinamarca



Na cidade de Copenhague, na Dinamarca, “Colony Gardens”: pequenos espaços de jardim que os cidadãos dinamarqueses podem alugar para cultivar seus próprios vegetais.

Todos nós sabemos sobre a escassez de espaços verdes nas grandes cidades, e essa tentativa bem-sucedida permitiu que os cidadãos voltassem à natureza. Ao mesmo tempo, é uma maneira de contribuir para o bem-estar do nosso planeta. Este jardim em colônia particular é projetado pelo arquiteto paisagista Erik Mygind e está localizado no subúrbio de Copenhague.

Via Engenharia É


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Concreto reforçado com fibras: resistência e leveza

A história do concreto remonta à Roma Antiga, há aproximadamente 2000 anos atrás. A mistura de pedra calcária, cinza vulcânica e água do mar, conhecida como “Concreto Romano”, possibilitou a construção de aquedutos, estradas e templos, muitos deles ainda de pé. Algum tempo atrás descobriu-se que essa mistura original forma um mineral chamado tobermorita aluminosa, que se torna mais forte com o passar do tempo.

Desde então, o concreto sofreu diversas inovações. Seu produto base, o cimento Portland, feito a partir de pedra calcária aquecida à temperatura de 1.450°C, foi patenteado ainda no século XIX. Cabe mencionar que o concreto, sozinho, é naturalmente quebradiço. Foi Joseph Monier, um jardineiro francês, quem desenvolveu o concreto armado, que combina a capacidade à tração do metal e à compressão do concreto para suportar cargas elevadas. O traço correto entre cimento, areia, brita e água, com armaduras metálicas posicionadas nos locais adequados, vem permitindo estruturas arrojadas e sólidas desde então.

Ainda que registros históricos mostrem que os próprios romanos já utilizavam crinas de cavalos para reduzir as retrações e trincas de suas estruturas, incluir fibras na mistura do concreto, dispensando as armaduras, começou a ser testado há cerca de 50 anos na Europa. Fibras naturais, metálicas (de aço), sintéticas (polímeros) e minerais (carbono ou vidro) são as utilizadas para esse fim. Elas atuam no concreto para controlar as rachaduras devido à retração plástica e pela secagem e reduzem a permeabilidade do concreto. Quando a estrutura sofre a ação de cargas externas, mudanças na temperatura ou umidade do ambiente, as fibras não permitem que as fissuras cresçam tanto, atravessando-as e criando micros reforços estruturais. Em suma, as fibras melhoram substancialmente o comportamento dos concretos e argamassas frente a tensões de tração e de cisalhamento, nos quais o concreto apresenta baixa resistência.

Utilizando um método de fabricação semelhante, o GFRC (Glass Fiber Reinforced Concrete) é constituído por uma argamassa de cimento, areia, fibra de vidro álcali resistente e água. A plasticidade é das qualidades mais marcantes do material, o que possibilita moldar painéis de fachada exatamente de acordo com o projeto de arquitetura, também permitindo a produção de peças mais esbeltas e, portanto, mais leves. Para se ter uma ideia, esse é o material utilizado na envoltória do Centro Heydar Aliyev, de Zaha Hadid Architects e vem sendo utilizado para executar as complexas formas da Igreja da Sagrada Família, de Gaudí.

Algumas empresas já vem desenvolvendo produtos aproveitando as propriedades das fibras no concreto. Além de paineis de fachadas e até mobiliários, as aplicações dos concretos reforçados com fibras já são muito associadas a obras de infraestrutura de saneamento básico e transportes, como pavimentação e túneis, além de pavimentos rígidos, pisos industriais, contenção de encostas, reforço estrutural. Mas é importante mencionar que apesar da aplicação abrangente, o material requer controle laboratorial rígido e conhecimento técnico para a produção.

Via ArchDaily

domingo, 30 de junho de 2019

Justiça suspende lei que criava Parque do Minhocão

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu, em liminar, a suspensão imediata da eficácia da lei aprovada no ano passado pela Câmara de Vereadores de São Paulo para a criação do Parque do Minhocão, na região central da capital paulista.

Ao justificar a concessão de liminar, o TJSP ressaltou que a “abrupta desativação” de uma importante via de circulação, o Elevado Presidente João Goulart, conhecido como Minhocão, causaria grande impacto urbanístico e haveria risco de irreversibilidade, se parque municipal fosse criado no lugar do elevado.

A decisão atende a um pedido do procurador-geral de Justiça do Estado, Gianpaolo Smanio, que entrou com ação pedindo a inconstitucionalidade da lei. Para Smanio, qualquer regra referente ao zoneamento urbano deve levar em consideração a cidade em sua dimensão integral, dentro de um sistema de ordenamento urbanístico, exigindo a realização de estudos técnicos, que,nesse caso, não foram feitos.

“A partir da análise da Lei nº 16.833, de 7 de fevereiro de 2018, do município de São Paulo, e de seu processo legislativo, verifica-se que o diploma objeto da impugnação não está fundado em planejamento urbanístico destinado a atender os efetivos anseios da cidade e a promover a melhoria das condições de vida dos cidadãos, determina a desativação de elevado de fundamental circulação de tráfego urbano e cria um parque municipal em seu lugar de forma aleatória e sem qualquer lastro técnico”, disse o Ministério Público sobre a ação.

Na ação, Smanio afirma que o texto da lei é incompatível com a Constituição estadual por não respeitar o princípio da separação de poderes. Segundo o procurador, a lei trata de matéria de iniciativa exclusiva do chefe do Executivo e que, via de regra, a iniciativa legislativa pertence ao Poder Legislativo.

Procurada pela reportagem, a prefeitura de São Paulo informou que a Procuradoria-Geral do município ainda não foi notificada sobre a decisão.

Via Ciclo Vivo