quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Flores em pontos de ônibus para abelhas na Holanda

A essa altura do campeonato, você já deve ter notado que simplesmente amamos falar sobre as abelhas. E não é à toa: segundo Albert Einstein, se estes insetos desaparecerem da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência.

Principais responsáveis pela polinização das flores e consequente promoção da biodiversidade, os pequenos animais contribuem de forma intensa para a manutenção do meio ambiente. E foi pensando nisso que a Holanda – considerada por muitos como o país do futuro – instalou plantações de flores em alguns pontos de ônibus de Utrecht, buscando atrair as abelhas.

Ao todo serão 316 pontos de ônibus que passarão a ter telhados verdes feitos com suculentas. Além de melhorarem e purificarem o ar, estas plantinhas também ajudam a manter as populações dos polinizadores, como vespas e abelhas.

Mas não para por aí: além das plantas, a prefeitura local vem substituindo os ônibus a diesel por veículos elétricos movidos pela energia eólica, que é produzida pelos famosos moinhos de vento holandeses. Com 10 ônibus já elétricos na rede, a meta é que, até 2028, todo o transporte público seja livre de emissões de carbono e outros gases poluentes.

Os motoristas que dirigem de forma respeitosa com o meio ambiente e se comprometem com a filosofia ambientalista da cidade são incentivados a continuar a reduzir a poluição através de prêmios.

Residentes também estão inseridos nessa política: o governo oferece subsídios aos moradores que desejam substituir seus próprios telhados por versões ecológicas. Acessível, este é um exemplo de solução capaz de mudar a qualidade de vida em metrópoles.

Via Ciclo Vivo

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Dubai ganhará hotel mais alto do mundo com 360 metros

Assinado pelo escritório de arquitetura Norr, o hotel mais alto do mundo está em construção em Dubai. Chamado de Ciel, o empreendimento contará com uma torre principal de 360 metros de altura e 1.042 quartos de hóspedes.

As obras do arranha-céu foram iniciadas em agosto de 2019 e devem ser concluídas em 2023, resultando em um emponente edifício de vidro que surge escultural e com vista para toda a cidade. 

O hotel oferecerá acomodações luxuosas, rooftop com piscina e bar, restaurante e deck para apreciar Dubai. O empreendimento faz do The First Group, grupo que possui sete estabelecimentos de luxo em construção na cidade.

O design de interiores do edifício é inspirado na filosofia japonesa Wabi-Sabi, que aprecia a beleza do imperfeito e a impermanência dos objetos na natureza. Mesmo ainda em construção, o Ciel já foi agraciado com três prêmios de arquitetura em 2019, incluindo Melhor Arquitetura de Hotel Internacional, no International Property Awards.

Via Casa Vogue

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Arquitetos ajudam vítimas de incêndios na Austrália

Desde setembro do ano passado, o mundo vem acompanhando os horrores dos incêndios na Austrália. Tendo em vista as perdas humanas, da fauna e da flora, um grupo de arquitetos e estúdios de arquitetura liderados Jiri Lev – fundador do estúdio australiano Atelier Jiri Lev – uniu forças para oferecer serviços gratuitos para aqueles que tiveram a residência destruída. “Há muitas pessoas generosas na arquitetura sempre dispostas a ajudar”, disse Lev a Dezeen.

Batizado Architects Assist, o grupo trabalhará como uma plataforma conjunta, para que as regiões que carecem de profissionais da área também possam ser contempladas. Serão oferecidos projetos, planejamento de estruturas e incentivos para pequenas empresas e comunidades.

Ao entrar em contato com o Assist, as pessoas serão direcionadas e colocadas em contato com o estúdio ou escritório mais apropriado. “Nesta fase, agimos como centro de coordenação. Avaliamos solicitações de trabalho gratuitas e as encaminhamos para profissionais adequados”, explicou Lev.

Ainda que tenha sido fundado há somente quatro dias, aproximadamente 300 estúdios já se juntaram ao coletivo, incluindo alguns vencedores da Medalha de Ouro do Instituto Australiano de Arquitetos. Mas não foram só os veteranos que se mobilizaram. Mais de 500 jovens arquitetos e estudantes também se colocaram à disposição.

“Acho que quando você enfrenta a realidade de uma grande catástrofe, torna-se insuportável não fazer nada a respeito. Profissionais e estudantes continuam a se inscrever”, comenta Lev.

Por enquanto, o volume de pedidos de ajuda ainda não é muito grande, já que os incêndios ainda estão acontecendo e novas áreas são devastadas a cada momento.

Lev acredita que quando o fogo finalmente cessar, as pessoas poderão avaliar os danos e se recuperar para dar início às reconstruções.

Isso significa que o Architects Assists deve ser um projeto que funcione também no médio/longo prazo, possivelmente inspirando iniciativas similares ao redor do mundo. “Não sou um ótimo planejador, mas sempre haverá pessoas necessitadas, por isso espero que o Architects Assist continue operando indefinidamente”, disse Lev.

Considerando essa perspectiva global, foi criado o Architects Assist: Global Directory, um diretório para aumentar a conscientização de outras nações a cerca de serviços de coordenação, referência e assistência em casos de crise. Um exemplo é a base de conhecimento de projeto na zona de incêndio. A esperança é que logo as famílias poderão reconstruir aos poucos suas e vidas de forma sustentável.

Via Ciclo Vivo

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

UnB participa de inauguração da nova estação brasileira na Antártica

O Brasil inaugurou, na quarta-feira (15), a nova Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF). A base é apontada por cientistas como uma das mais modernas do continente gelado. A Universidade de Brasília e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) são as duas únicas instituições de pesquisa presentes no local desde novembro, com a missão de montar os novos 17 laboratórios e deixá-los operacionais para a inauguração.

“É um grande privilégio estar aqui nesse momento e uma honra representar a UnB. A maior parte da pesquisa brasileira é protagonizada pela força das universidades públicas, e a nova estação tem exatamente essa finalidade de favorecer a pesquisa científica”, conta o professor Paulo Câmara, do Instituto de Ciências Biológicas (IB) da UnB.

Segundo o pesquisador, os laboratórios foram planejados pelo Programa Antártico Brasileiro (Proantar) a partir das demandas identificadas juntos aos cientistas que atuam no programa. Ele garante que “a qualidade dos novos laboratórios não se compara com o que tínhamos até então. Estamos equipados com tecnologia de ponta”.

É o caso do Laboratório de Biologia Molecular, que será de grande valia para a pesquisa protagonizada pela UnB. “Nele poderemos extrair DNA das plantas e amplificar regiões de genoma do DNA. Antigamente essa parte precisava ser feita no Brasil, mas parte do material se degradava durante o transporte. Agora podemos levar o DNA estabilizado e isso é um grande ganho para nós”, destaca o docente da UnB.


INSTALAÇÕES – Com design moderno e tecnologia de ponta, a nova estação possui área aproximada de 4.500 m² e comporta 64 pessoas. Suas estruturas foram projetadas para resistir a ventos de até 200 km/h e aos efeitos de eventuais abalos sísmicos e ciclos de congelamento e descongelamento do solo antártico.

Um grande salto refere-se a estrutura destinada à pesquisa, saindo de quatro para 17 laboratórios – sendo 14 internos e três externos. O prédio principal está dividido em três grandes blocos.

No Bloco Leste estão, entre outros, laboratórios, refeitórios, cozinha e setor de saúde. O Bloco Oeste dispõe de camarotes (dormitórios), biblioteca, sala de áudio/vídeo e paióis para armazenar mantimentos e água. O Bloco Técnico tem estação de tratamento de água e esgoto, praça de máquinas, geradores, sistema de aquecimento de água, setor de tratamento e incinerador de lixo e paióis diversos.

Devido às severas condições climáticas na região, a obra foi realizada apenas no período de verão antártico, levando três anos para ser concluída. A demanda por uma nova estação surgiu após incêndio em 2012, que destruiu 70% das instalações antigas e causou a morte de dois militares. Desde então, a base brasileira funcionava em estruturas provisórias. Mais detalhes, Vale o Clique!

Via UnB

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Guia calcula quantidade de água usada na construção civil





O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), a Caixa Econômica Federal e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram esta semana em São Paulo (SP) um guia que permite calcular a quantidade de água utilizada na construção de edificações.

O Guia Metodológico de Cálculo de Pegada Hídrica em Edificações está disponível gratuitamente para download.

Apresentado durante o seminário “Conservação de Água e Uso de Fontes Alternativas em Edificações – Diferencial Competitivo para Empreendimentos”, o guia teve como consultora técnica a empresa Infinitytech Engenharia e Meio Ambiente.

A diretora técnica da Infinityech, Virginia Sodré, explicou que, a partir do cálculo da pegada hídrica, incorporadoras, construtoras e clientes poderão tomar decisões para aperfeiçoar seus projetos e compras e, assim, racionalizar o consumo de água.

“No futuro, os empreendimentos poderão ser etiquetados quanto ao impacto sobre o consumo de água, a exemplo da etiquetagem já existente de equipamentos e edificações, que atesta o grau de eficiência no consumo de energia”, afirmou.

Para mais informações, Vale o Clique!

Via Ciclo Vivo

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Casa contêiner e suspensa tem 80% de materiais reciclados

Uma casa suspensa em meio a árvores nativas já seria suficiente para apreciarmos. Agora imagine que esta mesma edificação seja feita com o reaproveitamento de contêineres marítimos, além de outros materiais reciclados. Assim é “A Casa Suspensa”, um projeto realizado em um sítio na área rural de Campos Novos Paulista, no interior de São Paulo.

Fruto dos arquitetos da “Casa Container Marília”, o lar elevado do nível natural do solo é sustentado por pilares metálicos em “V” – chamados de pilotis. O sistema proporciona economia de concreto e área de fundações, pois gera uma única base para dois apoios, além de preservar a drenabilidade e a dinâmica das raízes e ser agradável esteticamente. As fundações são do tipo rasas, uma vez que o peso da estrutura é relativamente leve e o solo é firme.

A beleza da casa de contêiner também está presente no uso de madeira de demolição nas paredes e teto, que agrega o aspecto rústico – apesar de tudo ser muito bem trabalhado. O uso de vidros em portas e janelas assegura uma bela vista da área verde ao redor, sobretudo porque muitos espaços se abrem na altura da copa das árvores. Isso também gera sombreamento durante o dia.

A madeira evita a utilização de pintura interna, pois já tem seu próprio acabamento. Já as portas internas do primeiro andar são feitas com chapas reaproveitadas dos recortes dos contêineres.

Todas as escolhas visaram reduzir o impacto ambiental da obra, de forma que 80% dos materiais são reciclados no total, de acordo com os arquitetos responsáveis. Além disso, 70% do resíduo final da obra foi reaproveitado, resumindo-se basicamente em retalhos de madeira e aço.

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Via Ciclo Vivo


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Estádio de madeira de Zaha Hadid Architects recebe autorização para ser construído

O estádio de futebol mais "verde" do mundo, projetado por Zaha Hadid Architects, será construído em Gloucestershire, Inglaterra, após o concelho local ter finalmente assinado a autorização para o início das obras.

Após ter o primeiro pedido negado pelo concelho em junho de 2019, o escritório teve que realizar algumas alterações no projeto e introduzir novas estratégias que compensassem a destruição de uma estrutura preexistente e a ocupação de uma área de vegetação.

A proposta que seguiu a primeira negativa inclui um novo projeto paisagístico e um campo de grama artificial. Transportes e infraestrutura também foram pontos alterados, visando reduzir ruídos e trânsito.

Lar da equipe Forest Green Rovers Football Club, eleito o time mais "verde" do mundo pela FIFA, o estádio com capacidade para 5 mil torcedores será totalmente abastecido com energia proveniente de fontes renováveis.

Em 2016, Zaha Hadid Architects foi o escritório eleito vencedor do concurso internacional para projetar o novo estádio do Forest Green Rovers. Sua proposta foi escolhida por apresentar uma estrutura feita totalmente em madeira e por incorporar uma série de estratégias de sustentabilidade.

Via ArchDaily

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Torre mais estreita do mundo está perto de ser concluída em Nova Iorque

Localizado próximo ao Central Park, no centro de Manhattan, o 111 West 57th Street, o segundo edifício residencial mais alto do Hemisfério Ocidental, alcançou a marca dos 435 metros. Projetada pelo escritório SHoP, com arquitetura de interiores do Studio Sofield, a torre é considerada a mais esbelta do mundo.

Revivendo a idade de ouro de Manhattan, o edifício adota algumas das qualidades memoráveis dos arranha-céus clássicos de Nova Iorque, ao passo que também aproveita o que há de mais recente em tecnologia de engenharia. A torre de 91 andares, prevista para ser concluída em 2020, maximiza as vistas para o parque e a cidade, contando com unidades que ocupam todo o pavimento.

Localizada ao lado do famoso Steinway Hall, projetado por Warren & Wetmore, escritório conhecido pelo projeto da Grand Central Station, a arquitetura e o interior da torre foram inspirados nos edifícios da região. A primeira unidade residencial da torre foi concluída no 43º andar e mostra esmero nos detalhes projetados pelo arquiteto de interiores William ‘Bill’ Sofield, do Studio Sofield.

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Via ArchDaily


segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Maior edifício residencial do país é concluído em Balneário Camboriú

Balneário Camboriú é a cidade que concentra o maior número dos edifícios que estão entre os mais altos do Brasil. Grande parte deles, no entanto, ainda está em fase de obra, o que faz do Infinity Coast Tower, inaugurado no dia 14 deste mês, o primeiro residencial do país com obras concluídas a constar nesta lista.

O edifício foi o primeiro a passar da linha dos 200 metros de altura (são 234 m, exatamente) quando de seu lançamento, em 2017, com projeto de engenharia de Gustavo Simas. Hoje, esta marca já foi superada por vizinhos como o One Tower (263 m), também da FG Empreendimentos, e o Yachthouse by Pininfarina (281 m), do Grupo Pasqualotto & GT, todos em fase de obras no litoral catarinense.

Para a construção do Infinity Coast foram necessários 25 mil m³ de concreto, cujo transporte utilizou aproximadamente 2,5 mil caminhões betoneira. Durante o pico de obra, um total de 1,5 mil funcionários trabalharam simultaneamente no canteiro.

Foram utilizados, ainda, duas mil toneladas de aço, 700 km de cabos elétricos, 46 km de tubulação hidráulica, de abastecimento de água e do sistema preventivo e esgoto. A profundidade da fundação equivale a um prédio de 15 andares. No total, são 66 pavimentos, 115 apartamentos (dois por andar) e 47,5 mil m² de área construída.

Via ArchDaily

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Estudantes brasileiros vencem concurso latino-americano de construção em aço

Após vencerem o 12º Concurso para Estudantes de Arquitetura do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA), os estudantes Bruna Barbosa e Lino Mendonça, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), conquistaram o primeiro lugar no 12º Concurso Alacero para Estudantes de Arquitetura, promovido pela Associação Latino-Americana do Aço (Alacero).

Os alunos foram orientados pelo professor Verner Max e receberam a missão de representar o Brasil na competição internacional após levarem o primeiro lugar na etapa nacional, que convidava os participantes a projetarem uma Fábrica de Ideias e Inovação. O anúncio dos vencedores aconteceu esta semana, durante o Congresso Alacero 60, em Buenos Aires.

Segundo o júri, "o projeto se destacou pela sua inserção no principal eixo da urbanização potiguar, atendimento ao programa e aplicação adequada do sistema estrutural em aço e seus subsistemas construtivos, além do bom diálogo com o entorno, valorizando a integração entre os espaços internos e externos."

A segunda colocação ficou com a equipe da Universidade Nacional Pedro Henriquez Urena, da República Dominicana, e a terceira com os alunos da Universidade Central, do Chile. O concurso também premiou com menção honrosa uma equipe mexicana. Além destas, participaram equipes da Argentina, Colômbia e Equador.

Desde 2008, o CBCA e o Alacero são parceiros na realização do Concurso para Estudantes de Arquitetura, sendo o CBCA responsável pela realização da etapa nacional do concurso, que em 2019 reuniu 154 equipes de 82 universidades, representando 22 estados brasileiros.

Via ArchDaily


quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Ruy Ohtake é o mais novo integrante da Academia Paulista de Letras

A Academia Paulista de Letras elegeu o arquiteto Ruy Ohtake como seu mais novo membro, que passará a ocupar a cadeira de número 39. O lugar anteriormente pertencia ao também arquiteto Benedito Lima de Toledo, falecido em julho deste ano.

Ohtake foi eleito com a aprovação de 35 dos 37 votantes. Uma "consagração", nas palavras do presidente da APL, José Renato Nalini. Da extensa produção de Ruy Ohtake, destacam-se a casa projetada para sua mãe, a artista plástica Tomie Ohtake, e o Instituto Tomie Ohtake, além de sua participação no Pavilhão do Brasil para a Expo 70 em Osaka, em colaboração com Paulo Mendes da Rocha.

Fundada em 1909, a APL é uma instituição sem fins lucrativos que tem como objetivo a difusão da literatura brasileira. Conta com 40 cadeiras ocupadas por literatos e outras personalidades, a maioria dos quais reside na cidade de São Paulo.

O arquiteto é o segundo membro a integrar a Academia em menos de um mês. Maria Adelaide Amaral, conhecida, dentre outros feitos, por escrever as séries televisivas Os Maias e A Casa das Sete Mulheres, foi eleita para ocupar a cadeira anteriormente pertencente a Paulo Bomfim.

Via ArchDaily

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Luxemburgo será primeiro país a liberar transporte público gratuito

O pequeno Estado soberano de Luxemburgo possui cerca de 560 mil habitantes. O número de carros, no entanto, não acompanha seu tamanho: 662 para cada mil pessoas, segundo o New York Times. É a maior quantidade de carros em relação à população de toda a União Europeia. Para resolver essa questão, o primeiro-ministro Xavier Bettel, reeleito para o segundo mandato, prometeu passe livre para todos os moradores.

Entre os fatores que contribuem para o caos está o deslocamento dos mais de 200 mil trabalhadores que cruzam a fronteira da Bélgica, França e Alemanha rumo a Luxemburgo. Em busca de melhores salários, muitos moradores do entorno trabalham em países diferentes. Ao NY Times, o pesquisador do Instituto de Pesquisa Socioeconômica de Luxemburgo, Olivier Klein, afirmou que “é basicamente como uma cidade que tem subúrbios no exterior”.

Nos últimos 20 anos, os passageiros que realizam a travessia já são o dobro e isso está afetando comunidades rurais próximas à fronteira de Luxemburgo, cujas ruas, antes tranquilas, viraram rota alternativa para a fuga do trânsito. A solução? Suspender as tarifas de trens, bondes e ônibus.

Segundo o “Acordo de Coalizão 2018-2023”, publicado pelo governo, o transporte público gratuito será introduzido no primeiro trimestre de 2020. “Uma mobilidade sustentável e de alto desempenho é não só essencial para nossa economia, como também é indispensável para [alcançar] as metas de redução de emissão de gases de efeito estufa até 2030. A implementação da mobilidade multimodal continuará a ser uma das principais prioridades dos cinco anos que estão por vir”, afirma o documento.

Passe livre
Transporte coletivo gratuito já é realidade em algumas cidades brasileiras, além de ser uma possibilidade testada em capitais mundo afora. Apesar de todos os entraves que enfrenta, é uma luta constante de algumas organizações que buscam tornar o transporte coletivo acessível a todos e também daquelas que veem na alternativa uma solução para a mobilidade urbana das grandes cidades.

Via ArchDaily

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Esfera projetada por Oscar Niemeyer está prestes a ser concluída na Alemanha

O mais famoso arquiteto brasileiro, Oscar Niemeyer, manteve seu escritório em atividade até falecer em 2012, aos 104 anos de idade. Um dos últimos projetos que concebeu está prestes a ser concluído na cidade de Leipzig, Alemanha. Trata-se de uma esfera de 12 metros de diâmetro engastada no canto de um edifício de tijolos do século XIX que abrigará um café e bar para os funcionários das fábricas da HeiterBlick e Kirow Ardelt AG, empresas do ramo ferroviário.

Apelidado de Esfera Niemeyer, o projeto é baseado em desenhos que o arquiteto produziu em 2011, posteriormente desenvolvidos por Jair Velara, gerente de projeto do escritório de Oscar Niemeyer. Impressiona o nível de acabamento da obra: cinquenta fôrmas de madeira foram produzidas manualmente para moldar a esfera de concreto, além disso, o interior da casca, bastante iluminado, recebeu a aplicação de uma substância desenvolvida especialmente para o projeto, um cristal líquido cuja função é reduzir o índice de ofuscamento solar.

O projeto teve início em 2017, com conclusão prevista para o ano seguinte, porém, a fabricação dos painéis de vidro tomou mais tempo que o esperado, atrasando o andamento da obra.

Ludwig Koehne, proprietário do campus industrial, buscou o arquiteto brasileiro interessado na abertura de seus projetos. "Quanto mais paredes você tem, menos progresso você alcança enquanto companhia. É preciso ter contato com outras pessoas. O pavilhão de Niemeyer é uma forma muito original de reunir as pessoas."

Via ArchDaily

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

EXPODERIVA 2019 - BAIRRO ITATIAIA - ELIANE CHAUD




Eliane Chaud nos traz um ensaio visual super bacana com o tema "Ponto azul"



"Apenas um momento,
um ponto azul,
se fez deriva."

Deriva do bem – Vila Itatiaia Goiânia, 19 de outubro de 2019.

Por Eliane Chaud






Senado disponibiliza e-book gratuito sobre projeto de edifícios públicos sustentáveis

O Senado Federal disponibilizou em sua página oficial um e-book gratuito sobre projeto de edifícios públicos sustentáveis. De autoria de Mário Hermes Stanziona Viggiano, o livro apresenta uma abordagem cultural, econômica, ambiental e arquitetônica à concepção e desenho de edificações de uso público.

Dividido em três grandes capítulos que tratam de Cultura e Economia, Meio Ambiente, e Arquitetura Sistêmica, o e-book faz uso de uma série de edifícios conhecidos, de diferentes regiões do globo, para exemplificar conceitos e abordagens que visam a sustentabilidade econômica e ambiental da arquitetura.

"Ao afirmarmos que uma pessoa, grupo, rede de processos ou projeto é sustentável, aferimos que o mesmo é capaz de se manter utilizando as limitações dos recursos disponíveis do nosso patrimônio natural, tais como a água, o potencial energético e a biodiversidade, sempre economizando, conservando, reusando e reciclando quando necessário e possível. É também capaz de compartilhar, independentemente de quantidades, os bens a que se tem acesso. Por fim, é responsável por educar e formar cidadãos éticos e responsáveis, que saibam, no presente e no futuro, bem gerir o patrimônio natural finito do nosso planeta." - Mário Viggiano

O livro, disponibilizado sob licença Creative Commons, é uma produção da Rede Legislativo Verde, formada pelo Senado Federal, Tribunal de Contas da União e Câmara dos Deputados, que tem como objetivo o compartilhamento de práticas e desenvolvimento de ações voltadas à gestão sustentável. Para Download, Vale o Clique!

Via ArchDaily

domingo, 22 de dezembro de 2019

Fotógrafo vence concurso do Museu de História Natural de Londres com imagem genial

Todo ano milhares de fotógrafos miram suas lentes para o que o planeta tem de melhor, e registram a natureza em busca daquele clique raro e espetacular. As melhores fotografias da fauna e da flora da natureza selvagem são premiadas no concurso anual “Wildlife Photographer of the Year”, e na última terça-feira, dia 15, o Museu de História Natural de Londres anunciou os vencedores da edição 2019 do concurso. Foram 18 premiados entre mais de 48 mil inscritos, e o título mais alto foi para a China nesse que é o 55o ano da premiação.

O prêmio máximo foi para o fotógrafo chinês Yongqing Bao, que capturou uma marmota do Himalaia reagindo em absoluto espanto a um ataque por vir de uma raposa tibetana. O clique aconteceu na reserva natural das Montanhas Qilian, na China, e foi apropriadamente intitulado de “O Momento”. Segundo foi revelado, a raposa tinha três filhotes pequenos para alimentar, e a marmota saia dos seis meses de hibernação que atravessam entocadas – quando ficam mais expostas a possíveis predadores.

Yongqing Bao, grande premiado da noite, é fotógrafo chefe da Associação Chinesa “Qilian Mountain Nature Conservation Association of China”, além de vice-secretário-geral da associação de fotógrafos da vida selvagem de Qingha. Além do prêmio máximo, porém, outras fotos foram também laureadas – como as que seguem abaixo, comprovando que a natureza ainda é a mais refinada e surpreendente das artes.

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Via Hypeness

Artista cria foto montagens surrealistas

Um dos maiores ensinamentos da arte é de que a criatividade caminha lado a lado com a liberdade. É impossível explorar todo o potencial artístico de um artista, se o apirionamos com diversas regras. As montagens da fotógrafa e artista visual Monica Carvalho são um ótimo exemplo disto. Combinando cenas comuns do cotidiano, com elementos surreais, sua arte irá desafiar seus olhos.

Segundo a artista suíça, seu processo criativo baseia-se em: “Se desafiar a olhar o familiar sob uma nova perspectiva. Combino fotos das minhas viagens e da vida cotidiana no Photoshop para produzir montagens. Meu objetivo é inspirá-lo e fazer você olhar o mundo de maneira diferente!”.

Com o objetivo de transformar o comum em extraordinário, de real já basta a vida, não é mesmo? Afinal, este é um dos maiores propósitos da arte: nos convidar a enxergar o mundo sob uma nova perspectiva. Se o surrealismo se caracteriza pela expressão espontânea e automática do pensamento, as montagens de Monica representam claramente este conceito.

Surrealismo como movimento artístico
O pintor espanhol Salvador Dalí é um dos maiores expoentes e representantes do surrealismo nas artes plásticas. Se ele mesmo classificava seu trabalho como “crítico-paranoico“, seu estilo ousado e vanguardista foi um divisor de águas extremamente libertador.

Seus quadros eram ‘fotografias de sonhos pintadas à mão’ e fazem sucesso até hoje. Repletos de imagens oníricas e, por vezes, bizarras, os céticos que me desculpem, mas sonhar é fundamental. Vale o Clique!

Via Hypeness

sábado, 21 de dezembro de 2019

Empresa brasileira está transformando o ensino de arquitetura e engenharia pelo mundo

 Em um mundo onde cada vez mais se discute sobre educação, é preciso reconhecer que o sistema educacional tradicional – com livros imensos, repletos de fórmulas e teorias, precisa ser reformulado e adaptado à sociedade em que vivemos hoje. Foi neste sentido que o arquiteto brasileiro Marcio Sequeira desenvolveu o Mola – um kit interativo composto por um conjunto de peças moduladas que se conectam por magnetismo e simula o comportamento de estruturas arquitetônicas. Com ele fica muito mais fácil para um estudante de arquitetura ou engenharia, imaginar algo tão abstrato quanto vigas, treliças e cabos desenhadas na lousa nas aulas de estruturas.

Em 2014, quando o arquiteto lançou o Kit Estrutural Mola 1, teve a ideia de criar uma campanha de financiamento coletivo, que atingiu a marca de maior financeiro coletivo já feito no Brasil. Dois anos depois, o Mola2 quebrou este recorde. Atualmente, os kits são usados em renomadas universidades no mundo todo, como Massachusetts Institute of Technology (MIT), a École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL), e a Universidad Politecnica de Madrid (UPM).

Neste ano, a empresa lança o Mola3, composto por 237 peças e manual bilíngue. Com ele, estudantes ou qualquer pessoa interessada, podem aprender conceitos complicados na teoria, como comportamento de cabos, sistemas estaiados, pontes suspensas, tensegridade, sistemas de redes, malhas de cabos e concepção estrutural com correntes suspensas. Todos os produtos da empresa podem ser adquiridos no Kickstarter. A campanha já alcançou a meta em menos de 8 horas e já arrecadou mais de $140.000 com a colaboração de pessoas de 38 países. E ainda falam que brasileiro não valoriza a educação!


Via Hypeness


sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

FAU USP lança canal no Youtube com entrevistas, palestras e documentários

A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, uma das instituições de ensino de arquitetura mais prestigiadas da América Latina, lançou recentemente seu canal no Youtube - uma iniciativa em continuidade aos movimentos em direção à valorização da produção de sua comunidade e da democratização do conhecimento. Entre produções de estudantes, palestras, documentários e pontos de vista de especialistas sobre assuntos variados, são diversos e relevantes os conteúdos disponibilizados no canal.

Conheça o canal. Vale o Clique!

Via ArchDaily

sábado, 7 de dezembro de 2019

Zanettini, um mestre!




Há 24 anos eu tive a honra de conhecer pessoalmente o arquiteto Siegbert Zanettini.

Em Goiânia embarquei no ônibus e fui pela primeira vez para a cidade de São Paulo.
Lembro que cheguei na cidade, a maior que eu já tinha conhecido até então, em plena greve dos trabalhadores do transporte público número reduzido para os ônibus e em velocidade lenta nos metrôs, para minha decepção pois era a minha primeira vez naquele tipo de transporte público.

Sai da rodoviária direto para o escritório @zanettini_arquitetura. A emoção do "encontro" com o edifício que eu só tinha visto em revistas foi algo mágico, emocionante. Eu fiquei do outro lado da rua, parado. Era um “alvo” fácil, não bastasse minha linguagem corporal, eu levei uma mochila comprida roxa e uma outra nas costas. 
Dentro delas uma "traquitana" de coisas que a tecnologia da década de 1990 poderia oferecer, uma câmera fotográfica do meu pai com um filme de 36 poses, um gravador, uma filmadora. E um receio enorme de não conseguir fazer nada daquilo funcionar. O que de fato ocorreu.

Ao chegar no escritório fui informado pela secretária que uma chamado urgente em uma das obras do escritório mudou a agenda do arquiteto, que eu previamente havia marcado por telefone.
Mudança mais que compreensível. Aguardei o dia todo, e aproveitei para tirar as fotos com a máquina fotográfica do meu pai, até que veio a notícia de que não seria atendido, e Zanettini gentilmente me pediu desculpas pela secretaria. 


Deixei o Itaim Bibi e fui em direção oposta para Itaquaquecetuba. Levei 6 horas para chegar até meu destino, a casa das minhas primas e tia que lá moravam. A “operação tartaruga” na rede de transportes deu certo naquele dia, cheguei por volta das 23 horas e deixei todo mundo preocupado na casa, principalmente minha prima Valéria que me recebeu na rodoviária e traçou o plano para voltar do escritório para a casa dela. 

Tive que reorganizar a agenda, abri mão do Museu Brasileiro da Escultura, de Paulo Mendes da Rocha, e priorizei a entrevista com o arquiteto e a visita ao MASP e outras galerias no meu último dia de viagem na cidade.

No dia seguinte, depois de 4 horas de viagem, cheguei novamente ao escritório e fui encaminhado para uma pequena sala de reuniões, e aguardei ansioso o encontro com o arquiteto. Zanettini era para mim, e ainda é, um dos maiores arquitetos brasileiros.

A porta da sala é aberta me levanto e nervoso me apresento, ainda incrédulo. A primeira fala do arquiteto foi de pedir desculpas, explicou que teve que ir à obra, explicou os detalhes técnicos de uma escolha de material que ele teve que acompanhar. Eu incrédulo e trêmulo pensava se tudo aquilo estava realmente acontecendo. Em seguida mostrei meu roteiro de as perguntas, e falei um pouco do meu trabalho. Era um trabalho de graduação, um TCC, um dos três que existiam na PUC GOIÁS (tecnologia, teoria e história e projeto).

Conversamos por horas, ouvi atentamente o que ele pensava sobre a industrialização da construção e como a tecnologia do aço poderia ser um suporte para impulsionar as desigualdades sociais brasileiras, evidentemente sobre a habitação de interesse social. Foi um dos momentos mais emocionantes da conversa, porque a voz embargada e os olhos marejados demonstraram uma sensibilidade enorme pela situação da maioria dos brasileiros que vivem em condições subumanas.

Ao final ele me perguntou qual era meu programa de pós graduação. Eu,sem graça, pedi desculpas pois não havia me apresentado direito, expliquei que eu era um aluno da graduação da Universidade Católica de Goiás. Nesse momento, Zanettini se emociona e fala do legado do arquiteto-professor. Ele ficou surpreso de receber um aluno de outro estado, ainda mais da graduação.

Aprendi muita coisa sobre arquitetura com Zanettini, mas naquele dia levei para mim uma lição ainda mais importante sobre a profissão do arquiteto-professor: humildade. Em seguida falei disse que aquele encontro tinha sido uma grande honra, e que eu tinha vivido naquela tarde a experiência mais significativa da minha vida acadêmica, e que ele já era e seria uma inspiração para a minha carreira como arquiteto, e mais tarde como arquiteto-professor.

Naquela tarde voltei para a casa da minha família pensando sobre o universo que se descortinava à minha frente. A minha primeira visita à São Paulo, exposições belíssimas e meu primeiro contato com a fotografia, mas isso é assunto para outro texto. 

Por hoje basta agradecer ao arquiteto Siegbert Zanettini por tudo.
Muito obrigado, mestre.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Tesla anuncia nova versão de sua telha solar – ainda mais acessível e barata para os consumidores

Desde que anunciou o início da produção em larga escala de suas telhas solares, a Tesla tem deixado o mercado alvoroçado.

Mas a verdade é que, por enquanto, apenas residências de alto padrão estão instalando o produto. Por enquanto!

Como o objetivo sempre foi popularizar as telhas solares mundo afora, a Tesla se dedicou a estudar maneiras de tornar o produto mais acessível e barato aos consumidores – e parece ter encontrado a fórmula do sucesso. É a Solar Roof V3!

Sem muitos detalhes ainda divulgados ao mercado, Elon Musk, CEO da Tesla, garantiu que ela está mais bonita, mais tecnológica e promete durar até 30 anos. Tudo isso a um preço mais barato, quando vendida em larga escala.

Via The Greenest Post

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Studio Vertebra projeta termas em sítio arqueológico na Turquia

As Termas de Tokat Sulusaray, projetadas pelo escritório Studio Vertebra, de Istambul, celebram a paisagem da região turca e visam potencializar o turismo. Em harmonia com a paisagem natural e arqueológica, o projeto tem como objetivo, também, contribuir com a regeneração da cidade.

Localizado na junção das províncias de Tokat, Yozgat e Sivas, o equipamento se inspira nos dois mil anos de história da região e nas ruínas das casas de banho e fontes termais bizantinas, reveladas após trabalhos recentes de escavação. As estruturas existentes no local, usadas ativamente na década de 1980, estão incluídas no projeto dos arquitetos.

Com um projeto que se mescla à topografia e introduz novas áreas verdes, o Studio Vertebra conectou horizontalmente duas pequenas colinas, definindo áreas públicas e privadas. As partes privadas incluem apartamentos e espaços de galeria, enquanto as áreas públicas consistem nas casas de banho e águas termais.

Com o uso de madeira, pedra e vidro, materiais naturais e atemporais, o Studio Vertebra refinou a relação do projeto com o ambiente. Os espaços interiores são elegantes, com grandes aberturas para maximizar a luz solar e a conexão visual com o ambiente natural. O projeto paisagístico oferece opções de caminhada e corrida, criando faixas especiais. Também define áreas de lazer, playgrounds para crianças e jardins. Vale o Clique!

Via ArchDaily


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Aplicativo mapeia os melhores lugares para relaxar na cidade

Viver nas grandes cidades é sinônimo de correria, agitação e, invetitavelmente, barulho. Mas e se você pudesse fugir de tudo isso e encontrar o refúgio mais próximo? Essa é a proposta do aplicativo Hush City, que ajuda os usuários a (re)descobrirem o local onde moram e a encontrarem pontos de tranquilidade em meio ao caos urbano.

Lançado em 2017 pela arquiteta italiana Antonella Radicchi, o app funciona como instrumento de pesquisa sobre a paisagem sonora urbana. De forma colaborativa, as pessoas registram os "oásis" que encontram pelo caminho e compartilham no serviço, que reúne os dados para mapear os endereços mais silenciosos ou com ruídos relaxantes, como o de pássaros e de quedas d'água. A ação contrária também é uma opção: os usuários registram os pontos mais barulhentos da cidade para que os outros evitem a região.

A iniciativa faz parte de um grupo de estudos liderado pela Universidade de Berlim que não encara os ruídos como resíduos, mas sim como recursos. "Tem sons que são agradáveis e que as pessoas apreciam nas cidades, mas também existem aqueles que todos detestam", explica Marcos Holtz, porta-voz da ProAcústica (Associação Brasileira Para a Qualidade Acústica). "Com o aplicativo, você pode encontrar lugares tranquilos para ler um livro, contemplar a paisagem ou apenas relaxar da melhor forma possível", diz.

"As áreas silenciosas podem ser consideradas um patrimônio da cidade. Documentá-las é importante para que tenhamos uma cidade mais inteligente, além de preservar os santuários que ainda existem", afirma Marcos. "A cidade inteligente é aquela onde a gente gosta de viver, com qualidade de vida e conforto".

Febre em países como a Alemanha, o serviço já funciona no Brasil, mas ainda sem tradução para o português. Cidades como São Paulo, Porto Alegre, Goiânia e Curitiba já contam com uma pequena base de dados mapeados. De acordo com Holtz, a expectativa é que essas informações cresçam nos próximos meses, quando o software estiver completamente traduzido.

Disponível para smartphones Android e iOS, o Hush City pode ser baixado gratuitamente. Confira!

Via Casa Vogue

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Unesp oferece curso online gratuito de história da arte

A Unesp (Universidade do Estado de São Paulo), através de seu canal de comunicação virtual Univesp TV, oferece um curso online gratuito de História da Arte. Composto por 29 videoaulas, o curso é voltado para graduandos e pós-graduandos interessados nas áreas de arte, história, pesquisa e cultura.

Ministrado pelo professor José Leonardo do Nascimento, o curso apresenta movimentos artísticos locais dentro de uma perspectiva mais abrangente da história da arte. As aulas exploram a arte etrusca, o realismo da arte romana antiga e o diálogo com a Grécia, a arte cristã primitiva, a arte bizantina, as expressões artísticas medievais, como as Iluminuras, a arte Românica e o Gótico, até os primeiros momentos do Renascimento italiano.

Os 29 vídeos apresentam o conteúdo de nove aulas do curso regular de graduação. O curso online não oferece certificado, seu objetivo é oferecer aportes para complementação de estudos e pesquisas.

Conteúdo programático

Escultura e pintura etruscas: vitalismo e arte tumular.
Roma antiga: realismo e diálogo com a Grécia.
Arte cristã primitiva: abstração e solenidade.
Iluminuras medievais: arte monástica.
Arte bizantina: espiritualidade e esplendor celestial.
Arte românica: arquitetura e relevo escultórico.
Arte gótica: verticalidade e luz.
Siena no século XIV: arte republicana e religião.
Florença no século XIV: da bidimensionalidade pictórica ao Renascimento.

Para assistir as videoaulas, acesse o canal da Univesp TV no Youtube. Vale o Clique!

Via ArchDaily

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Igreja na Coreia do Sul impressiona com arquitetura e cruz suspensa

A Igreja Saemoonan, primeira catedral protestante estabelecida na Coreia do Sul, acaba de ser reformada pelo escritório Seoinn Design Group. Localizado em Seul, o novo edifício impressiona não só por sua arquitetura suntuosa e contemporânea, mas também pela simbologia por trás do projeto.

Construída no distrito de Jongno-gu, a catedral já é a sexta casa da Saemoonan, fundada no país em 1887. Com 13 andares, a construção fica atrás de uma praça pública em formato circular e foi projetada para ter uma forma distinta. Por ser conhecida na comunidade local como "igreja mãe", a catedral ganhou um desenho arredondado que simula um abraço nos fiéis e em quem passa pelo local.

A fachada curva se estende para a área frontal de ambos os lados da praça, enquanto duas torres de cada lado formam a entrada principal. A torre principal recebe escritórios e salas de aula da igreja, já a mais fina abriga a capela e um observatório, que conta com uma cruz suspensa no topo. Vale o Clique!

Via Casa Vogue