sábado, 7 de dezembro de 2019

Zanettini, um mestre!




Há 24 anos eu tive a honra de conhecer pessoalmente o arquiteto Siegbert Zanettini.

Em Goiânia embarquei no ônibus e fui pela primeira vez para a cidade de São Paulo.
Lembro que cheguei na cidade, a maior que eu já tinha conhecido até então, em plena greve dos trabalhadores do transporte público número reduzido para os ônibus e em velocidade lenta nos metrôs, para minha decepção pois era a minha primeira vez naquele tipo de transporte público.

Sai da rodoviária direto para o escritório @zanettini_arquitetura. A emoção do "encontro" com o edifício que eu só tinha visto em revistas foi algo mágico, emocionante. Eu fiquei do outro lado da rua, parado. Era um “alvo” fácil, não bastasse minha linguagem corporal, eu levei uma mochila comprida roxa e uma outra nas costas. 
Dentro delas uma "traquitana" de coisas que a tecnologia da década de 1990 poderia oferecer, uma câmera fotográfica do meu pai com um filme de 36 poses, um gravador, uma filmadora. E um receio enorme de não conseguir fazer nada daquilo funcionar. O que de fato ocorreu.

Ao chegar no escritório fui informado pela secretária que uma chamado urgente em uma das obras do escritório mudou a agenda do arquiteto, que eu previamente havia marcado por telefone.
Mudança mais que compreensível. Aguardei o dia todo, e aproveitei para tirar as fotos com a máquina fotográfica do meu pai, até que veio a notícia de que não seria atendido, e Zanettini gentilmente me pediu desculpas pela secretaria. 


Deixei o Itaim Bibi e fui em direção oposta para Itaquaquecetuba. Levei 6 horas para chegar até meu destino, a casa das minhas primas e tia que lá moravam. A “operação tartaruga” na rede de transportes deu certo naquele dia, cheguei por volta das 23 horas e deixei todo mundo preocupado na casa, principalmente minha prima Valéria que me recebeu na rodoviária e traçou o plano para voltar do escritório para a casa dela. 

Tive que reorganizar a agenda, abri mão do Museu Brasileiro da Escultura, de Paulo Mendes da Rocha, e priorizei a entrevista com o arquiteto e a visita ao MASP e outras galerias no meu último dia de viagem na cidade.

No dia seguinte, depois de 4 horas de viagem, cheguei novamente ao escritório e fui encaminhado para uma pequena sala de reuniões, e aguardei ansioso o encontro com o arquiteto. Zanettini era para mim, e ainda é, um dos maiores arquitetos brasileiros.

A porta da sala é aberta me levanto e nervoso me apresento, ainda incrédulo. A primeira fala do arquiteto foi de pedir desculpas, explicou que teve que ir à obra, explicou os detalhes técnicos de uma escolha de material que ele teve que acompanhar. Eu incrédulo e trêmulo pensava se tudo aquilo estava realmente acontecendo. Em seguida mostrei meu roteiro de as perguntas, e falei um pouco do meu trabalho. Era um trabalho de graduação, um TCC, um dos três que existiam na PUC GOIÁS (tecnologia, teoria e história e projeto).

Conversamos por horas, ouvi atentamente o que ele pensava sobre a industrialização da construção e como a tecnologia do aço poderia ser um suporte para impulsionar as desigualdades sociais brasileiras, evidentemente sobre a habitação de interesse social. Foi um dos momentos mais emocionantes da conversa, porque a voz embargada e os olhos marejados demonstraram uma sensibilidade enorme pela situação da maioria dos brasileiros que vivem em condições subumanas.

Ao final ele me perguntou qual era meu programa de pós graduação. Eu,sem graça, pedi desculpas pois não havia me apresentado direito, expliquei que eu era um aluno da graduação da Universidade Católica de Goiás. Nesse momento, Zanettini se emociona e fala do legado do arquiteto-professor. Ele ficou surpreso de receber um aluno de outro estado, ainda mais da graduação.

Aprendi muita coisa sobre arquitetura com Zanettini, mas naquele dia levei para mim uma lição ainda mais importante sobre a profissão do arquiteto-professor: humildade. Em seguida falei disse que aquele encontro tinha sido uma grande honra, e que eu tinha vivido naquela tarde a experiência mais significativa da minha vida acadêmica, e que ele já era e seria uma inspiração para a minha carreira como arquiteto, e mais tarde como arquiteto-professor.

Naquela tarde voltei para a casa da minha família pensando sobre o universo que se descortinava à minha frente. A minha primeira visita à São Paulo, exposições belíssimas e meu primeiro contato com a fotografia, mas isso é assunto para outro texto. 

Por hoje basta agradecer ao arquiteto Siegbert Zanettini por tudo.
Muito obrigado, mestre.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Tesla anuncia nova versão de sua telha solar – ainda mais acessível e barata para os consumidores

Desde que anunciou o início da produção em larga escala de suas telhas solares, a Tesla tem deixado o mercado alvoroçado.

Mas a verdade é que, por enquanto, apenas residências de alto padrão estão instalando o produto. Por enquanto!

Como o objetivo sempre foi popularizar as telhas solares mundo afora, a Tesla se dedicou a estudar maneiras de tornar o produto mais acessível e barato aos consumidores – e parece ter encontrado a fórmula do sucesso. É a Solar Roof V3!

Sem muitos detalhes ainda divulgados ao mercado, Elon Musk, CEO da Tesla, garantiu que ela está mais bonita, mais tecnológica e promete durar até 30 anos. Tudo isso a um preço mais barato, quando vendida em larga escala.

Via The Greenest Post

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Studio Vertebra projeta termas em sítio arqueológico na Turquia

As Termas de Tokat Sulusaray, projetadas pelo escritório Studio Vertebra, de Istambul, celebram a paisagem da região turca e visam potencializar o turismo. Em harmonia com a paisagem natural e arqueológica, o projeto tem como objetivo, também, contribuir com a regeneração da cidade.

Localizado na junção das províncias de Tokat, Yozgat e Sivas, o equipamento se inspira nos dois mil anos de história da região e nas ruínas das casas de banho e fontes termais bizantinas, reveladas após trabalhos recentes de escavação. As estruturas existentes no local, usadas ativamente na década de 1980, estão incluídas no projeto dos arquitetos.

Com um projeto que se mescla à topografia e introduz novas áreas verdes, o Studio Vertebra conectou horizontalmente duas pequenas colinas, definindo áreas públicas e privadas. As partes privadas incluem apartamentos e espaços de galeria, enquanto as áreas públicas consistem nas casas de banho e águas termais.

Com o uso de madeira, pedra e vidro, materiais naturais e atemporais, o Studio Vertebra refinou a relação do projeto com o ambiente. Os espaços interiores são elegantes, com grandes aberturas para maximizar a luz solar e a conexão visual com o ambiente natural. O projeto paisagístico oferece opções de caminhada e corrida, criando faixas especiais. Também define áreas de lazer, playgrounds para crianças e jardins. Vale o Clique!

Via ArchDaily


quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Aplicativo mapeia os melhores lugares para relaxar na cidade

Viver nas grandes cidades é sinônimo de correria, agitação e, invetitavelmente, barulho. Mas e se você pudesse fugir de tudo isso e encontrar o refúgio mais próximo? Essa é a proposta do aplicativo Hush City, que ajuda os usuários a (re)descobrirem o local onde moram e a encontrarem pontos de tranquilidade em meio ao caos urbano.

Lançado em 2017 pela arquiteta italiana Antonella Radicchi, o app funciona como instrumento de pesquisa sobre a paisagem sonora urbana. De forma colaborativa, as pessoas registram os "oásis" que encontram pelo caminho e compartilham no serviço, que reúne os dados para mapear os endereços mais silenciosos ou com ruídos relaxantes, como o de pássaros e de quedas d'água. A ação contrária também é uma opção: os usuários registram os pontos mais barulhentos da cidade para que os outros evitem a região.

A iniciativa faz parte de um grupo de estudos liderado pela Universidade de Berlim que não encara os ruídos como resíduos, mas sim como recursos. "Tem sons que são agradáveis e que as pessoas apreciam nas cidades, mas também existem aqueles que todos detestam", explica Marcos Holtz, porta-voz da ProAcústica (Associação Brasileira Para a Qualidade Acústica). "Com o aplicativo, você pode encontrar lugares tranquilos para ler um livro, contemplar a paisagem ou apenas relaxar da melhor forma possível", diz.

"As áreas silenciosas podem ser consideradas um patrimônio da cidade. Documentá-las é importante para que tenhamos uma cidade mais inteligente, além de preservar os santuários que ainda existem", afirma Marcos. "A cidade inteligente é aquela onde a gente gosta de viver, com qualidade de vida e conforto".

Febre em países como a Alemanha, o serviço já funciona no Brasil, mas ainda sem tradução para o português. Cidades como São Paulo, Porto Alegre, Goiânia e Curitiba já contam com uma pequena base de dados mapeados. De acordo com Holtz, a expectativa é que essas informações cresçam nos próximos meses, quando o software estiver completamente traduzido.

Disponível para smartphones Android e iOS, o Hush City pode ser baixado gratuitamente. Confira!

Via Casa Vogue

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Unesp oferece curso online gratuito de história da arte

A Unesp (Universidade do Estado de São Paulo), através de seu canal de comunicação virtual Univesp TV, oferece um curso online gratuito de História da Arte. Composto por 29 videoaulas, o curso é voltado para graduandos e pós-graduandos interessados nas áreas de arte, história, pesquisa e cultura.

Ministrado pelo professor José Leonardo do Nascimento, o curso apresenta movimentos artísticos locais dentro de uma perspectiva mais abrangente da história da arte. As aulas exploram a arte etrusca, o realismo da arte romana antiga e o diálogo com a Grécia, a arte cristã primitiva, a arte bizantina, as expressões artísticas medievais, como as Iluminuras, a arte Românica e o Gótico, até os primeiros momentos do Renascimento italiano.

Os 29 vídeos apresentam o conteúdo de nove aulas do curso regular de graduação. O curso online não oferece certificado, seu objetivo é oferecer aportes para complementação de estudos e pesquisas.

Conteúdo programático

Escultura e pintura etruscas: vitalismo e arte tumular.
Roma antiga: realismo e diálogo com a Grécia.
Arte cristã primitiva: abstração e solenidade.
Iluminuras medievais: arte monástica.
Arte bizantina: espiritualidade e esplendor celestial.
Arte românica: arquitetura e relevo escultórico.
Arte gótica: verticalidade e luz.
Siena no século XIV: arte republicana e religião.
Florença no século XIV: da bidimensionalidade pictórica ao Renascimento.

Para assistir as videoaulas, acesse o canal da Univesp TV no Youtube. Vale o Clique!

Via ArchDaily

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Igreja na Coreia do Sul impressiona com arquitetura e cruz suspensa

A Igreja Saemoonan, primeira catedral protestante estabelecida na Coreia do Sul, acaba de ser reformada pelo escritório Seoinn Design Group. Localizado em Seul, o novo edifício impressiona não só por sua arquitetura suntuosa e contemporânea, mas também pela simbologia por trás do projeto.

Construída no distrito de Jongno-gu, a catedral já é a sexta casa da Saemoonan, fundada no país em 1887. Com 13 andares, a construção fica atrás de uma praça pública em formato circular e foi projetada para ter uma forma distinta. Por ser conhecida na comunidade local como "igreja mãe", a catedral ganhou um desenho arredondado que simula um abraço nos fiéis e em quem passa pelo local.

A fachada curva se estende para a área frontal de ambos os lados da praça, enquanto duas torres de cada lado formam a entrada principal. A torre principal recebe escritórios e salas de aula da igreja, já a mais fina abriga a capela e um observatório, que conta com uma cruz suspensa no topo. Vale o Clique!

Via Casa Vogue

domingo, 17 de novembro de 2019

Concurso Museu Casa Lacerda – Lapa Paraná



Objeto:
Concurso Público de Arquitetura para o Edifício Anexo e Agenciamento Externo do Museu Casa Lacerda, na cidade de Lapa, no Paraná.

Promoção:
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)

Organização:
IAB-PR (Departamento do Estado do Paraná do Instituto de Arquitetos do Brasil)

Quem pode participar:
Profissionais habilitados, nos termos do edital.

Tipo de concurso:
Nacional, aberto, em uma etapa.

Cronograma:
Inscrições – 21/10 até às 23h59 de 04/12/2019
Envio da documentação de habilitação – 25/10 até às 23h59 de 04/12/2019
Envio do Estudo Preliminar – 06/12 até às 23h59 de 11/12/2019
Julgamento do Concurso – 16 a 18/12/2019
Divulgação do resultado – 18/12/2019
Contratação profissional premiado (previsão*) – 29/05/2020

* A depender da liberação orçamentária ao IPHAN pelo Ministério da Cidadania.

Premiação:
Primeiro Colocado: R$ 20.000,00 + Contratação do Projeto Executivo*
Segundo Colocado: R$ 10.000,00
Terceiro Colocado: R$ 5.000,00

*Contrato no valor de R$ 285.000,00 para o desenvolvimento do Projeto Executivo de Arquitetura, projetos complementares e demais produtos previstos no edital.

Via Concursos de Projeto

sábado, 16 de novembro de 2019

Shigeru Ban projeta uma das maiores estruturas de madeira do mundo





Vencedor do Prêmio Pritzker, o arquiteto japonês Shigeru Ban projetou a nova sede da Swatch, marca de relógios em Bienna, na Suíça. Após quase cinco anos de construção, o QG sustentável, formado por uma das maiores estruturas de madeira do mundo, foi inaugurado. O edifício se conecta à Cité du Temps, um centro de exposições independente que contém salas de conferências e os museus Omega Museum e Planet Amostra, e a Omega Factory.

Com 240 metros de comprimento e 35 metros de largura, a construção de concha de grade de madeira forma a estrutura básica da fachada, que, no seu ponto mais alto, mede 27 metros. A estrutura abobadada sobe suavemente em direção à entrada antes de fazer a transição para a Cité du Temps. Durante o projeto, Shigeru Ban utilizou a tecnologia 3D para definir a forma e o posicionamento exato das 4.600 vigas das grades de madeira.

Para ser a fachada de um escritório, a concha também precisou atender vários requisitos técnicos, o que exigiu a integração de uma complexa rede de cabos. Enquanto a estrutura de madeira ainda estava sendo erguida, houve a instalação de cerca de 2.800 elementos, que compõem a maior parte da fachada.

Os 25 mil m² de área útil estão distribuídos em cinco andares para todos os departamentos da Swatch. O lobby envidraçado apresenta grandes dimensões, além de uma sensação de transparência, abertura e leveza. Dois elevadores de vidro levam os funcionários e os visitantes aos andares superiores e à ponte pedonal de vidro no terceiro andar, que liga o edifício à Cité du Temps.

A área da superfície dos quatro andares superiores diminui sucessivamente de um andar para o outro, enquanto as galerias com balaustradas de vidro oferecem vistas dos níveis mais baixos. Além das estações de trabalho regulares, várias áreas comuns estão distribuídas pelo edifício, incluindo uma lanchonete e pequenas áreas de descanso. Também existem cabines, que acomodam até seis funcionários para chamadas telefônicas ou trabalhos que exigem mais concentração.

O edifício ainda apresenta soluções sustentáveis como painéis fotovoltaicos para gerar energia solar e águas subterrâneas para aquecer e resfriar o prédio, sendo que os recursos obtidos são compartilhados com a Cité du Temps e a Omega Factory. A construção em madeira reduz a pegada de carbono dos edifícios, o custo e a duração da construção.

Via Casa Vogue


sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Frank Gehry repagina loja da Louis Vuitton em Seul com fachada cinética

Com projetos icônicos espalhados pelo mundo, Frank Gehry explora agora um novo território: a Coreia do Sul. Em Seul, o arquiteto assina a nova loja da Louis Vuitton na cidade. Localizado em Gangnam-gu, o espaço originalmente projetado por Peter Marino ganhou uma atualização de peso sob as mãos do canadense.

Uma das características mais marcantes do novo edifício é sua fachada cinética. Construída basicamente com aço e vidro, a estrutura forma um curioso zigue-zague e exibe ondulações em diferentes pontos, que fazem o edifício parecer se movimentar. Nos interiores, toda a elegância de um típico maison da marca se faz presente, com peças emblemáticas da coleção Objets Nomades em exposição.

Outra atração do espaço é a incrível instalação feita com pedaços de papel. Conhecido pelo traço marcante e ousado, o arquiteto esculpiu à mão pequenas esculturas parecidas com pétalas. Juntas, elas formam uma grande e colorida árvore que convida os visitantes a se perderem no olhar. Confira!

Via Casa Vogue

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Templo no Chile é eleito o edifício do ano em prêmio de arquitetura internacional





Projetado pelo escritório Hariri Pontarini Architects, o Templo Baha'i of South America em Santiago, no Chile, foi eleito o vencedor do Prêmio Internacional RAIC 2019, promovido pelo Royal Architectural Institute of Canada (RAIC).

A construção é composta por nove asas, que formam um óculo no topo. A estrutura é feita de painéis de vidro fundido na parte externa, material que levou quatro anos para ser elaborado com um artesão canadense. Já o interior é coberto com mármore translúcido importado de Portugal e tem bancos de madeira com linhas arqueadas que convidam as pessoas a se unirem.

Com um design que "aspira a comunidade dentro da diversidade", o edifício é símbolo da paz e tem grande importância para a comunidade chilena, hospedando clubes comunitários, programas de extensão para jovens e atividades infantis em parceria com escolas públicas. Desde a sua abertura em 2016, o templo já atraiu mais de 1,4 milhão de visitantes.

Realizado desde 2013, o prêmio RAIC elege uma obra única de arquitetura que é considerada transformadora em seu contexto social e expressiva dos valores humanísticos de justiça, respeito, igualdade e inclusão. O projeto premiado recebe 100 mil dólares canadenses e uma escultura projetada pelo designer canadense Wei Yew.

Para justificar a escolha do Templo Baha'i, o júri declarou que "o resultado é atemporal e inspirador, um edifício que usa uma linguagem de espaço e luz, forma e materiais, para expressar uma interpretação da filosofia e do ensino Bahá'ís que se torna universalmente acessível como uma experiência espiritual e emocional".

Os outros dois finalistas eram o Edificio E, Lecture Building, da University of Piura, em Piura, no Peru, projeto do escritório Barclay & Crousse e o Thread: Artists’ Residency and Cultural Center em Sinthian, no Senegal, assinado pelo escritório Toshiko Mori Architect.

Via Casa Vogue



quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Minas Gerais terá maior usina solar do mundo até 2023

O governo de Minas Gerais fechou parceria com a empresa espanhola Solatio que garante o investimento de cerca de R$ 18,5 bilhões para a construção de quatro novas usinas solares no Estado.

E não é qualquer usina! Duas delas, que serão implementadas nos municípios de Janaúba e Arinos, prometem ter capacidade de geração de 1.300 MWp, o que as tornaria as duas maiores usinas deste tipo do mundo.

Já as outras duas, que serão construídas na cidade de Várzea da Palma, não ficam muito atrás: terão, cada uma, capacidade de geração de 650 MWp – o suficiente para desbancar, hoje, a maior usina de energia solar da América Latina (que fica, inclusive, no Brasil) e ganhar o título de terceira maior do mundo.

A previsão é de que 100% das obras estejam concluídas até 2023. E não é só! A parceria com a Solatio ainda garante investimento de R$ 2,5 bilhões em outras usinas solares que já existem no Estado.

O governo de Minas Gerais ainda fechou, recentemente, outro acordo com a Mori Energia, que estabelece a construção de outras 32 usinas de geração fotovoltaica no Estado com capacidade de geração de 150 MWp cada. Ao todo, serão investidos R$ 523 milhões nesse projeto.

Todo esse interesse do mercado internacional não é à toa. Estudos recentes mostraram que a maior parte do Estado de Minas Gerais está dentro do chamado Cinturão Solar, uma faixa geográfica onde há maior irradiação de sol no Brasil.

Via The Greenest Post

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Masp lança livro sobre sua sede, obra de Lina Bo Bardi

Um livro sobre o edifício que abriga o Museu de Arte de São Paulo, o Masp, projetado arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, acaba de ser lançado pela instituição. Batizado de MASP de Lina, o livro está à venda nas lojas do museu.

Com 348 páginas, ele reúne ensaios escritos por especialistas no trabalho da arquiteta que participaram do seminário “O MASP de Lina: 50 anos do edifício”, em novembro passado, além de iconografia do prédio ao longo de seus 50 anos, desenhos e croquis feitos por Lina e textos históricos ---a maioria, em formato de fac-símile e um deles inédito, no qual ela discorre sobre o MASP e o SESC Pompeia.

O título inclui textos escritos pelo diretor artístico do museu, Adriano Pedrosa, e Guilherme Giufrida, assistente curatorial , além de Annette Svaneklink Jakobsen, Barry Bergdoll, Eduardo Pierrotti Rossetti, Guilherme Wisnik, Marcelo Ferraz, Marcelo Suzuki, entre outros.

Também a convite do MASP, três fotógrafas, Lucia Guanaes, Luiza Baldan e Nair Benedicto, mergulharam no universo do museu para produzir ensaios que integram o livro. Além disso, fotos nunca publicadas de Mauro Restiffe durante a remontagem dos cavaletes, em 2015, farão parte do livro.

O MASP de Lina
Organização editorial de Adriano Pedrosa com assistência de Guilherme Giufrida
348 páginas
R$ 109 no MASP Loja
Bilíngue

Via Casa Vogue

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Última casa projetada por Frank Lloyd Wright será vendida em leilão sem lance mínimo







Considerado um mestre da arquitetura orgânica, Frank Lloyd Wright foi um dos arquitetos mais importantes do século 20. Ao longo de sua carreira, concluiu mais de 500 projetos públicos e residenciais. O último deles foi a "Circular Sun House", em Phoenix, no Arizona (EUA), que será vendida em leilão na próxima quarta-feira, dia 16/10, sem lance inicial mínimo.

Em um terreno de 5.260 m², a propriedade de 287 m² tem três quartos, três banheiros, sala de estar e jantar, cozinha, escritório com vista de 360 ​​graus e piscina em formato de meia lua revestida com madrepérola no terraço. Com vista privilegiada, a casa de dois andares apenas esteve à venda uma vez antes e ainda possui todos os seus móveis originais em madeira de mogno das Filipinas.

Próximo ao Phoenix Mountains Preserve, na região de Palm Canyon, a casa curvilínea, uma das 14 habitações circulares projetadas por Wright, integra-se à paisagem montanhosa, devido ao uso de blocos de concreto que se misturam com as pedras ao redor.

Exemplo excepcional do trabalho de Wright, a casa circular foi projetada em 1959 e concluída em 1967 pelo aprendiz do arquiteto, John Rattenbury. A construção inovadora à beira da montanha mostra as explorações de Frank Lloyd Wright com diferentes formas geométricas.

Via Casa Vogue



domingo, 10 de novembro de 2019

Bombardeio histórico em São Paulo retratado em exposição

Idealizada pelo Coletivo Garapa e realizada pelo Edital de Apoio à Criação e Exposição Fotográfica da Secretaria Municipal de Cultura, a mostra mapeia, a partir da fotografia de bombardeio do imóvel número 2, da Rua Helvetia, outros eventos de violência ocorridos na Revolução Paulista de 1924 - ou ainda, a chamada “revolução que São Paulo esqueceu”.

Fazendo referência aos 23 dias da Revolta, que assolou territórios estratégicos da cidade, principalmente ocupados por áreas fabris ou de cunho institucional, como a sede do Governo Estadual, a mostra é ainda uma iniciativa cultural que se debruça sobre o território comumente denominado como “Cracolândia”. Destaca-se, por exemplo, o fato de o imóvel da rua Helvetia posicionar-se precisamente onde hoje se concentra o "fluxo" de tal região.

Como protesto, praticamente um século depois, a discussão refere-se a outras bombas, reais e simbólicas, que têm explodido sobre o mesmo local e impactado, novamente, os mais vulneráveis. A proposta é fazer uma leitura transversal dessas tensões, desde a formação da região dos Campos Elíseos até a atualidade.

Segundo Paulo Fehlauer, um dos coordenadores e idealizadores do Garapa: “A proposta é de exercitar um olhar ambíguo e dialético sobre essas explosões que, ao longo do tempo, ajudaram e ajudam a moldar não apenas a geografia do território, mas também suas dinâmicas históricas e sociais. Um território cuja alcunha pejorativa [“Cracolândia”] disfarça a complexidade das relações e dos conflitos que se entranham no tempo e no espaço, confinando-as a uma leitura presumidamente unívoca”.

As 24 imagens sobre o levante tenentista foram coletadas dentre diversos acervos documentais - como do Instituto Moreira Salles, da Fundação Energia e Saneamento e da própria Casa da Imagem - e de registros fotográficos contemporâneos. Além disso, a partir da encenação de explosões na região e imagens históricas sem autoria declarada, compõem a expografia algumas criações do próprio Garapa, reconhecido pela produção de fotografia, artes visuais e documentarismo.

Dentre o conteúdo, destacam-se duas imagens: um postal de Gustavo Prugner (1924), cedido pelo Instituto Moreira Salles, e uma reprodução do panorama, de Valério Vieira (1922), com 5 metros de comprimento.


Sob Ataque
Local Casa da Imagem
Endereço Rua Roberto Simonsen, 136 – Centro Histórico de São Paulo
Abertura 26 de outubro de 2019
Período 26 de outubro a 15 de março de 2020
Horário terça a domingo, das 9h às 17h

Via ArcoWeb

sábado, 9 de novembro de 2019

Bienais de 2019: a presença de jovens arquitetos brasileiros

Elisa Martins e Cássio Sauer, sócios no escritório sauermartins, de Porto Alegre, se formaram em 2009 na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com Elisa Martins consagrando-se, em 2010, como uma das cinco vencedoras da 22ª edição do concurso Opera Prima. Apesar da pouca idade, a dupla acumula já quantidade considerável de prêmios no Brasil e exterior, dos quais o mais recente é a distinção que receberam - Prêmio BIENALBA a Explorações Projetuais - na 17ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires, ocorrida entre 15 e 20 de outubro passado na capital argentina. Seu projeto, temporário, para um observatório construído com madeira - por eles e o time de estudantes que lideraram em 2017 na primeira edição do festival Hello Wood na Argentina, evento originário da Hungria, se chama Observatório do Campo e das Estrelas. Uma estrutura delgada em planta e que permitia visuais variadas do entorno a partir da presença ou ausência de uma membrana semitransparente envolvendo a instalação. O projeto havia conquistado anteriormente menção honrosa no Prêmio IABsp 2018.

Recentemente, os jovens arquitetos foram também finalistas do Prêmio Début (para arquitetos com menos de 35 anos de idade) da Trienal de Arquitetura de Lisboa, que permanece aberta em Portugal até 2 de dezembro. Do Brasil, concorreu com eles o gru.a, do Rio de Janeiro, liderado por Caio Calafate (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, 2010) e Pedro Varella (Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2011), mas a vencedora foram os espanhóis do Bonnel+Dòriga (Laura Bonell e Daniel López-Dòriga).

 No Paraguai, na 11ª edição da Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo, realizada entre 6 e 11 de outubro, o grua.a foi um dos 32 finalistas dos prêmios do evento, selecionados em meio à impressionante quantidade de 997 inscritos. Em pé de igualdade com a dupla carioca concorreram, então, outros arquitetos atuantes no Brasil, dos quais venceram o escritório Vão (dos sócios Anna Juni, Enk te Winkel e Gustavo Delonero, todos formados pela Universidade Mackenzie, respectivamente em 2013, 2012 e 2011 - Enk te Winkel foi um dos premiados do Opera Prima, na 24ª edição do certame), com a sede de uma fábrica de blocos construída em 2016 em Avaré, São Paulo; o escritório messinarivas (fundado em 2016 pelo argentino Francisco Rivas, formado pela Universidade Nacional de Córdoba, e pelo brasileiro Rodrigo Messina, graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), com a Capela Ingá-Mirim, construída em 2018 em Itupeva, São Paulo; e o MMBB associado com Paulo Mendes da Rocha, com o Sesc 24 de Maio, inaugurado em 2017 em São Paulo.

Vale ressaltar que, exceto MMBB e Paulo Mendes da Rocha, todos os demais arquitetos citados anteriormente têm no máximo 10 anos de formados. É a recente geração de profissionais brasileiros prenunciando novos ares na arquitetura brasileira.

Via ArcoWeb

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Deborah Engel expõe Vertigem em São Paulo

Curada e produzida pela fotógrafa Deborah Engel, a produção é resultado do olhar da artista sobre a capital paulista e sua intenção na busca por novas reflexões sobre a relação dos visitantes para com a cidade.

“A exposição é um convite ao visitante a repensar sua relação com a cidade ao ter o seu olhar dragado e ao mesmo tempo expelido pelas imagens que o acompanha nas andanças pela cidade de São Paulo”, comenta Engel. Com ensaio crítico de Diego Matos, a artista apresenta nove de seus inéditos relevos fotográficos.

As colagens são elaboradas a partir de fotografias das fachadas de edifícios icônicos - como Edifícios Chipre, Gibraltar e Nações Unidas -, cuja arquitetura é notável no dia a dia de quem vive na metrópole. Em sua pesquisa, a artista propõe uma reinvenção da contemplação, protagonizando a fotografia expandida através da experimentação da perspectiva, do enquadramento e cinetismo. Assim, amplia a função do registro representativo da realidade e afirma uma nova função da fotografia na arte contemporânea, dando vasão à arte interativa - daí também se explica o nome “Vertigem”, dada a sensação de movimento ao expectador mesmo quanto estático.

A mostra é resultado ainda da associação entre as galerias Raquel Arnaud e Portas Vilaseca, essa no Rio de Janeiro. Inicialmente pensada apenas para integrar a Art Weekend São Paulo - evento anual ligado à difusão de artes visuais -, a relevância do conteúdo expográfico tomou corpo e transformou-se em tal mostra. É importante destacar, portanto, que essa também integra o Art Weekend São Paulo entre os dias 8 e 10 de novembro de 2019.


Mostra Vertigem
Local Galeria Raquel Arnaud
Endereço Rua Fidalga, 125 - Vila Madalena, São Paulo
Abertura 26 de outubro de 2019, das 11h às 15h
Período de exposição 26 de outubro a 30 de novembro de 2019
Horário de visitação segunda a sexta, das 10h às 19h | sábados, das 11h às 15h

Mais informações, Vale o Clique!

Via ArcoWeb

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Documentário “Mario Botta: The Space Beyond” apresenta a vida e obra do arquiteto suíço

"Mario Botta: The Space Beyond" é um documentário sobre a vida e obra do arquiteto suíço internacionalmente reconhecido, Mario Botta. O filme é co-dirigido por Loretta Dalpozzo e Michèle Volontè, e produzido pela Swissbridge Productions.

Nos dias 16 e 18 de outubro, o documentário foi exibido em Nova Iorque durante o Festival de Arquitetura e Design, na presença do próprio arquiteto e dos diretores. O filme também será exibido durante o próximo Festival de Roterdã, Beirute Art Festival, festival de cinema Artecinema (Nápoles, Itália), festival Milan Deign Film e ADFF em Toronto e Vancouver.

O filme explora a crescente curiosidade de Botta e suas reflexões sobre as contradições da sociedade. O arquiteto suíço é um dos poucos profissionais que já projetaram espaços de culto para as três maiores religiões monoteístas, tendo projetado igrejas, capelas, uma sinagoga e, recentemente, uma mesquita na China.

O documentário já foi exibido no Reino Unido no Royal Institute of British Architects em 25 de junho. O evento ocorreu durante o Festival de Arquitetura de Londres e foi produzido em parceria com a RIBA e a embaixada da Suíça em Londres.

Via ArchDaily

domingo, 3 de novembro de 2019

Ponte de concreto criada com uma impressora 3D leva a indústria da construção civil a um novo patamar

A impressão 3D mudará a maneira como faremos tudo no futuro, desde estações espaciais até o desenvolvimento de órgãos humanos. Agora, podemos adicionar edifícios à lista graças à Vertico, empresa de impressão 3D com sede na Holanda, em conjunto com a Universidade de Ghent.

A universidade e a empresa se uniram para imprimir uma ponte de concreto a partir de uma impressora 3D. A nova técnica constrói estruturas de concreto depositando uma mistura de concreto especialmente projetada camada por camada. De acordo com a Vertico, esse processo elimina a necessidade de moldes caros e, mais importante, oferece mais liberdade de forma às estruturas.

“Esta ponte mostra o leque de possibilidades que a impressão 3D em concreto oferece. Na Vertico, acreditamos que essa tecnologia é a chave para desbloquear a otimização do material nas estruturas, reduzindo as emissões de CO2 e simultaneamente aumentando a produtividade na indústria da construção”, disse Volker Ruitinga, fundador da Vertico em um comunicado à imprensa.

A indústria da construção precisa de alguma inovação

A construção de estruturas de concreto a partir de uma impressora 3D é revolucionária para um setor que há muito tempo fica atrás de outros em termos de automação e produção. De acordo com a Vertico, é necessário inovar o setor, que, segundo a empresa, produz 23% das emissões globais de CO2. Isso não quer dizer que eles não querem inovação, é muito caro criar formas únicas e orgânicas com técnicas tradicionais.

“Este projeto demonstra as possibilidades da técnica em uma escala relevante e significativa. As vantagens da impressão 3D (concreto) estão sendo cada vez mais reconhecidas e, com essa aceitação, veremos cada vez mais projetos de construção e infraestrutura como esta ponte otimizada. O desejo de redução de material e CO2, tendências de automação e produtividade e requisitos de produção econômicos tornam a impressão 3D em concreto uma inovação com muito potencial”, disse Vertico em comunicado.

A empresa está atualmente trabalhando em uma impressão 3D em uma cúpula de concreto. A produção começará em fevereiro de 2020. Já concluiu esculturas comissionadas, uma fachada arquitetural e duas canoas de concreto.

Via Engenharia É

sábado, 2 de novembro de 2019

Ministério do Meio Ambiente disponibiliza cartilha sobre técnicas de bioconstrução

A bioconstrução se baseia no princípio de que é possível construir tendo um impacto ambiental muito baixo. Para promover este conceito e apresentar técnicas práticas, o Ministério do Meio Ambiente disponibiliza gratuitamente uma cartilha on-line para capacitação e informação acerca do tema e suas devidas metodologias.

Apesar de ter sido criado para um curso do Programa de Apoio ao Ecoturismo e à Sustentabilidade Ambiental do Turismo – Proecotur, o material é extremamente útil para quem deseja entender melhor a bioconstrução e conhecer detalhes de diferentes técnicas sustentáveis e ambientalmente corretas de construção.

Um dos intuitos desta cartilha é oferecer opções para que as comunidades tenham autonomia e sejam capazes de, através de técnicas tradicionais, garantirem suas necessidades sem a dependência de outros grupos. Neste sentido, o primeiro passo é pensar além do comum, é enxergar todos os materiais, sejam eles naturais ou residuais como matéria-prima em potencial.

Utilizar materiais locais, como terra, pedra, palha e madeira é outro ponto de destaque na cartilha. Com esta mudança de paradigmas, o programa passa para a segunda etapa, a observação das condições climáticas, para que os elementos naturais, como o sol e o vento, sejam usados como aliados na obra.

A apresentação de diferentes técnicas tradicionais e eficientes para a construção forma o terceiro bloco de instruções. Superadobe, adobe, COB, taipa de mão, taipa de pilão, são apenas algumas das metodologias apresentadas com detalhes e exemplos práticos. Os cuidados necessários com o abastecimento e saneamento também estão detalhados no material.

O livreto é indicado para qualquer pessoa que queira aprofundar seus conhecimentos acerca da bioconstrução e também para quem deseja iniciar uma obra sustentável e não sabe por onde começar. Além de ter menos impactos ambientais, este tipo de construção custa muito menos do que as tradicionais. Para download, Vale o Clique!

Via ArchDaily

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

KPF projeta a torre CITIC, o edifício mais alto de Pequim

A torre CITIC, de 528 metros, foi inaugurada, sendo o prédio mais alto de Pequim até hoje. Projetada pela Kohn Pedersen Fox Associates (KPF), a arquitetura inovadora permanece culturalmente apropriada, inspirando-se no “zun”, um vaso tradicional originário da China na Idade do Bronze.

A KPF, conhecida por seus edifícios super altos, com um portfólio que inclui 5 das 11 estruturas mais altas do mundo, imaginou para a Torre CITIC uma forma de vaso, variando de 78 metros de largura na base a 54 metros de altura, ampliando-se no centro e terminando com 69 metros de largura no topo. O design da torre, adequado para a maior zona sísmica da China, encontra o terreno com elegância. O edifício cria uma planta quadrada com cantos arredondados.

No nível do solo, a curva do hall cria um efeito dramático, fornecendo um "pano de fundo para a experiência dos pedestres". A expressão da fachada única é introduzida na cobertura interna, seguindo a mesma lógica das curvaturas. Contendo a sede do CITIC Group e do CITIC Bank, a torre também incorpora escritórios e um centro de negócios polivalente.

"Imaginando a torre mais alta da cidade como uma representação de sua história e pessoas, abordamos o prédio como uma entidade pública em nosso projeto, […] A parede cortina, uma camada leve e delicada, se dobra na base e sinaliza as várias entradas do edifício. Ele parece flutuar acima do plano do solo, evocando a escala e a atividade humana que ocorrem em sua base e, finalmente, promove o envolvimento do público com a arquitetura e o bairro como um todo. Essa sincronia entre torre e paisagem, associada a sua forma simples e escultural, define a Torre CITIC." - Robert Whitlock, diretor de projeto.

A CITIC, localizada na parte norte da densa região de Pequim CBD, conecta-se a uma “vasta rede de transporte subterrâneo, conectando um sistema de passagens para pedestres, uma estrada no nível B2 e quatro linhas de metrô em três estações”, assim como seus edifícios vizinhos.

Sobre os desafios do projeto, Li Lei, diretora de design, afirma que seu objetivo para a torre era "criar uma peça central para o novo CBD que suscitasse harmonia com a capital histórica, propondo uma arquitetura inspiradora e contemporânea". Ela continua declarando que a empresa "abstraiu a forma elegante do zun e se concentrou em sua transformação gradual, aplicando esse motivo em várias escalas: desde a massa geral da torre, até a parede de cortina, o hall de entrada e os detalhes do interior". De fato, para KPF, a torre CITIC é integrada em seu contexto através de seu “perfil no horizonte, presença dinâmica no nível da rua, hall transparente e observatório”.

Via ArchDaily

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

David Chipperfield vence concurso para projetar a nova sede da Rolex USA em Nova Iorque

O concurso internacional para a sede da Rolex USA em Nova Iorque selecionou o escritório britânico David Chipperfield Architects como vencedor para projetar uma torre na maior cidade norte-americana. O projeto substituirá o edifício existente, sede da empresa desde os anos 70.

David Chipperfield Architects ficará responsável por desenhar e construir uma torre de 25 pavimentos, concebida de acordo com os critérios do LEED Platinum para apresentar os mais altos índices de eficiência energética. O edifício de 16.000 metros quadrados deverá também simbolizar o compromisso da Rolex com a qualidade, precisão e excelência.

"Estamos orgulhosos de termos sido selecionados para projetar o edifício da sede da Rolex USA. Nossa equipe está empenhada em conceber um edifício exemplar, adequado à herança e cultura da marca Rolex, bem como à sua localização na 5th Avenue." -- David Chipperfield

Localizada na esquina da 5th Avenue com a 53rd Street, a nova sede oferecerá novas áreas de escritórios para funcionários e inquilinos, gerando espaços que melhorarão o bem-estar de seus usuários, além de contar com uma nova loja Rolex no térreo.



Via ArchDaily

terça-feira, 29 de outubro de 2019

EXPODERIVA 2019 - BAIRRO ITATIAIA - ABNER RAMOS








"Foi uma alegria muito grande, estar na minha sexta Deriva do Bem e experienciar a diversidade e poesia dos espaços na Vila Itatiaia."
Abner Ramos











Legenda:
Foto 1: Escola
Foto 2: Árvore-escola
Foto 3: Pé
Foto 4: Quadra-arte_1
Foto 5: Quadra-arte_2
Foto 6: Viva o circo




sábado, 26 de outubro de 2019

Estudantes brasileiros constroem casa de garrafa PET

Uma casa ecologicamente correta, que oferece maior conforto térmico e ainda é mais barata que uma construção tradicional em alvenaria. Esse foi o projeto CASA PET, que rendeu a conquista do 5º Prêmio Instituto 3M para Estudantes Universitários 2013 para uma equipe dez alunos da FATEC de Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

A ideia, nascida em 2012, começou a ganhar forma quando o grupo de estudantes – monitorados por três professores – se inscreveu e venceu em 2013 a quinta edição do concurso com o projeto da CASA PET. “Fomos premiados e, com isso, ganhamos R$ 30 mil para transformar a proposta em realidade no prazo de um ano. Sem dúvida, um desafio ainda maior”, conta a estudante Adriana Roberta Mendonça.

Com o troféu na mão e o dinheiro na conta, a equipe colocou a mão na massa. Em outubro de 2013, os alunos iniciaram a construção de uma casa de 24m² – incluindo uma sacada – no campus da FATEC de Presidente Prudente, com o uso de 4 mil garrafas PET preenchidas com areia lavada e solo cimento (uma mistura de terra com 10% de cimento), que substituíram os tijolos desde as fundações até o teto. A estrutura da edificação, como as colunas de sustentação, é a mesma de uma residência de alvenaria. “Da maneira como foi feita, a obra fica tão resistente quanto as casas comuns”, explica a professora Camila Pires Cremasco Gabriel, da UNESP de Tupã, uma das coordenadoras do projeto.

Além da reciclagem das embalagens PET, outro grande benefício do projeto implementado pelos alunos da FATEC é a economia. Enquanto uma obra com as mesmas medidas erguida com tijolos gasta 10 sacos de cimento, a CASA PET só precisa de quatro. Contabilizando a mão de obra, material e acabamento (pintura, instalações elétrica e hidráulica) o custo foi de R$ 15 mil, ou seja, 30% a menos do que seria gasto em um projeto igual com uso dos materiais tradicionais.

“O projeto CASA PET é de fundamental importância, pois prova que uma construção ecologicamente correta feita de embalagens PET é uma alternativa econômica viável e que pode ser utilizada por pessoas de baixa renda”, avalia Camila.

As vantagens não param ai. Além da economia, a estimativa é que os cômodos que substituem tijolos por garrafas PET sejam 20% mais frescos. Isso porque as paredes são bem mais espessas: 35 cm de largura, enquanto as convencionais têm, em média, 13 cm. “Com a obra concluída e entregue, o grupo de estudantes começa agora a fase de medições de temperatura dentro da residência, com o objetivo de comprovar esta tese. Esse trabalho deverá ser concluído no segundo semestre de 2015”, completa Camila.

Desde sua criação, o Prêmio Instituto 3M para Estudantes Universitários já ajudou a tirar do papel várias ideias inovadoras. Uma delas, por exemplo, é o Projeto Bambu, desenvolvido por alunos da UNESP de Bauru, com o objetivo de capacitar agricultores da cadeia produtiva do bambu a gerarem renda por meio da produção de artesanato. A 6º edição do concurso ocorrerá no primeiro semestre de 2015 para estudantes universitários de todo o país.

Via Ciclo Vivo

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Hotel na Noruega tem a piscina infinita incrível

Um novo hotel em um dos lugares mais famosos da Noruega ganhou muitos elogios na Internet, especialmente pela piscina de fundo de vidro insana que se projeta do penhasco a quase 2000 metros. Piscinas extremas estão meio que tendo o seu momento, mas a piscina incorporada ao conceito do hotel Cliff Concept Boutique Hotel leva piscinas extremas para outro nível.

Construído no famoso Preikestolen da Noruega, também conhecido como Pulpit Rock, hotel da Atak prevê uma estrutura de cinco andares embutidos no rochedo do próprio penhasco, com varandas ovais incríveis. A entrada do hotel estaria localizada no telhado – que funciona como um mirante -, e o interior do hotel presumivelmente seria esculpido de rocha.

O nível mais baixo é um verdadeiro show. Estendendo-se mais longe do que qualquer outra plataforma, o menor deck do design possui uma área comum para os hóspedes com as habituais cadeiras e espreguiçadeiras que você encontraria em qualquer hotel de luxo. Você seria perdoado se esquecesse deles quando visse a piscina infinita. Apoiada por cabos presos ao topo do penhasco, a piscina infinita é feita de vidro de cada lado e na parte inferior, dando uma visão desobstruída de tudo abaixo.

Via Engenharia É


quinta-feira, 24 de outubro de 2019

EXPODERIVA 2019 - BAIRRO ITATIAIA - ALTILLIERME CARLO

 CAMINHOS NA CIDADE

A Arquitetura e a Cidade
fazem sentido quando são sentidas e apropriadas.
A vida é feita de caminhos, passos e encontros.
É sobre criar vínculos, experiências e memórias.
É mudar os passos e mudar a cada passo.
Caminhar é refletir, pertencer, descobrir, sentir e sobre dar sentido.
Derivar é caminhar, por vezes, no desconhecido para conhecer, sobreviver e viver.

[Altillierme Carlo]