terça-feira, 19 de março de 2019

HOZO desenvolve régua de rolamento digital



O estúdio HOZO Design C.O. lançou uma campanha de financiamento coletivo no Indiegogo para a “primeira régua compacta de rolamento digital”. A “ROLLOVA” se propõe a substituir réguas e trenas tradicionais por um dispositivo compacto que mede curvas e retas. O corpo de aço inoxidável conta com uma tela digital de alto contraste que mostra as medidas das superfícies.

Com uma tolerância máxima de + -0,4%, o dispositivo pode medir distâncias de até 10 metros. Para medidas em cantos de janelas, o aparelho compensa o valor adicionando seu próprio raio ou o diâmetro, semelhante aos medidores de laser convencionais.

"Estamos vivendo em um mundo movido pela tecnologia; um mundo que está mudando a cada minuto; e um mundo cheio de inovações que está impulsionando e remodelando todos os aspectos de nossa vida. ROLLOVA é um produto dessa natureza - uma régua digital que transforma a maneira como você mede as coisas. Mais importante, uma régua que mede uma variedade de superfícies de maneira mais fácil do que nunca." - HOZO Design C.O.

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Via ArchDaily

segunda-feira, 18 de março de 2019

Dubai anuncia a construção de mais uma torre com mais de 500 metros de altura

A Dubai Holding divulgou detalhes do mais recente arranha-céu planejado para a maior metrópole dos Emirados Árabes Unidos. O Burj Jumeira terá 550 metros de altura e é “inspirado nas ondas harmoniosas das dunas e oásis” da região. Oficializada no dia 31 de janeiro deste ano na presença do líder do país, o Xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum, a nova torre fará parte de um grande empreendimento conhecido como Downtown Jumeira, “uma cidade do futuro que se destaca por seu design inteligente e coesa rede de infraestrutura."

A fachada da torre será revestida por telas digitais que podem ser utilizadas para várias ocasiões e celebrações. Ademais, a torre contará com um lounge e restaurante 450 metros acima do solo, além de vários mirantes de observação que oferecerão aos visitantes vistas panorâmicas de Dubai.

Semelhante ao Burj Khalifa, de 828 metros de altura, o display digital da fachada será capaz de iluminar a torre. Esses dispositivos estarão presentes também internamente, nos mirantes de observação da torre.

Quando iniciado, o projeto será uma das 14 mega torres em construção em Dubai (com mais de 300 metros de altura), de acordo com o CTBUH. A construção da torre acontecerá durante a Expo 2020, com conclusão prevista para 2023.

Via Arch Daily

domingo, 17 de março de 2019

Instituto tailandês ganha campus feito com contêineres

O Instituto Internacional de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável (ISDSI na sigla em inglês) colocou em prática seus ensinamentos ao transformar 22 contêineres em um campus sustentável. Além de ensinar sobre upcycling e sustentabilidade, o campus do instituto também é exemplo em preservação de árvores, agricultura urbana e gestão de resíduos.

O prédio metálico foi construído em um terreno cheio de árvores e apenas duas delas foram retiradas, minimizando o impacto negativo que a construção poderia causar no ambiente. Outra medida ambiental tomada foi a quantidade de cimento utilizada, que foi examinada para ser mínima para evitar as emissões de gases de efeito estufa.

Ambientes projetados e ecológicos
Os contêineres foram especialmente escolhidos para os propósitos do design da obra, de modo que não houve equívocos ou erros. Após a empilhagem, os contêineres foram cortados para abrir portas, janelas e deques. Para não gerar resíduos da obra, o metal cortado das estruturas metálicas foi reutilizado para formar paredes internas, portas, pias e bancadas de banheiros, e até em um quiosque e balcão de recepção no café e na academia do local.

O projeto, que levou cerca de nove meses para ficar pronto, tem salas de aula e de reunião, cozinha e diversos espaços livres. Todos os ambientes do prédio são energeticamente eficientes e foram projetados para ser iluminados pela luz do sol. Além disso, o campus também tem iluminação de LED distribuída por toda extensão para garantir claridade nas áreas com pouca luz natural. Os cômodos têm também isolamento térmico e mantém uma temperatura temperada, mas são equipados com ar-condicionado reciclado de edifícios antigos para garantir um clima mais fresco quando necessário.

Cultivo e compostagem
A parte externa do campus não foi esquecida e foi cuidada para comportar plantas e espaços verdes. A compostagem de orgânicos que também é feita no local garante nutrientes para as plantas e promove suporte para o solo, promovendo um local propício para o cultivo.

Via Ciclo Vivo

sábado, 16 de março de 2019

AccorHotels lança hotel modular feito de contêineres

Um novo conceito de acomodação efêmera e móvel está sendo proposta pela AccorHotels. Chamado de Flying Nest, a solução usa contêineres marinhos para fabricar quartos confortáveis, modulares e transportáveis. A ideia foi projetada por Ora-ïto, uma premiada marca francesa de designer.

Criada para oferecer uma experiência funcional e agradável, engana-se quem pensa que se trata de uma experiência rústica. Cada ilha é composta por seis módulos revestidos com matérias-primas naturais e decorados com todo o conforto de um quarto de hotel, o que inclui cama de luxo, banheiro privativo, área de estar com ar-condicionado e conexão wifi.

“O layout das ilhas, o pátio e as grandes janelas que conectam o interior de cada sala ao exterior proporcionam aos hóspedes uma opção de acomodação totalmente imersiva”, afirma Damien Perrot, vice-presidente sênior de design da AccorHotels. Em menos de um dia, toda a estrutura pode ser montado e/ou desmontada.

Todos módulos foram concebidos tendo em mente a sustentabilidade: materiais, técnicas e equipamentos são ecologicamente corretos. Comércio justo, pintura ambientalmente certificada, revestimento de madeira de florestas geridas ambientalmente, iluminação LED são algumas das características da construção. Os módulos ainda operam usando energia renovável e recuperam a água cinza.

Após testar o projeto piloto em diversos eventos culturais, esportivos e artísticos em toda a França, o grupo hoteleiro entendeu que a ideia poderia vingar. Não por acaso, a construção pretende atender eventos ou necessidades de alojamento onde a capacidade do hotel principal esteja saturada.

Via Ciclo Vivo

quinta-feira, 14 de março de 2019

Prefeitura de SP tomba obras de Paulo Mendes da Rocha

Obras do arquiteto Paulo Mendes da Rocha entraram no conjunto de edificações tombadas pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo, o Conpresp.

Entre os endereços tombados, aparecem as casas Paulo Mendes da Rocha, no Butantã, Mario Masetti, no Pacaembu, e James Francis King, em Santo Amaro, e os edifícios do Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE) e da Escola Estadual Presidente Roosevelt.

A partir da decisão, qualquer alteração ou reforma nos edifícios precisarão da autorização do Conpresp para serem realizadas.

Além deles, também entrou na lista o Club Athlético Paulistano, nos Jardins, e sua sede, desenhada pelo mordernista Gregori Warchavchik, e o Ginásio Antônio Prado Júnior, de Mendes da Rocha em parceria com o colega João Eduardo De Gennaro.

O capixaba Mendes da Rocha, de 90 anos, é considerado o maior arquiteto brasileiro vivo. Devido ao seu currículo, em 2006 recebeu o Prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura. Além dele, entre os brasileiros, apenas Oscar Niemeyer (1907- 2012) havia conquistado tal status.

Segundo decisão, publicada em 26 de fevereiro, a medida foi tomada “considerando que os imóveis indicados são reconhecidos como portadores de valor histórico, simbólico ou cultural pelas comunidades locais”.

A publicação também comenta a “importância do conjunto da contribuição arquitetônica paulista e paulistana à história da Arquitetura Moderna Brasileira a partir de meados dos anos 40 e que se intensifica a partir de meados dos anos 50”.

Além da “contribuição do arquiteto e professor Paulo Mendes da Rocha, tanto no âmbito de sua produção arquitetônica como no ensino da arquitetura, e, ainda, na qualidade do conjunto do trabalho que vem realizando nos últimos 64 anos”.

Via Casa Vogue

quarta-feira, 13 de março de 2019

Arata Isozaki vence o Prêmio Pritzker 2019

Arata Isozaki foi nomeado o vencedor de 2019 do Prêmio Pritzker de Arquitetura. Isozaki, que pratica arquitetura desde os anos 1960, tem sido considerado um visionário arquitetônico por sua abordagem transnacional e destemidamente futurista ao projeto. Com mais de 100 obras construídas, Isozaki também é incrivelmente prolífico e influente entre seus contemporâneos. Ele é o 49º arquiteto e oitavo arquiteto japonês a receber a honra.

De acordo com o júri, na citação do prêmio: “... em sua busca por uma arquitetura significativa, ele criou edifícios de grande qualidade que até hoje desafiam categorizações, refletem sua constante evolução e estão sempre atualizados em sua abordagem”.

"Eu sempre senti que o mais importante é encontrar uma maneira de escapar da estrutura ou consciência estética com a qual estou oprimido."

Nascido em 1931 em Oita, uma cidade na ilha de Kyushu, no Japão, o início de Isozaki na arquitetura foi profundamente afetado pelos eventos mundiais da época. Isozaki tinha apenas 12 anos quando Hiroshima e Nagasaki foram dizimadas na Segunda Guerra Mundial; sua cidade natal foi incendiada durante a guerra. “Quando eu tinha idade suficiente para começar a entender o mundo, minha cidade natal foi incendiada. Do outro lado da costa, a bomba atômica foi lançada em Hiroshima, então eu cresci no marco zero. Tudo estava em ruínas, e não havia arquitetura, nem edifícios e nem mesmo uma cidade ... Então, minha primeira experiência em arquitetura foi o vazio da arquitetura, e comecei a considerar como as pessoas poderiam reconstruir suas casas e cidades.”

Isozaki levou esta visão de mundo com ele para a Universidade de Tóquio, onde se formou na Faculdade de Arquitetura e Engenharia em 1954. Prosseguiu os estudos com um Ph.D. na mesma faculdade antes de iniciar sua carreira arquitetônica a sério no escritório de Kenzo Tange. Isozaki rapidamente se tornou o protegido de Tange, trabalhando em estreita colaboração com o Prêmio Pritzker de 1987, antes de estabelecer seu próprio escritório em 1963.

O Japão na época estava em um período de imensa mudança e reinvenção. O país havia sido libertado da Ocupação Aliada apenas uma década antes, e ainda estava se recuperando dos efeitos posteriores da guerra. "A fim de encontrar a maneira mais adequada para resolver esses problemas, não pude me apoiar em um único estilo", diz Isozaki. “A mudança se tornou constante. Paradoxalmente, isso veio a ser meu próprio estilo ”.

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Via ArchDaily

terça-feira, 12 de março de 2019

Hotel com referências dos anos 1960 é inaugurado no Aeroporto JFK




Um clássico da arquitetura, o terminal da Trans World Airlines, que fica no aeroporto John F Kennedy, em Nova York, e foi projetado pelo arquiteto finlandês-americano Eero Saarinen, volta a ganhar destaque com a inauguração do TWA Hotel - que estará aberto aos hóspedes a partir do dia 15 de maio.

Fechado em 2001 por não ser capaz de suportar o tamanho de aeronaves modernas, o edifício que abrigava o terminal sempre chamou atenção por seu telhado de concreto curvado que transborda leveza apesar do material. Isso sem contar as amplas paredes de vidro e o salão de cor vermelha com assentos embutidos no chão,  estrela do agora lobby do hotel.

Os 512 quartos, por sua vez, estão alojados em dois novos edifícios curvos, colocados atrás da estrutura de Saarinen. As construções contam com espessas paredes externas construídas para bloquear o ruído da pista.

O interior dos quartos, por sua vez, foram projetados para evocar a história do terminal original, com elementos que remontam ao design dos anos 60, como paredes brancas, pisos de madeira escura, painéis de nogueira e detalhes em bronze.

Para completar, os hóspedes do TWA Hotel também têm acesso a uma variedade de comodidades, incluindo seis restaurantes, oito bares, um café, salão de festas, academia, lojas, piscina e até um museu que exibe os uniformes antigos das aeromoças da TWA.

Via Casa Vogue


segunda-feira, 11 de março de 2019

A casa de ópera brilha no litoral de Zhuhai

O Instituto de Arquitetura de Pequim apresenta uma nova estrutura nas margens da ilha de Zhuhai, na província de Guangdong, na China.Uma ópera com uma estrutura leve, que se funde naturalmente entre o mar e o céu de uma forma pura e elegante.O arquiteto conseguiu erguer um novo marco para a ilha, mantendo uma atitude humilde em relação à natureza.A ópera tem formas circulares, para representar o sol brilhante e a lua fascinante.

Com um espaço de aproximadamente 50.000 m², a nova casa de ópera é o primeiro teatro da ilha no continente chinês. A Zhuhai Opera House tem duas partes:  uma foi feita com efeitos técnicos acustico-ópticos na Sala de Concertos com 1.600 lugares, além de lobby, auditório e palco para teatro musical de grande escala, musicais, balé, sinfonias, música de câmara, ópera entre outros espetáculos.

Enquanto isso, a ópera menor pode receber 500 espectadores e exibe obras de arte regional original, drama de vanguarda, drama de mini-teatro, ópera local, dança moderna, coletivas de imprensa, desfiles de moda e reuniões anuais corporativas e assim por diante.

Via Hypeness


domingo, 10 de março de 2019

Pôster reúne e categoriza todas as pinturas de Van Gogh

 Ao longo dos 37 turbulentos anos de sua vida, apesar das idas e vindas de sua delicada saúde mental, o pintor holandês Vincent Van Gogh criou prolificamente, produzindo das duas mil obras de arte e se tornando (lamentavelmente somente após tirar a própria vida) um dos mais importantes artistas em todos os tempos. Dentre flores, campos, mulheres, homens e autorretratos, quase 900 destas obras foram suas incríveis pinturas a óleo – que agora podem ser admiradas todas reunidas em um só quadro: uma gráfico completo, como uma tabela organizando por categorias, temas e universos, ligando-os entre caraterísticas comuns, tais pinturas.

Intitulado “Taxonomia Visual de Van Gogh”, o quadro divide a obra entre categorias como “natureza morta”, ‘paisagens”, “flores”, “cenários sociais”, “campos e jardins” e outras subcategorias.

A empreitada para realizar o pôster é da empresa Curious Charts, ou “tabelas curiosas” que, como nome diz, cria incríveis pôsteres com tabelas cobrindo os temas mais diversos.

Dentre os muitos desafios de realizar a tabela com as pinturas do pós-impressionista holandês, a maior questão era mesmo o tamanho para abrigar a imensa quantidade de obras.

O pôster, de cerca de 60 cm por 90 cm, traz não só todas as pinturas a óleo que Van Gogh realizou, como o nome e o ano em que foram pintadas – além das “famílias”, categorias e subcategorias que definem e ligam cada trabalho e entre si.

A incrível “Taxonomia Visual de Van Gogh” está sendo financiada por crowdfunding, através de uma campanha no Kickstarter, que já superou com folga sua meta e ainda vai até dia 14 de junho.

Via Hypeness

sábado, 9 de março de 2019

Arquitetos querem transformar ponte antiga em parque + edifício horizontal

A Escandinávia é conhecida pelos incríveis projetos de design e arquitetura, mas este consegue superar todas as expectativas. A prefeitura de Estocolmo, capital da Suécia, estava prestes a derrubar a ponte Gamla Lidingöbron, construída na década de 1920 mas em desuso nos dias de hoje, quando um escritório de arquitetura apresentou o projeto de transformá-la em parque e prédio horizontal.

A ideia do Urban Nouveau é aproveitar a imensa estrutura da ponte, para construir 50 apartamentos luxuosos e um parque nas alturas, estilo High Line Park, em Nova Iorque. O projeto, que é de um brasileiro e uma sueca, faz parte de uma petição criada para protestar contra a demolição da ponte e propõe que a venda dos apartamentos financiem a restauração dela, que já serviu como conector ferroviário e pedestre entre Estocolmo e a ilha de Lidingö.

A prefeitura de Lidingö negou a proposta, dizendo que ela ofereceria riscos e atrasos, mas os arquitetos responsáveis já se uniram com engenheiros estruturais, que disseram que ela é “estruturalmente sólida e totalmente viável”. O projeto, além de ter o objetivo de oferecer um parque incrível para a capital sueca, promete fazer a prefeitura economizar mais de 110 milhões de coroas, o equivalente a 11 milhões de euros.

Via Hypeness


sexta-feira, 8 de março de 2019

Conheça a casa na árvore futurista

Toda criança um dia já sonhou em ter uma casa na árvore, mas nos nossos sonhos elas eram mais rudimentares, sem conforto e um tanto frias. Porém, se depender da empresa Tree Tents, as casas na árvore do futuro não serão apenas objeto de desejo entre crianças, como possíveis moradas para adultos que desejam viver em meio à natureza.

A empresa – sediada no Reino Unido, está criando um conceito totalmente inovador, que traz todo conforto necessário, até para os mais aventureiros. Com estrutura inspirada no design aeroespacial moderno, leve e extremamente resistente, ela pode ser montada nos mais diferentes terrenos, desde florestas tropicais até no frio polar do hemisfério norte.

100% desmontável, ela pode ser transportada com facilidade e não exige ferramentas complexas para fazer os encaixes que formam a estrutura de madeira e alumínio. Aconchegante e espaçosa, quem desejar comprá-la pode personalizar não somente o tamanho, como os componentes internos. Os preços começam a partir de 33 mil dólares.

Via Hypeness

quinta-feira, 7 de março de 2019

Bauhaus celebra 100 anos com criação de dois novos museus






Em 2019 se comemoram os 100 anos da Bauhaus, a escola de arte e design pioneira no mundo. Para marcar a data, rolou uma exposição no Sesc Pompeia e ela também foi motivo para a criação de dois novos museus em Weimar e Dessau, na Alemanha. As cidades escolhidas para os espaços culturais são as mesmas que sediaram as atividades da Bauhaus há um século.

O Museu Bauhaus Weimar já tem data marcada para abertura: dia 6 de abril de 2019. O local levou três anos para ser construído e irá concentrar a mais antiga coleção de objetos da escola, título que antes pertencia ao Museu Bauhaus de Theaterplatz, fechado há 1 ano.

No dia 8 de setembro, é a vez do Museu Bauhaus Dessau abrir suas portas. O foco do espaço será na diversidade de aprendizados, além de resgatar a memória dos clássicos da escola.

O projeto arquitetônico do novo museu ficou a cargo do estúdio addenda architects, cuja ideia se destacou entre mais de 800 proponentes. A proposta é de um edifício quadrado suspenso em que as exposições sobre a escola ficariam localizadas no segundo piso, enquanto o térreo seria composto de uma área transparente, que daria espaço a mostras temporárias.

Via Hypeness


quarta-feira, 6 de março de 2019

Casa autossuficiente é feita com bambu e técnicas de bioconstrução

As pessoas têm buscando cada vez mais uma vida mais sustentável, onde tenham integração com a natureza e possam morar, plantar alimentos e ter ferramentas necessárias para sua subsistência. A Casa das Birutas, localizada dentro de uma ecovila em Piracaia, interior de São Paulo, conseguiu reunir todos esses elementos em um só lugar, criando um verdadeiro paraíso autossuficiente.

Desenvolvida pelo escritório Gera Brasil, das arquitetas Karen Ueda e Nilce Pinho, a residência foi construída com técnicas de bioconstrução para gerar o menor impacto ambiental possível. Tudo lá foi pensado para dar maior independência a seus moradores, por isso, a casa capta, reutiliza e trata toda sua água, gera sua própria energia, fornece biogás para cozinhar a partir de restos de alimentos e fezes, e ainda produzirá seus próprios alimentos em um jardim agroflorestal.

“Ao mesmo tempo que usamos o banheiro ou descartamos restos de alimentos, estamos produzindo gás para a cozinha. Quando tomamos banho, já estamos regando o pomar. Quando abrimos um buraco no solo, guardamos a terra para fazer uma parede, ou um reboque. Se tomamos um vinho, guardamos a garrafa para fazer dela degraus no terreno acidentado”, disse Nilce, que além de arquiteta é também a proprietária da casa. “Foi assim que pensamos todo o projeto, onde toda a ação teria uma reação. A terra da fundação virou muro de contenção, a madeira da fundação, parede do depósito de obra. Toda água que utilizamos volta limpa para o solo, quer maior ganho que este?”.

Materiais naturais e técnicas sustentáveis
A cobertura da casa foi toda feita em bambu, a estrutura em madeira certificada, o muro de arrimo de hiperabode (terra local ensacada). A residência ainda reaproveitou o maior número possível de materiais, tanto da obra, como reutilizando itens de demolição. Mais de seis mil garrafas de vidro foram utilizadas como piso dos degraus, distribuídos ao longo do terreno íngreme.

Foram levadas em consideração técnicas passivas de projeto para a construção da residência, como ventilação cruzada, iluminação e vedação para conforto térmico. Com isso, os gastos de energia para iluminação e aquecimento/resfriamento foram reduzidos em 70%. Além disso, a residência ainda usa a tecnologia solar para gerar sua própria energia e aquecer a água dos chuveiros, tornando-a o mais autossuficiente possível. Para mais detalhes sobre as estratégias e o projeto da casa, Vale o Clique!

Via Ciclo Vivo

terça-feira, 5 de março de 2019

Com telhado verde gigantesco, museu ganha selo LEED Gold

Construído nos anos 60, o museu histórico Gateway Arch, de Saint Louis, no Missouri (EUA), assim como seu centro de visitantes, foi reaberto ao público em julho de 2018 após ser reformado. As obras, além de tornarem o local mais acessível para pedestres e ciclistas, tiveram a construção sustentável como meta. Agora, a gestão comemora o reconhecimento de todo o trabalho ao receber a certificação do selo LEED Gold.

O sistema de classificação LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental), desenvolvido pelo GBC, é o sistema de classificação de construção ecológica mais reconhecido e aceito do país. Para consegui-lo, o escritório de arquitetura Cooper Robertson propôs uma série de medidas que foram implementadas.

Agora, 99% do telhado de 12 mil metros quadrados é vegetado. Isso reduz drasticamente o “efeito ilha de calor” e maximiza a quantidade de espaço aberto no parque. Isso significa que melhorou a vista do Gateway Arch e há mais espaço para os visitantes percorrerem e explorarem o terreno a pé. É interessante também que, devido a cobertura, o museu está escondido quase inteiramente no subsolo.

Na construção, os materiais utilizados em todo o projeto ou foram reciclados ou foram extraídos regionalmente. Já os produtos de madeira atendem aos requisitos de manejo florestal responsável. Além disso, mais de 80% dos resíduos de construção e detritos de demolição gerados pelo projeto tiveram uma gestão ecologicamente correta.

A instalação de sistemas de baixo fluxo de água permitiu que a redução no uso total de água potável fosse maior que 31%. Também houve economia de custos de energia em 24% na execução do projeto. Com as construções prontas, um sistema de coleta e reciclagem de água da chuva ajudam a manter a economia de água no cotidiano.

Ainda foram priorizados materiais de baixa emissão para beneficiar a qualidade do ar interno. E, por fim,  a intervenção geral na paisagem e na construção restabeleceu a conexão entre o parque e museu no centro de St. Louis e suas linhas de metrô, incentivando os visitantes a utilizarem o transporte público ao invés de automóveis.

“O serviço do Parque Nacional tem metas ambiciosas de sustentabilidade que a equipe de design adotou com entusiasmo. Além de um extenso telhado verde, o prédio apresenta componentes mais sustentáveis ​​e resilientes, como iluminação LED, sistemas HVAC de alta eficiência e conexões próximas às redes locais de transporte público. Esses recursos trazem um alto nível de eficiência que corresponde à ambição do National Park Service. A certificação LEED Gold reconhece esse compromisso e inovação em design”, disse Scott Newman, sócio da Cooper Robertson.

“Estamos orgulhosos do planejamento cuidadoso e implementação das iniciativas sustentáveis”, disse Mike Ward, superintendente do Museu. “Reduzir nosso impacto ambiental é uma das principais prioridades em todo o National Park Service. As medidas de sustentabilidade que instituímos aqui atendem a essa meta e também criam uma experiência de visita agradável em todo o nosso belo parque”.

Via Ciclo Vivo

segunda-feira, 4 de março de 2019

Casa moderna na Índia não precisa de ar-condicionado o ano todo

Quando arquiteto Surat Ankit Parekh da Parekh Collaborative foi convidado para projetar uma casa para uma família, no estado indiano de Madhya Pradesh, um dos pré-requisitos foi que devia ser uma residência confortavelmente fresca sem ar condicionado.

Parekh virou-se para métodos antigos, de baixa tecnologia para arrefecimento natural, a partir de telas decorativas ainda funcionais para conseguir ventilação. Como resultado, a casa, com o nome Rambaugh, mantém uma variação de temperatura de 6 a 8 graus durante todo o ano.

Trabalhada com uma aparência contemporânea enraizada em técnicas tradicionais, Rambaugh foi projetada para abrigar uma família de seis pessoas em Burhanpur.

A residência possui amplo espaço para grandes reuniões – a família estendida do cliente mora no mesmo recinto – e celebra a vida interior da casa. Áreas comuns compartilhadas, ladeadas por espaços verdes, formam o coração da casa de dois andares, da sala de estar em plano aberto e da área de jantar, até a sala que se abre para um terraço inferior no primeiro andar. A sala de estar formal e a cozinha estão isoladas em cantos opostos da casa. O quarto principal e outros dois quartos estão localizados no piso térreo, enquanto dois quartos adicionais podem ser encontrados no andar de cima.

Um estudo solar informou a orientação do edifício e a colocação de aberturas que, combinadas com os turbuladores operados mecanicamente, tiram proveito da ventilação natural. A jali de pedra (uma tela decorativa, perfurada e tradicional) foi cortada manualmente no local e instalada no lado sudoeste da casa para desviar o ganho solar indesejado.

Uma grande árvore de tamarindo existente no sudeste do local fornece sombra adicional. O layout da casa também promove a ventilação natural e o acesso à ampla luz natural. Além disso, a água da chuva é colhida e reutilizada em casa. Confira!

Via Engenharia É

domingo, 3 de março de 2019

Maior telhado solar coletivo do mundo é inaugurado na Holanda

A Nissan Motor Parts Center (NMPC) iniciou o funcionamento do maior telhado solar coletivo dos Países Baixos, localizado em um armazém da empresa em Amsterdã, na Holanda. O projeto é um resultado da primeira colaboração entre os moradores da região e a montadora japonesa e está sendo financiado por um esquema nacional de crowdfunding.

O teto solar consiste em quase nove mil painéis fotovoltaicos e produz energia renovável o suficiente para abastecer 900 residências por ano. A ação também irá amenizar significativamente a produção de CO2 do armazém. Estima-se que o projeto conseguirá reduzir até 1,2 mil toneladas de CO2 por ano.

Com capacidade para produzir cerca de 70% de toda energia necessária por ano do Nissan Motor Parts Center, a instalação do telhado solar representa um marco histórico da montadora japonesa, que deseja fazer com que sua operação pela Europa seja mais sustentável. Além disso, a energia gerada por um dos painéis será direcionada para a rede de energia nacional do país.

“A Nissan está comprometida em reduzir o impacto ambiental de nossas instalações pela Europa e nós estamos encantados que poderemos confirmar o funcionamento do telhado solar no nosso centro de peças em Amsterdã”, afirmou Francisco Carranza, diretor geral da Nissan Energy.

“Amsterdã é uma das cidades mais avançadas na Europa e nós estamos animados em poder ajudar a cidade a ficar mais limpa e eficiente em seu uso de espaço, energia e recursos, além de fazer com que nossas operações sejam mais sustentáveis”, comentou Koen Maes, diretor geral da Nissan Benelux. Mais detalhes, Confira!

Via The Greenest Post

sábado, 2 de março de 2019

Suécia encara desafio de mudar cidade de lugar

Planejadores urbanos e arquitetos da Suécia estão encarando um desafio para convencer os moradores de Kiruna a se mudar. Os 18 mil habitantes da cidade estão sendo deslocados para uma área 3,2 Km mais distante por conta das condições do solo que, explorado há quase 70 anos por uma mineradora estatal que vinha extraindo minério de ferro, está condenado e pode "engoli-la" lentamente

A mineradora Luossavaara-Kiirunavaara (LKAB) e o governo sueco estão transferindo mais de 20 edifícios significativos da cidade velha de Kiruna para o novo local, incluindo sua igreja, que foi eleita a construção mais bonita da Suécia. Tudo está sendo completamente desmontado e reconstruído.

O resto da cidade está sendo construído do zero, com novos prédios incluindo uma prefeitura projetada pela empresa escandinava Henning Larsen. O principal desafio para os arquitetos e planejadores da nova Kiruna foi compreender os elementos que contribuem para a história e a habitabilidade da cidade.

"Não é apenas mover uma cidade inteira, mas também mover a mente dos cidadãos e criar uma nova casa e identidade", disse a equipe de Henning Larsen. "A abertura da prefeitura marca o início do processo de mudança e a oportunidade de criar uma nova identidade social para a cidade".

"As coisas físicas são fáceis, de certa forma. Pequenos artefatos podem ser muito importantes em termos de algo que é tanto identidade quanto tem história. Estamos movendo a igreja e as pessoas perguntam: "e as bétulas?' Eu não entendi, são pequenas árvores, mas têm 100 anos, são tão antigas quanto a igreja. Então, agora estamos movendo as bétulas", explicou Göran Cars, urbanista do município de Kiruna.

A decisão de mudar a cidade de lugar surgiu em 2004, embora o governo sueco estivesse ciente do problema anos antes. Como o primeiro exemplo do mundo real de uma cidade do seu tamanho a ser realocada, ela poderia servir de modelo para outras cidades ameaçadas pelo mundo - até o final do século, estima-se que algumas das maiores cidades do mundo, incluindo Miami, nos Estados Unidos, Mumbai, na Índia e Cantão, na China, podem desaparecer. Calcula-se que as Ilhas Maldivas já devem ficar inabitáveis ​​até 2100.

"Kiruna não serve como modelo em termos de financiamento. É uma situação muito específica", disse Cars, referindo-se que, pela lei sueca, a mina tem que financiar a realocação das pessoas e tem fundos - e receita futura - para fazê-lo isso. Já para os habitantes de regiões costeiras do mundo, a situaçãonão é tão simples: não há uma organização rica por trás do problema e ninguém está disposto a pagar por sua solução.

Via Casa Vogue


sexta-feira, 1 de março de 2019

Museu em Paris projeta obras de Van Gogh em paredes de 10 metros de altura

O primeiro museu digital de Paris, o Atelier des Lumières, inaugurou uma exposição dedicada ao trabalho de Vincent van Gogh (1853-1890) que segue até o dia 31 de dezembro. Com projeções que alcançam as paredes de 10 metros, o local ganha um ar lúdico e promove imersão nas obras do artista.

Essa criação visual e sonora traça a vida intensa de Van Gogh, que pintou durante os últimos 10 anos de sua vida mais de 2 000 pinturas. O Atelier des Lumières revela as pinceladas do pintor holandês e é iluminado pelas cores ousadas de suas telas.

Esta criação visual e musical por Culturespaces produzido e dirigido por Gianfranco Iannuzzi, Renato Gatto e Massimiliano Siccardi, destaca a riqueza cromática e o poder do design e força do artista.

No museu, que foi inaugurado em abril, as obras aparecem em paredes de 10 metros de altura em uma área de 3 300 m².

Via Casa Vogue

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Publicação online sobre sustentabilidade em Habitação de Interesse Social

O WRI Brasil lançou uma publicação online gratuita com informações sobre os benefícios, custos e barreiras da adoção de medidas de sustentabilidade em empreendimentos habitacionais de interesse social. Produzida conjuntamente por Lara Caccia, Henrique Evers, Luana Betti e Camila Schlatter, a pesquisa examina ações e tecnologias simples e de baixo custo relacionadas a redução de consumo de água e energia elétrica nas edificações.

Segundo os autores, "programas de habitação de interesse social em larga escala, como o Minha Casa, Minha Vida, oferecem a oportunidade de incorporar exigências e medidas viáveis para eficiência em edificações, que beneficiam os moradores, a administração pública e a sociedade em geral." Confira!

Via ArchDaily

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Novo Museu da Academia, em Los Angeles, tem projeto de Renzo Piano


Os olhos do mundo se voltaram para a cerimônia do Oscar 2019 no domingo, 24 de fevereiro, no Dolby Theatre, em Hollywood. Entre as premiações e homenagens da noite, a Academia anunciou finalmente a entrega do museu próprio, dentro do complexo designado como "a principal instituição cinematográfica do mundo". Assinado pelo arquiteto italiano Renzo Piano, o objetivo do centro cultural é transmitir o poder dos filmes aos espectadores por meio de arquivos e fotos de bastidores e explorar o impacto positivo das produções na cultura e sociedade.


Localizado em Wilshire & Fairfax, Los Angeles, o Museu da Academia é composto por dois edifícios que formam um campus de mais de 27 mil m². O prédio Saban, com seis andares, contará com mais de 4 mil m² de áreas para galerias, exposições, salas para cursos sobre cinema, teatro com 288 lugares, lojas, restaurantes e café. O acréscimo ao espaço em forato de globo, intitulado de A Esfera, terá um teatro com mil lugares, onde será possível ver performances, peças, exibições e estreias de filmes, assim como eventos da indústria. No topo desse complexo, um terraço com vista para as emblemáticas colinas de Hollywood.

Ocupando dois andares do edifício Aaban, o museu abrirá no final de 2019 com uma exposição de longo prazo que explora a evolução do cinema. A instituição também anunciou uma exposição temporária dedicada ao animador japonês Hayao Miyazaki (A Viagem de Chihiro, Meu Amigo Totoro), que será seguida, em 2020, por uma exposição que revela a importante e pouco reconhecida história dos cineastas afro-americanos no desenvolvimento do cinema norte-americano.

O Museu da Academia tem adquirido ativamente objetos de cinema desde 2008, que somam aproximadamente 2.500 itens no acervo, para contar sobre a evolução da tecnologia cinematográfica, figurino, design de produção, maquiagem e materiais promocionais. Separado da exposição central, o terceiro andar também conta com uma experiência do Oscar, que usa realidade virtual para colocar os visitantes no famoso tapete vermelho de Hollywood e dá a eles a chance de ter um Oscar real ao aceitarem o prêmio "no palco".

Via Casa Vogue

Shenzhen inaugurará em 2020 a maior usina do mundo que transforma resíduos em energia


A maior usina de geração de energia a partir de resíduos, de Schmidt Hammer Lassen e Gottlieb Paludan, deve ser inaugurada no ano que vem, nos arredores de Shenzhen, na China. A nova fábrica é feita para lidar com 5000 toneladas de resíduos por dia dentro de uma estrutura simples, limpa e icônica. Ela irá incinerar resíduos e gerar energia enquanto ensina os residentes sobre o ciclo de desperdício de energia. O projeto visa mostrar novos empreendimentos no setor de resíduos para energia da China e compartilhá-los com o mundo.

Com uma população de 20 milhões, Shenzhen produz 15.000 toneladas de lixo por dia, um número que está aumentando aproximadamente 7% ao ano. Para neutralizar isso, a nova usina da Shenzhen Energy não somente usa os processos tecnológicos mais avançados na incineração de resíduos, mas também atua como uma fonte de educação para os cidadãos. Em um único dia, a usina vai lidar com cerca de um terço dos resíduos gerados pelos habitantes de Shenzhen.

Os visitantes são convidados a acessar a fábrica por meio de um parque, cruzando uma ponte de entrada que se eleva até um hall e um centro de visitantes com vista para a maquinaria da usina. O edifício apresenta uma forma circular para controlar o impacto da estrutura e a quantidade de escavação necessária para construir no local. O projeto organiza toda a fábrica, incluindo edifícios auxiliares, em um volume - quebrando o tradicional layout retangular das instalações industriais. O telhado de 66.000 m2 foi projetado para ser coberto por até 44.000 m2 de painéis fotovoltaicos, oferecendo a oportunidade para a fábrica não apenas fornecer uma maneira mais limpa de lidar com os resíduos da cidade, mas também contribuir para a provisão de energia renovável.

O trabalho de detalhamento do projeto começou no início de 2016 e a fábrica está programada para entrar em operação em 2020. Confira!

Via ArchDaily


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Por dentro do cenário da cerimônia do Oscar 2019

Embora o tapete vermelho seja o grande destaque de qualquer cerimônia do Oscar, neste domingo, 24 de fevereiro, as conversas provavelmente também se voltarão para a elaborada estética da montagem do palco. Isso porque a Academia recrutou o premiado diretor criativo e designer David Korins (“Hamilton” e "Dear Evan Hansen") para ajudar a orquestrar um cenário que não só irá combinar com o glamour da maior noite de Hollywood, mas também fará uma declaração aberta sobre a situação político-social do mundo contemporâneo.

"Eu analisei profundamente o mundo de hoje, e, independente de onde você esteja [politicamente], está bem claro que existem problemas sociais e econômicos em vários países", diz à Architectural Digest. "Eu queria fazer algo que fosse uma declaração distinta sobre inclusão.” Para trazer sua visão de inclusão à vida, Korins, ao lado da Swarovski, criou quatro projetos que irão reinar no palco do Oscar: uma instalação em forma de nuvem chamada de “Nuvem de Cristal”; uma formação de fita de três metros de altura e 16 metros de largura chamada de “Crystal Swag”; e dois “Crystal Presenter Backings”, que aparecerão diretamente atrás dos apresentadores de prêmios.

“Nós construímos uma instalação suave, bonita, abrangente e assimétrica, que envolve literalmente o público”, diz Korins. “É uma declaração de inclusão, é sobre a comunidade de criativos presentes na cerimônia e, também, sobre os espectadores, que por meio das câmeras de transmissão poderão se sentir acolhidos.” A Nuvem de Cristal é composta de milhares de cristais feitos à mão compondo uma estrutura não-regular, que estará flutuando sobre o palco. O Crystal Swag, por sua vez, terá uma forma arquitetônica diferente, mais estruturada, com torções e espirais que fazem parecer quase uma cortina de gotas de chuva. "Acho muito interessante poder trabalhar com a Swarovski, porque, o que você desenhar, ela pode construir", diz ele. (A Swarovski tem um relacionamento de longa data com o Oscar, e com Hollywood em geral, que remonta a Blonde Venus de 1932 e se estende a filmes recentes como Bohemian Rhapsody, de 2018.)

"Eu queria propor algo que parecesse orgânico, natural, icônico e elegante", diz Korins. Por isso, além dos 41 mil cristais, ele também propôs o uso de 40 mil rosas vermelhas verdadeiras. “As flores tem um calor implícito. Nós as vimos em tapetes vermelhos e em desfiles de moda, mas eu nunca as tinha visto em premiações, e senti que elas poderiam enriquecer o palco em termos de textura." No final das contas, Korins diz que a coisa mais importante é entregar uma estética que ajuda não só a unir toda a cerimônia, mas também leva os espectadores a pensar além do que estão vendo na tela.

Via Casa Vogue

Obras para criação do Parque Minhocão (SP) começam em 2019

A Prefeitura de São Paulo vai implantar o primeiro trecho do Parque Minhocão, no Elevado Presidente João Goulart. A ação será dividida em três etapas, com implantação de obras de acessibilidade, segurança e parque linear. Com um custo estimado de R$ 38 milhões, a previsão de entrega é dezembro de 2020.

Na primeira fase serão executadas obras de segurança e acessibilidade para os usuários do espaço. Serão instalados acessos em nove pontos de todo o elevado, entre elevadores e escadas. Além disso, a Prefeitura também vai implementar estruturas de proteção nas laterais para garantir a segurança dos frequentadores. A previsão é que até o final de 2019 essas obras estejam concluídas. As ações previstas na primeira fase foram recomendadas pelo Ministério Público.

A segunda etapa consiste na implantação de 900 metros de parque entre a Praça Roosevelt e o Largo do Arouche. No total estão previstos 17.500 metros quadrados com jardins, além de floreiras e deques, dispostos em módulos pré-fabricados. A Prefeitura de São Paulo, por meio da SP Urbanismo, vai utilizar o conceito urbanístico e referências do arquiteto Jamie Lerner, com material modulado, efêmero, propostas de usos institucionais no baixo do viaduto e intervenções que permitem a integração dos espaços.

Conexão
A Implantação do primeiro trecho do Parque Minhocão (900 metros) foi definida em razão de sua favorável conexão com outros espaços públicos de lazer – Praça Roosevelt, Parque Augusta, Largo do Arouche e Praça Marechal Deodoro.

A primeira etapa do Parque Minhocão vai compreender um trecho da saída da Ligação Leste-Oeste ao entroncamento com a Avenida São João. Quem seguir no sentido dos bairros de Perdizes e Barra Funda poderá pegar o elevado por um acesso próximo à Rua Helvétia, na região dos Campos Elíseos. Até esse ponto, o motorista deverá seguir pela Avenida Amaral Gurgel. No outro sentido, o caminho em direção à Zona Leste será interrompido na passagem para a Rua Sebastião Pereira, na Vila Buarque. A CET está realizando estudo para definição de outras intervenções viárias que se fizerem necessárias.

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Via Ciclo Vivo

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Engenheiros criam madeira metálica, tão forte quanto o titânio, porém cinco vezes mais leve

Engenheiros da Universidade da Pensilvânia conseguiram criar um tipo de folha, com aparência de madeira, forte quanto o titânio, porém cinco vezes mais leve.

Segundo reportagem do Dezeen, os pesquisadores se inspiraram na natureza para construir poros no níquel em nível de nanoescala, tornando-o menos denso. Com esses poros, 70% do material é um espaço vazio.

Eles ainda reforçaram os suportes de carga dentro do níquel para aumentar a resistência da folha.

A madeira metálica teoricamente teria um desempenho mais alto, mas ainda não está pronta para produção comercial e exigiria mais testes.

James Pikul, principal autor do artigo, disse ao site que as folhas serão possíveis no futuro, mas " levará algum tempo para desenvolver a tecnologia para chegar lá".

Ele também disse que o material tem qualidades adicionais atraentes para os designers.

Via Casa Vogue

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Londres vai ganhar novo espaço de música orçado em 1,4 bilhão de reais

Um projeto de 288 milhões libras esterlinas, cerca de 1,4 bilhão de reais. Esse é o valor estimado para a construção do London Concert Hall, novo espaço de música no Barbican, em Londres (Inglaterra), que pode ficar pronto em quatro anos. O desenho foi assinado pela arquiteta Elizabeth Diller, do Diller Scofidio + Renfro.

Segundo o jornal The Guardian, há a crença que a inauguração desse espaço “seria tão transformadora para a música clássica como a Tate Modern foi para as artes visuais”.

De acordo com a publicação, o dinheiro para a construção viria por meio de doações privadas.

No projeto, há quatro andares de espaço comercial, um restaurante, um local para apresentações de jazz, e um auditório principal com 2 000 lugares, além de uma praça para pedestres.

“O Centro seria uma colmeia de atividades tanto dia quanto noite - um lugar onde música de todos os tipos é feita, aprendida, experimentada e compartilhada. Seria um lugar onde as pessoas querem passar o tempo, mesmo sem um ingresso para o show”, diz o escritório de arquitetura em sua página oficial.

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Via Casa Vogue

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

China ganha museu de 33 mil m² com fachada impressionante

Museu de cor acobreada, fachada imponente e 33 000 m² - o Tianjin Binhai Exploratorium, situado em Tianjin, China, foi finalizado e deverá ser inaugurado no segundo trimestre de 2019.

Com projeto da Bernard Tschumi Architects, o espaço exibirá artefatos do passado industrial de Tianjin por meio de tecnologia contemporânea, incluindo foguetes para pesquisa espacial.

O projeto contém instalações para eventos culturais e exposições, bem como galerias, escritórios e espaços de restaurante e varejo.

Segundo o escritório de arquitetura, uma série de cones de grande escala cria grandes salas em todo o museu. O cone central, iluminado de cima, conecta todos os três níveis do Exploratorium.

O telhado é acessível para os visitantes e atua como um passeio com vistas impressionantes sobre a cidade circundante.

O Exploratorium foi projetado por Bernard Tschumi Architects em colaboração com o Instituto de Planejamento e Design Urbano de Tianjin (TUPDI). É o primeiro projeto arquitetônico do escritório construído em grande escala na China.

O plano diretor do Centro Cultural de Binhai foi elaborado pela GMP e inclui uma biblioteca projetada pelo escritório de arquitetura MVRDV.

Via Casa Vogue

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Primeiro trem solar da América Latina vai conectar Argentina a Cusco

 Em fevereiro de 2018 começaram as instalações de vias que vão receber o primeiro trem solar turístico da América Latina. Chamado de “Tren de la Quebrada”, o veículo sairá da província de Jujuy, na Argentina, uma região famosa pela montanha colorida “Cerro de los 7 Colores”. Este é segundo trem solar que se tem notícia. O primeiro deles foi inaugurado na Austrália.

A primeira parte da construção está prevista para ser concluída em agosto de 2019. Ela unirá a localidade de Volcán com Purmamarca e Maimará, em uma rota de 20 quilômetros pelo norte argentino. O passo seguinte seria chegar à Bolívia e, posteriormente, em Cusco. O destino final será o histórico Machu Picchu.

A primeira ferrovia solar da região inicialmente terá dimensões reduzidas, sendo para um vagão com capacidade aproximada de 240 passageiros. Por ser um trem turístico, ele desenvolverá uma velocidade de apenas 30 quilômetros por hora. 

Para o seu funcionamento, painéis fotovoltaicos serão acoplados nos telhados. A propulsão será realizada através de energia solar e diesel hidráulico. O desenvolvimento da tecnologia envolveu especialistas internacionais que participaram da construção do trem solar de Byron Bay, na Austrália.

“Este é um grande desafio, porque estamos desenvolvendo uma nova tecnologia para o transporte ferroviário do futuro”, afirma o engenheiro Pablo Rodríguez Messina. Segundo ele, “o trem solar seguirá a ferrovia Belgrano Cargas, que foi desativada há 25 anos na Trilha Inca e que foi a primeira rota comercial na América do Sul”.

Via Ciclo Vivo

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Moshe Safdie é laureado com o Prêmio Wolf 2019

Moshe Safdie foi laureado com o Prêmio Wolf de Arquitetura 2019. A honraria anual elege um vencedor nos campos da pintura, música, escultura ou arquitetura. Sendo um dos mais prestigiados prêmios internacionais de Israel, reconhece realizações no avanço da ciência e da arte para o bem da humanidade. Na escolha deste ano, o júri citou a carreira exemplar de Safdie motivada por preocupações sociais da arquitetura e experimentações formais.

Safdie recebeu o prêmio em reconhecimento ao seu projeto inovador, Habitat '67, bem como seu impacto global através de projetos em todo o mundo. Os jurados também citaram seus projetos mais notáveis em Israel, incluindo o Museu Yad Vashem, o Aeroporto Internacional Ben Gurion, a cidade de Modi'in, o Centro Yitzhak Rabin, em Tel Aviv, e o Complexo Mamilla, em Jerusalém. Os vencedores recentes de arquitetura incluem Phyllis Lambert, Eduardo Souto de Moura, David Chipperfield e Peter Eisenman.

O anúncio do Wolf Prize inaugura um ano importante para o escritório Safdie Architects, que terá cerca de 8 grandes projetos concluídos em 2019, incluindo o Jewel Changi Airport (Singapura), o Raffles City Chongqing, o Serena del Mar (Cartagena, Colômbia) e o jardim da Biblioteca Pública de Vancouver. Além de Moshe Safdie, os prêmios de 2019 foram concedidos a profissionais de importância nas áreas de medicina, agricultura, química e matemática.

Os cinco prêmios serão formalmente entregues aos vencedores pelo presidente de Israel e pelo presidente da Fundação Wolf e Ministro da Educação no final de maio, em uma cerimônia oficial que acontecerá em Jerusalém.

Via ArchDaily

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Concurso – African School Project – Benga – Malawi

Concurso de Arquitetura para uma escola secundária a ser construída em Benga, Malawi.

Aberto a Estudantes e profissionais de diversos campos disciplinares, nos termos do regulamento.

O Prazo final para inscrições é 20/03/2019. Mais detalhes, Vale o Clique!

Via Concursos de Projeto